Autoeficácia de cuidadores de crianças com o transtorno do espectro autista

Autores/as

  • Maria de Lourdes Merighi Tabaquim Universidade de São Paulo
  • Roberta Gelain de Souza Vieira Universidade Estadual de Campinas
  • Ana Paula Ribeiro Razera Universidade de São Paulo
  • Sylvia Maria Ciasca Universidade Estadual de Campinas

Palabras clave:

Eficácia, Cuidadores, Criança, Transtorno autístico

Resumen

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é considerado um transtorno global do desenvolvimento, com características graves e comprometedoras. A sobrecarga materna é apontada por diversos autores como sendo uma consequência da própria condição da criança, a qual implica em uma dependência intensa e constante do portador em relação à sua mãe. O objetivo deste estudo foi identificar a relação do padrão de independência da criança com TEA e o nível de autoeficácia do seu cuidador. Participaram do estudo 13 cuidadores, sendo 15,4% do sexo masculino e 84,6% do sexo feminino. Para a coleta de dados foram utilizados dois protocolos: Escala de Percepção de Autoeficácia e Índice de Katz de Atividades de Vida Diária. Os resultados demonstraram que os cuidadores possuíam um bom índice de Autoeficácia, com ausência de sobrecarga do cuidador (M=40,3). As pontuações no Índice de Katz (M=11,3) evidenciaram 3 crianças dependentes, 4 que necessitavam de ajuda e 6 independentes. O estudo apontou para a ausência de correlação do nível de dependência da criança com TEA e da percepção de autoeficácia do cuidador, sugerindo limitação e particularidade da amostra, cujos cuidadores se manifestaram com disponibilidade prática e afetiva, para atender às demandas da criança, minimizando o impacto.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim, Universidade de São Paulo

Neuropsicóloga, Doutora em Ciências Médicas, Docente do Departa-mento de Fonoaudiologia da Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo (FOB/USP) e da Pós-Graduação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP). Bauru, SP, Brasil.

Roberta Gelain de Souza Vieira, Universidade Estadual de Campinas

Psicóloga, Especialista em Neuropsicologia aplicada à Neurologia Infantil pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp), Campinas, SP, Brasil.

Ana Paula Ribeiro Razera, Universidade de São Paulo

Enfermeira, Doutoranda em Ciências da Reabilitação pelo Programa de Pós-Graduação do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da Universidade de São Paulo (HRAC/USP), Bauru, SP, Brasil.

Sylvia Maria Ciasca, Universidade Estadual de Campinas

Neuropsicóloga, Doutora em Neurociências e Livre-docente em Neurologia Infantil, Professora Associada da Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), Campinas, SP, Brasil.

Citas

American Psychiatric Association (APA). Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais – DSM-5. Porto Alegre: Artmed; 2014.

Gernsbacher MA, Dawson MH, Goldsmith H. Three reasons not to believe in an autism epidemic. Curr Dir Psychol Sci. 2005;14(2):55-8.

Fombonne E, Zakarian R, Bennett A, Meng L, McLean-Heywood D. Pervasive developmental disorders in Montreal, Quebec, Canada: Prevalence and links with immunizations. Pediatrics. 2006;118(1):e139-50.

Schechter R, Grether JK. Continuing increases in autism reported to California’s developmental services system: mercury in retrograde. Arch Gen Psychiatry. 2008;65(1):19-24.

Fraga I. Autismo: ainda um enigma. Rev Ciência Hoje. 2010;45(270):20-5.

Barbosa MRP, Fernandes FDM. Qualidade de vida dos cuidadores de crianças com transtorno do espectro autístico. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2009;14(3):482-6.

Schmidt C, Bosa C. Estresse e auto-eficácia em mães de pessoas com autismo. Arq Bras Psicol. 2007;59(2):179-91.

Bandura A. Regulation of cognitive processes through perceived self-efficacy. Dev Psychol. 1989;25:729-35.

Medeiros PC, Loureiro SR, Linhares MBM, Marturano EM. A auto-eficácia e os aspectos comportamentais de crianças com dificuldade de aprendizagem. Psicol Reflex Crit. 2000;13(3):327-36.

Hastings RP, Brown T. Behavior problems of children with autism, parental self-efficacy and mental health. Am J Ment Retard. 2002;107(3):222-32.

Mouton PY, Tuma JM. Stress locus of control and role satisfaction in clinic and control mothers. J Clin Child Psychol. 1988;17(3):217-24.

Johnston C, Mash EJ. A measure of parenting satisfaction and efficacy. J Clin Child Psychol. 1989;18(2):167-75.

Sofronoff K, Farbotko M. The effectiveness of parent management training to increase self-efficacy in parents of children with Asperger syndrome. Autism. 2002;6(3):271-86.

Duarte YAO, Andrade CL, Lebrão ML. O índex de Katz na avaliação da funcionalidade dos idosos. Rev Esc Enferm USP. 2007;41(2):317-25.

Bandura A. Self-efficacy. In: Ramachaudran VS, ed. Encyclopedia of human behavior. New York: Academic Press; 1998.

Bebko JM, Konstantareas MM, Springer J. Parent and professional evaluations of family stress associated with characteristics of autism. J Autism Dev Disord. 1987;17(4):565-76.

Konstantareas MM, Homatidis S. Assessing child symptom severity and stress in parents of autistic children. J Child Psychol Psychiatry. 1989;30(3):459-70.

Koegel RL, Schreibman L, Loos LM, Dirlich-Wilhelm H, Dunlap G, Robbins FR, et al. Consistent stress profiles in mothers of children with autism. J Autism Dev Disord. 1992;22(2):205-16.

Factor DC, Perry A, Freeman N. Stress, social support, and respite care use in families with autistic children. J Autism Dev Disord. 1990;20(1):139-46.

Gill MJ, Harris SL. Hardiness and social support as predictors of psychological discomfort in mothers of children with autism. J Autism Dev Disord. 1991;21(4):407-16.

Konstantareas MM, Plowright CM. Assessing resources and stress in parents of severely dysfunctional children through the Clarke Modification of Holroyd’s Questionnaire on Resources and Stress. J Autism Dev Disord. 1992;22(2):217-34.

Publicado

2015-12-01

Cómo citar

Tabaquim, M. de L. M., Vieira, R. G. de S., Razera, A. P. R., & Ciasca, S. M. (2015). Autoeficácia de cuidadores de crianças com o transtorno do espectro autista. Revista De Psicopedagogía, 32(99), 285–292. Recuperado a partir de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/422

Número

Sección

Artigo Original