Intervenção psicomotora com crianças autistas

Revisão sistemática (2014-2024)

Autores/as

  • Paulo Cesar Cadima Junior Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • José Irineu Gorla Universidade Estadual de Campinas. Universidade Norte do Paraná
  • Sônia das Dores Rodrigues Instituto Interdisciplinar do Neurodesenvolvimento (Inter.atua), Campinas, SP, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20260018

Palabras clave:

Avaliação da Pesquisa em Saúde, Desenvolvimento infantil, Habilidades motoras, Psicomotricidade, Revisão Sistemática, Transtorno do Espectro Autista

Resumen

A intervenção psicomotora tem se mostrado eficaz na promoção do desenvolvimento integral de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), especialmente ao considerar os impactos motores, cognitivos, sociais e afetivos característicos dessa condição. Entretanto, diante da escassez de estudos sistematizados sobre o tema, esta pesquisa torna-se relevante por contribuir com a ampliação do conhecimento científico e por subsidiar práticas pedagógicas e terapêuticas. O objetivo desta revisão foi analisar sistematicamente os artigos publicados entre 2014 e 2024 que realizaram intervenções psicomotoras com crianças autistas. A pesquisa foi conduzida com base nos critérios PRISMA, por meio de uma abordagem qualiquantitativa, com buscas nas bases de dados SciELO, PubMed, PePSIC e ERIC, entre dezembro de 2024 e fevereiro de 2025. Utilizaram-se os descritores: “Autism AND motor development”, “Autism AND Psychomotor Intervention” e “Autism AND Psychomotor”, além dos filtros: (i) estudos com crianças autistas de 2 a 12 anos; (ii) com aplicação de intervenção psicomotora; (iii) publicados nos últimos dez anos. Dos 1.087 estudos identificados, apenas dois atenderam aos critérios de inclusão. O primeiro evidenciou melhorias qualitativas, ainda que sem significância estatística, enquanto o segundo apontou avanços significativos na consciência corporal e nos conceitos espaciais. Ambos destacam a relevância das práticas psicomotoras, mas os resultados divergentes reforçam a necessidade de investigações mais robustas, com delineamentos metodológicos mais consistentes e amostras ampliadas. Conclui-se que a psicomotricidade apresenta potencial relevante como estratégia de intervenção no TEA, mas sua eficácia ainda carece de maior validação científica.

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Publicado

2026-04-24

Cómo citar

Junior, P. C. C., Gorla, J. I., & Rodrigues, S. das D. (2026). Intervenção psicomotora com crianças autistas: Revisão sistemática (2014-2024). Revista De Psicopedagogía, 43(130), 199–209. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20260018

Número

Sección

Artigo de Revisão