Vigotski in his time and today

contradicting the standard point of view

Authors

  • Mônica de Carvalho Magalhães Kassar Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240008

Keywords:

Education of People with Disabilities, Special Education, Human Development

Abstract

At the beginning of the 20th century, the perspective of organizing homogeneous classrooms in schools as the most suitable for pedagogical practices became widespread, with the belief that this would meet the characteristics of child development. From this perspective, there was a separation of “normal” and “abnormal” students and the creation of “stronger,” “weaker,” and “special” classes. During the same period, Vigotski, based on Marxist foundations, developed studies that enabled the understanding of cultural deve-lopment and the proposition of pedagogical praxis that placed him against the current of hegemonic thinking. With attention to this context, this article proposes to situate Vigotski’s position in opposition to the hegemonic perspectives of his time and analyze aspects of the author’s production regarding human development and disability [Defectology], as an anchor for a proposition of a more promising education to this day. This is a bibliographicalresearch and, for development, scientific texts circulating at the beginning of the 20th century were studied and some concepts developed by Vigotski in different manuscripts were re-examined, which are discussed in dialogue with the literature on the topic. The analyses indicate that the focus on cultural development gives the educational process decisive relevance to human development and that this perspective can support more promising contemporary pedagogical praxis.

Downloads

Download data is not yet available.

Author Biography

Mônica de Carvalho Magalhães Kassar, Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, Corumbá, Mato Grosso do Sul, Brasil

Professora Titular, Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), campus do Pantanal.

References

Antipoff, H. (1931). A homogeinização das classes escolares. Revista do Ensino, 6, 27-55.

Beyer, H. O. (2005). Por que Lev Vygotski quando se propõe uma educação inclusiva? Revista Educação Especial, 26, 75-81.

Borges, A. A. P. (2015). As classes especiais e Helena Antipoff: uma contribuição à história da educação especial no Brasil. Revista Brasileira de Educação Especial, 21(3), 345-362.

Campos, R. H. F. (2003). Helena Antipoff: razão e sensibilidade na psicologia e na educação. Estudos Avançados, 17(49), 209-231.

Carmelo Neto, A., Muzzeti, L. R., & Silva, R. A. (2020). A inclusão no Brasil: a deficiência intelectual e as contribuições de Vigotski. Interfaces Científicas, 9(1), 93-106.

Carneiro, M. S. C. (2008). Adultos com síndrome de Down: a deficiência mental como produção social. Papirus Editora.

Carneiro, M. S. C. (2014). A deficiência mental como produção social: de itard à abordagem histórico-cultural. In C. R. Baptista (Org.), Inclusão e escolarização: múltiplas perspectivas (2ª ed., p. 192). Mediação.

Carvalho, M. F. (2006). Conhecimento e Vida na Escola - Convivendo com as Diferenças (1ª ed., p. 222). Autores Associados.

Dainez, D. (2014). Constituição Humana, Deficiência e Educação: Problematizando o Conceito de Compensação na Perspectiva Histórico-Cultural. [Tese de doutorado, Universidade Estadual de Campinas].

Dainez, D., & Smolka, A. L. B. (2019). A função social da escola em discussão, sob a perspectiva da educação inclusiva. Educação e Pesquisa, 45, e187853.

Façanha, L. S., & Fahd, W. C. B. (2016). Educação especial inclusiva a partir da defectología de Vygotski. Revista Sul-Americana de Filosofia e Educação – RESAFE, (25), 113-133.

Hanselmann, H., & Simon, T. (1940). Bericht über den I. Internationalen Kongreβ für Heilpädagogic. Rapport du Ier Congrès International pour la pédagogie de l’enfance dèficiente. Report of the Ist International Congress for the Education of Exceptional Children. Verlag Ag. Gebr. Leemann & Co.

Itard, J. M. G. (1964). Mémoire et rapport sur Victor de l’Aveyron. Union Générale d’Éditions. (Original publicado em 1801) https://doi.org/10.1522/cla.itj.rap

Kassar, M. C. M. (1995). Ciência e senso comum no cotidiano das classes especiais. Papirus.

Kassar, M. C. M. (1999). Modos de participação e constituição de sujeitos nas práticas sociais: A institucionalização de pessoas com deficiência múltipla. [Tese de doutorado em Educação, Universidade Estadual de Campinas].

Kassar, M. C. M. (2013). Uma breve história da educação das pessoas com deficiências no Brasil. In S. M. F. Meletti, & M. C. M. Kassar (Org.), Escolarização de alunos com deficiências: desafios e possibilidades (1ªed., pp. 33-76). Mercado de Letras.

Kassar, M. C. M. (2016). Escola como espaço para a diversidade e o desenvolvimento humano. Educação & Sociedade, 37(137), 1223-1240.

Kassar, M. C. M., & Magalhães, J. (2023). I Congresso Internacional de Pedagogia dos deficientes: o Brasil na terra de Pestalozzi. Cadernos de História da Educação, 22, e158.

Lledó Carreres, A. (2009). Una mirada desde el presente al origen de la institucionalización de la educación especial. In Investigar desde un contexto educativo innovador (pp. 251-262). Marfil.

Locke J. (1983). Ensaio acerca do entendimento humano. In J Locke (Org.), Textos Selecionados (3ª ed. A. Anoar, E. J. Monteiro, Trad.). Os Pensadores. Abril Cultural. (Original publicado em 1690)

Magalhães, B. (n.d.). Tratamento e educação de crianças anormaes de inteligência. Tipografia do Jornal do Commercio.

Magalhães, L.O. R., & Aguiar, W. M. J. (2021). A revolução de Vigotski. Psicologia da Educação, 53, 118-122. https://doi.org/10.23925/2175-3520.2021i53p118-122

Marx, K., & Engels, F. (1984). A ideologia Alemã - Teses sobre Fuerbach. Moraes. (Original publicado em 1845-1846)

Meccacci, L. (2018). La patologia dei processi psichici. In L. Mecacci (Org.), Lev Vygotskij: Sviluppo, educazione e patologia della mente. Giunti Barbera.

Mendonça, F. L. R., Abreu, F. S. D., & Costa, M. T. M. S. (2020). As contribuições da Teoria Histórico-Cultural e dos estudos de defectologia de Vigotski para a conceituação/compreensão da pessoa com deficiência intelectual. Cadernos RCC#21, 7(2), 165-172.

Oliveira, I. (2022). As contribuições da teoria histórico-cultural de Vigotski no âmbito da educação especial no Brasil. Roteiro, 47, e27221.

Ornellas, P. (1997). O paciente excluído. História e crítica das práticas médicas de confinamento. Revan.

Padilha, A. M. L. (2007). Práticas Pedagógicas na Educação Especial: A capacidade de significar o mundo e a inserção cultural do deficiente mental (3ª ed., p. 194). Autores Associados e FAPESP.

Pessotti, I. (1984). Deficiência mental: da superstição à ciência. T.A. Queiroz:/Edusp.

Pino, A. S. (2005). As marcas do humano: As origens da constituição cultural da criança na perspectiva de Lev S. Vigotski. Cortez.

Pinto, N. S. (1928). A infância retardatária: Ensaios de Orthophrenia (2ª ed.). Escolas Profissionaes Salesianas.

Pizzoli, U. (1914). Psychologia Pedagogica. Revista de Ensino, 3.

Pletsch, M. D. (2014). Repensando a inclusão escolar: diretrizes políticas, práticas curriculares e deficiência intelectual (2ª ed., pp. 296). NAU.

Quaglio, C. (1913). A solução do problema pedagogico-social da educação da infancia anormal de intelligencia no Brasil. Espindola.

Rafante, H. C., & Lopes, R. E. (2013). Helena Antipoff e o desenvolvimento da educação especial no Brasil (1929-1961). Revista HISTEDBR On-line, 13(53), 331-356.

Ruchat, M. (2008). A Escola de psicologia de Genebra em Belo Horizonte um estudo por meio da correspondência entre Edouard Claparède e Hélène Antipoff (1915-1940). Revista Brasileira de História de Educação, 8(2), 181-205.

Souza, F. F. (2013). Políticas de Educação Inclusiva: análise das condições de desenvolvimento dos alunos com deficiência na instituição escolar. [Tese doutorado, Universidade Estadual de Campinas].

Toledo, E. H., & Martins, J. B. (2009). A atuação do professor diante do processo de inclusão e as contribuições de Vygotsky. IX Congresso Nacional de Educação – EDUCERE. III Encontro Sul Brasileiro de Psicopedagogia. [Anais]. PUCPR.

Vigotski, L. S. (1995). Fundamentos de defectogogía. Obras completas. Tomo Cinco. Editorial Pueblo y Educación.

Vygotsky, L. S. (1981). The genesis of higher mental functions. In J. V. Wertsch (Ed.), The Concept of Activity in Soviet Psychology (pp. 144-188). Sharpe.

Vygotsky, L.S. (1985). Les bases épistémologiques de la psychologie. In J. P. Bronckart, & B. Schneuwly (Org.), Vygotsky aujoud’hui. Delachaux & Niestlé.

Würth, T. (n.d.). Na terra de Pestalozzi. 1º Congresso Internacional de Pedagogia dos Deficientes em Genebra.

Závershneva, E., & Van der Veer, R. (Eds.) (2022). Lev Vigotski. Cuadernos de notas (A. A. González, Trad.). Libros del Zorzal.

Published

2024-01-11

How to Cite

Kassar, M. de C. M. (2024). Vigotski in his time and today: contradicting the standard point of view. Psychopedagogy Journal, 41(124), 115–123. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240008

Issue

Section

Review Article