Fatores socioculturais como potencializadores das amizades de crianças com autismo

Autores

  • Camila Sena Valle Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Gabriela Mietto Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240013

Palavras-chave:

Amizade, Crianças, Autismo, Teoria Histórico-Cultural

Resumo

Os fatores sociais e culturais são fonte do desenvolvimento humano. A mediação do outro, para a Teoria Histórico-Cultural, é extremamente importante para a significação de fatores externos para a pessoa. A relação de amizade é um fenômeno social que traz diversos benefícios para a vida de todos, e quando se trata das amizades de crianças com autismo é necessário ter atenção para diferentes formas de se relacionar, comunicar e de necessidades de apoio. Pretende-se discutir como a mediação do outro em ambiente escolar pode favorecer, ou não, o desenvolvimento e manutenção de amizades de crianças com autismo. Sobre este tema foram ouvidos os relatos de duas crianças de 6 e 7 anos de idade com este diagnóstico, dos seus possíveis amigos (indicados em seus discursos), de seus pais e das suas educadoras. Foi encontrado no discurso dos participantes que o ambiente escolar é o principal meio onde as crianças com autismo podem fazer amizades e que encontros fora da escola colaboram com a manutenção desses vínculos, sendo a brincadeira a principal atividade para formação e manutenção das amizades. As famílias das crianças com autismo relatam que recai sobre elas maior esforço para que os encontros fora da escola ocorram. As crianças com autismo apresentaram autorreflexão sobre suas características que precisam ser consideradas pelos pretensos amigos. Quanto à mediação do outro, no campo pedagógico, observa-se uma prática muito instrucionista que não atende adequadamente aos propósitos dos vínculos de amizade.

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Publicado

2024-01-11

Como Citar

Valle, C. S., & Mietto, G. (2024). Fatores socioculturais como potencializadores das amizades de crianças com autismo. Revista Psicopedagogia, 41(124), 196–209. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240013

Edição

Seção

Relato de Caso