Educação de surdos e Teoria Histórico-Cultural

os paradigmas presentes na obra de L. S. Vigotski

Autores

  • Simone Aparecida dos Santos Silva Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Fabrício Santos Dias de Abreu Centro Universitário Estácio de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil
  • Regina Lúcia Sucupira Pedroza Universidade de Brasília, Brasília, Distrito Federal, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240011

Palavras-chave:

Educação de Surdos, Teoria Histórico-Cultural, Deficiência

Resumo

A temática da educação de surdos é objeto de acirrados debates que atravessam séculos de produção científica e filosófica. Neste artigo, propomos analisar a obra de L. S. Vigotski, desenvolvida na primeira metade do século XX, com o intuito de evidenciar que o autor antecipou uma abordagem inovadora em relação às questões linguísticas e de desenvolvimento dos surdos. Apesar de algumas contradições iniciais, especialmente no que diz respeito à defesa de metodologias pedagógicas oralistas para esse público, Vigotski, em estágios posteriores de sua obra, avança ao reconhecer o valor linguístico da língua de sinais e ao argumentar que seu uso poderia beneficiar as práticas educacionais, contribuindo para a complexificação do desenvolvimento psicológico. A completude dos textos vigotskianos sobre a surdez aponta para a proposição de um modelo educativo único, sem distinção entre os sujeitos, organizado sobre os princípios da educação social inspirados pela concepção marxista de indivíduo e sociedade.

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Publicado

2024-01-11

Como Citar

Silva, S. A. dos S., Abreu, F. S. D. de, & Pedroza, R. L. S. (2024). Educação de surdos e Teoria Histórico-Cultural: os paradigmas presentes na obra de L. S. Vigotski. Revista Psicopedagogia, 41(124), 142–150. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20240011

Edição

Seção

Artigo de Revisão