Intervenção psicopedagógica com enfoque fonovisuoarticulatório em crianças de risco para dislexia
Palavras-chave:
Dislexia, Intervenção, Transtornos de aprendizagem, CriançaResumo
Objetivos: Verificar a eficácia da intervenção psicopedagógica baseada no Método das Boquinhas em crianças com dificuldade de aprendizagem do 1˚ ano do Ensino Fundamental I. Método: Participaram do estudo 11 crianças do 1° ano do ensino público fundamental municipal da cidade de Campinas-SP, de ambos os gêneros, faixa etária de 6 a 7 anos de idade, alfabetizados pela metodologia com enfoque silábico. Todas as crianças frequentaram a educação infantil anteriormente ao início do 1° ano e pertenciam à mesma sala de aula. As crianças foram divididas em: GEI - 3 crianças com dificuldades de aprendizagem do 1º ano do Ensino Fundamental I, que foram submetidas a intervenção psicopedagógica sob o enfoque fonovisuoarticulatório; GEII - 3 crianças do 1º ano do Ensino Fundamental I, com dificuldade de aprendizagem, que não foram submetidas a intervenção psicopedagógica sob o enfoque fonovisuoarticulatório; e GC - 5 crianças do 1º ano do Ensino Fundamental I, sem queixas de dificuldades de aprendizagem, não submetidas à intervenção. Resultados: Verificou-se que as crianças do GEI e GEII apresentaram dificuldades em todas as provas pré-testagem; o GEI após intervenção apresentou melhora significativa na leitura e na escrita, aproximando-se do GC. Conclusão: A pesquisa permitiu concluir que a intervenção psicopedagógica sob enfoque fonovisuoarticulatório é eficaz com crianças que apresentam sinais de risco para dislexia.Downloads
Referências
Santos MTM, Navas ALGP. Distúrbios de leitura e escrita. Barueri: Manole; 2002.
Zorzi JL. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre: Artmed; 2003.
Gindri G, Keske-Soares M, Mota HB. Memória de trabalho, consciência fonológica e hipótese de escrita. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2007;19(3):313-22.
Capovilla AGS, Andrade MS. Linguagem escrita: aspectos semânticos e fonológicos. São Paulo: Memnon; 2002.
Capovilla AGS, Capovilla FC, Suiter I. Processamento cognitivo em crianças com e sem dificuldade de aprendizagem. Psicol Estud. 2004;9(3):449-58.
Salles JF, Parente MAMP. Funções neuropsicológicas em crianças com dificuldades de leitura e escrita. Psic: teor pesq. 2006;22(2):153-62.
Salgado CA, Capellini SA. Programa de remediação fonológica em escolares com dislexia do desenvolvimento. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2008;20(1):31-6.
Ciasca SM. Distúrbios de aprendizagem: proposta de avaliação interdisciplinar. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2003.
Lima RF, Mello RJL, Massoni I, Ciasca SM. Dificuldades de aprendizagem: queixas escolares e diagnósticos em um serviço de neurologia infantil. Rev Neuroc. 2006;14(4):185-90.
Jardini RSR. Alfabetização e reabilitação pelo Método das Boquinhas: fundamentação teórica. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2003; Bauru: Jardini; 2010.
Gijsel MAR, Bosman AMT, Verhoeven L. Kindergarten risk factors, cognitive factors and teacher judgments as predictors of early reading in Dutch. J Learn Disabil. 2008;39(6):115-25.
Harn BA, Stoolmiller M, Chard DJ. Measuring the dimensions of alphabetic principle on the reading development of first graders: the role of automaticity and unitization. J Learn Disabil. 2008;41(2):143-57.
Lobier M, Valdois S. Developmental dyslexia and intervention methods: assessment criteria. Neuropsychology. 2009;1(2):102-9.
Fadini CC, Capellini SA. Eficácia do treinamento de habilidades fonológicas em crianças de risco para dislexia. Revista CEFAC. 2010;13(5):856-65.
Harn BA, Linan-Thompson S, Roberts G. Intensifying instruction: does additional instructional time make a difference for the most at-risk first graders? J Learn Disab. 2008;41(2):115-25.
Jardini RS, Souza PT. Alfabetização e reabilitação dos distúrbios de leitura/escrita por metodologia fono-vísuo-articulatória. Pró-Fono Rev Atual Cient. 2006;18(1):69-78.
Capovilla AGS, Capovilla FC. Problemas de leitura e escrita, como identificar, prevenir e remediar uma abordagem fônica. São Paulo: Memnon; 2007.
Kessler MT. Estudo da memória operacional em pré-escolares [dissertação de mestrado]. São Paulo: Universidade de Santa Maria – Universidade Federal de São Paulo; 1997.
Ferreiro E, Teberosky A. A psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: Artes Médicas; 1985.
Capellini SA, Smythe I. Protocolo de avaliação de habilidades cognitivo-linguísticas: livro do profissional e do professor. Marília: Fundepe Editora; 2008.
Jardini RSR, Gomes PTS. Alfabetização com as Boquinhas - caderno do aluno. São José dos Campos: Pulso Editorial; 2008.
Lima RS. Sintomas depressivos e funções cognitivas em crianças com dislexia do desenvolvimento [Tese de Mestrado]. Campinas: Unicamp; 2011.
Liederman J, Kantrowitz L, Flannery K. Male vulnerability to reading disability is not likely to be a myth: a call for new data. J Learn Disabil. 2005;38(2):109-29.
Vellutino FR, Scanlon DM, Zhang H, Schatschneider C. Using response to kindergarten and first grade intervention to identify children at-risk for long-term reading difficulties. Read Writ. 2008;21(4):437-80.
Salgado CA. Programa de remediação fonológica, de leitura e escrita em crianças com dislexia do desenvolvimento [Tese de Doutorado]. Campinas: Unicamp; 2010.
Capellini SA, Ferreira TL, Salgado CA, Ciasca SM. Desempenho cognitivo de escolares bons leitores, com dislexia e com transtorno do déficit de atenção e hiperatividade em nomeação automática rápida. Rev Soc Bras Fonoaudiol. 2007;12(2):114-9.
Hindson B, Byrne B, Fielding-Barnsley RF, Newman C, Hine DW. Assessment and early instruction of preschool children at risk for reading disability. J Educ Psyc. 2005;97(4):687-704.
López-Escribano C, Beltrán JA. Early predictors of reading in three groups of native Spanish speakers: Spaniards, Gypsies, and Latin Americans. Span J Psychol. 2009;12(1):84-95.
Simmons DC, Kame’enui EJ, Harn B, Coyne MD, Stoolmiller M, Santoro LE, et al. Attributes of effective and efficient kindergarten reading intervention: an examination of instructional time and design of instruction specificity. J Learn Disab. 2007;40(4):331-47.
Tressoldi PE, Vio C, Iozzino R. Efficacy of an intervention to improve fluency in children with development dyslexia in a regular orthography. J Learn Disab. 2006;40(3):203-9.
Bailet LL, Repper KK, Piasta SB, Murphy SP. Emergent literacy intervention for prekindergarteners at risk for reading failure. J Learn Disabil. 2009;42(4):336-55.
Kamps DB, Greenwood CR. Formulating secondary-level reading interventions. J Learn Disabil. 2005;38(6):500-9.
Vloedgraven JMT, Verhoeven L. Screening of phonological awareness in the early elementary grades: an IRT approach. Ann Dyslexia. 2007;57(1):33-50.
Guttorm TK, Leppänen PHT, Hämäläinen JA, Eklund KM, Lyytinen HJ. Newborn event-related potentials predict poorer pre-reading skills in children at risk for dyslexia. J Learn Disabil. 2010;43(5):391-401.
Fletcher JM, Lyons GR, Fuchs LS, Bernes MA. Transtornos de aprendizagem. Da identificação à intervenção. Porto Alegre: Artmed; 2009.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Isabella Lencastre Heinemann, Cíntia Alves Salgado-Azoni

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













