Aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista
Palavras-chave:
Transtorno do Espectro Autista, Autismo, Aprendizagem, Inclusão EscolarResumo
Esse estudo teve o objetivo de analisar a expectativa dos profissionais da saúde e de psicopedagogos sobre aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA). Participaram 33 profissionais com atuação na interface entre saúde e educação, atuantes na região metropolitana de Campinas-SP. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semidirigidas, as quais foram audiogravadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que, sob a perspectiva dos profissionais, indivíduos com TEA são capazes de aprender, porém em modo e ritmo diferentes. Para o bom desenvolvimento desses indivíduos e para o sucesso da inclusão escolar dos mesmos, o trabalho interdisciplinar foi mencionado como um fator de significativa importância. Destaca-se que a maior parte dos profissionais acredita que a inclusão escolar é para todos e contribui para o desenvolvimento de múltiplas habilidades, entretanto, ainda não ocorre, de fato, em função da falta de profissionais preparados para o atendimento educacional especializado e da falta de um projeto pedagógico que facilite a inclusão escolar.
Downloads
Referências
American Psychiatric Association (APA). Diagnostic and statistical manual of mental disorders. 5th ed. Arlington: American Psychiatric Association; 2014.
Bosa CA. Autismo: intervenções psicoeducacionais. Rev Bras Psiquiatr. 2006;28(Suppl.1):s47-53.
Nascimento PS, Zanon RB, Bossa CA, Nobre JPS, Freitas Júnior AD, Silva SSC. Comportamentos de Crianças do Espectro do Autismo com seus Pares no Contexto de Educação Musical. Rev Bras Ed Esp. 2015;21(1):93-110.
Lima RF, Silva FCP, orgs. Abordagem interdisciplinar nos transtornos do neurodesenvolvimento: guia de orientação aos pais e educadores. 1ª ed. Ribeirão Preto: Book Toy; 2017.
Koriakin TA, McCurdy MD, Papazoglou A, Pritchard AE, Zabel TA, Mahone EM, et al. Classification of intellectual disability using the Wechsler Intelligence Scale for Children: Full Scale IQ or General Abilities Index? Dev Med Child Neurol. 2013;55(9):840-5.
Oliveras-Rentas RE, Kenworthy L, Roberson RB 3rd, Martin A, Wallace GL. WISC-IV profile in high-functioning autism spectrum disorders: impaired processing speed is associated with increased autism communication symptoms and decreased adaptive communication abilities. J Autism Dev Disord. 2012;42(5):655-64.
Lemos ELMD, Salomão NMR, Agripino-Ramos CS. Inclusão de crianças autistas: um estudo sobre interações sociais no contexto escolar. Rev Bras Educ Espec. 2014;20(1):117-30.
Unicef Brasil. Declaração Mundial sobre Educação para Todos (Conferência de Jomtien - 1990). Plano de ação para satisfazer as necessidades básicas de aprendizagem. [acesso 2018 Fev 20]. Disponível em: https://www.unicef.org/brazil/pt/resources_10230.htm
Declaração de Salamanca. Sobre Princípios, Políticas e Práticas na Área das Necessidades Educativas Especiais; 1994. [acesso 2018 Fev 20]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/salamanca.pdf
Brasil. Ministério da Educação. Lei nº. 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação nacional. Brasília: Ministério da Educação; 1996. [acesso 2017 Jun 25]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seed/arquivos/pdf/tvescola/leis/lein9394.pdf
Brasil. Ministério da Educação. Decreto nº 3.298, de 20 de dezembro de 1999. Regulamenta a Lei no 7.853, de 24 de outubro de 1989, Política Nacional para a Integração da Pessoa Portadora de Deficiência, consolida as normas de proteção, e dá outras providências. Brasília: Ministério da Educação; 1999. [acesso 2018 Fev 13]. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto/d3298.htm
Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Câmara de Educação Básica. Resolução CEB/ CNE Nº 4, de 2 de outubro de 2009. Institui Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, modalidade Educação Especial. Brasília: Ministério da Educação; 2009. [acesso 2018 Fev 13]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/rceb004_09.pdf
Brasil. Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Conselho Pleno. Resolução CNE/CP 1, de 18 de fevereiro de 2002. Institui Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores da Educação Básica, em nível superior, curso de licenciatura, de graduação plena. Brasília: Ministério da Educação; 2002. [acesso 2018 Fev 13]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/rcp01_02.pdf
Silva MOE. Educação Inclusiva – um novo paradigma de Escola. Rev Lusóf Educ. 2011;19:119-34.
Nozi GS. Análise dos saberes docentes recomendados pela produção acadêmica para a inclusão escolar de alunos com necessidades educacionais especiais [Dissertação de mestrado]. Londrina: Universidade Estadual de Londrina; 2013. 180 p.
Macedo MCSR, Aimi DRS, Tada INC, Souza AML. Histórico da inclusão escolar: uma discussão entre texto e contexto. Psicol Estud. 2014;19(2):179-89.
Sanini C, Bosa CA. Autismo e inclusão na educação infantil: Crenças e autoeficácia da educadora. Estud Psicol. 2015;20(3):173-83.
Rosin-Pinola AR, Del Prette ZP. Inclusão escolar, formação de professores e a assessoria baseada em habilidades sociais educativas. Rev Bras Educ Espec. 2014;20(3):341-56.
Bardin L. Análise de Conteúdo. 1ª ed. São Paulo: Martins Fontes; 1977.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas Estratégicas. Diretrizes de Atenção à Reabilitação da Pessoa com Transtornos do Espectro do Autismo (TEA). Brasília: Ministério da Saúde; 2014.
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Atenção Especializada e Temática. Linha de cuidado para a atenção às pessoas com transtornos do espectro do autismo e suas famílias na Rede de Atenção Psicossocial do Sistema Único de Saúde. Brasília: Ministério da Saúde; 2015.
Zauza CMF, Barros AL, Senra LX. O processo de inclusão de portadores do transtorno do espectro autista. Portal dos psicólogos; 2015. [acesso 2018 Fev 21]. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0896.pdf
Choto MC. Autismo infantil: el estado de la questión. Rev Cienc Soc. 2007;116(2):169-80.
Sá MGS, Siquara ZO, Chicon JF. Representação simbólica e linguagem de uma criança com autismo no ato de brincar. Rev Bras Ciênc Espec. 2015;37(4):355-61.
Brasil. Presidência da República. Decreto Nº 6.949, de 25 de agosto de 2009. Promulga a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência e seu Protocolo Facultativo, assinados em Nova York, em 30 de março de 2007. [acesso 2017 Jun 29]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/dmdocuments/decreto6949_seesp.pdf
Goes RS. A escola de educação especial: uma escolha para crianças autistas e com deficiência intelectual associada de 0 a 5 anos [Dissertação de mestrado]. São Paulo: Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo; 2012.
Lima SM, Laplane ALF. Escolarização de Alunos com Autismo. Rev Bras Educ Espec. 2016;22(2):269-84.
Mattos LK, Nuernberg AH. Reflexões sobre a inclusão escolar de uma criança com diagnóstico de autismo na educação infantil. Rev Educ Espec. 2011;24(39):129-42.
Camargo SPH, Bosa CA. Competência social, inclusão escolar e autismo: um estudo de caso comparativo. Psicol Teor Pesq. 2012;28(3):315-24.
Kupfer MCM, Petri R. Por que ensinar a quem não aprende? Estilos Clín. 2000;5(9):109-17.
Barba PCSD, Minatel MM. Contribuições da Terapia Ocupacional para a inclusão escolar de crianças com autismo. Cad Ter Ocup UFSCar. 2013;21(3):601-8.
Sakuragi ME, Cunha R. Musicoterapia: um caminho para estabelecer vínculos e relações musicais com crianças autistas. Rev InCantare. 2015;6(2):97-121.
Figueiredo FG. Musicoterapia improvisacional aplicada à comunicação pré-verbal de crianças com transtornos do espectro autista: ensaio controlado e randomizado [Dissertação de mestrado]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Medicina; 2014.
Aguiar RP, Pereira FS, Bauman CD. Importância da prática de atividade física para as pessoas com autismo. J Health Biol Sci. 2017;5(2):178-83.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2018 Caroline de Carvalho Pereira de Campos, Fernanda Caroline Pinto da Silva, Sylvia Maria Ciasca

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













