Influência da qualidade do sono sobre a aprendizagem no ensino de ciências

Autores

  • Wellington de Almeida Oliveira Universidade Federal de Pernambuco
  • Luan Kelwyny Thaywã Marques da Silva Universidade Federal de Pernambuco
  • Sear-Jasube de Oliveira Alves Universidade Federal de Pernambuco
  • Jaiurte Gomes Martins da Silva Universidade Federal de Pernambuco
  • Flávia Cristina Morone Pinto Universidade Federal de Pernambuco

Palavras-chave:

Sono, Comportamento, Aprendizado, Ensino de Ciências

Resumo

Introdução: O sono é um comportamento reversível de desligamento da percepção ao ambiente necessário para a manutenção da saúde física e cognitiva. Sua relação com o aprendizado é crucial para que o indivíduo consiga produzir aprendizado. No contexto escolar, a compreensão desse processo é essencial para garantir que as aulas sejam eficientes. Assim, este trabalho visa estudar a relação entre o cronotipo, o perfil comportamental e a efetividade das aulas práticas. Método: Para isso, foram selecionados 75 alunos de uma escola fundamental no município de Vitória de Santo Antão, Pernambuco, Brasil. Alunos do 6º ou 9º ano tiveram seu perfil comportamental de sono, ansiedade e cronotipo traçados por meio dos questionários de índice de qualidade de sono, IDATE traço-estado e o questionário de matutinidade-vespertinidade. Posteriormente, foram submetidos a três aulas práticas e ao final de cada aula foi aplicado um método avaliativo alternando entre mapa mental e questionário. Resultados: Os resultados dos questionários de comportamento foram analisados conforme seus escores. Após a análise dos dados, observou-se que alunos com tendência a ansiedade e depressão obtiveram rendimentos baixos, independentemente da metodologia utilizada. Já alunos com distúrbios de sono apresentaram baixo desempenho, com exceção da metodologia de recurso multimídia aplicada para o ensino de ciências, em que, de modo geral, verificou-se um bom aproveitamento do conteúdo de ciências. Por fim, verificaram-se diferentes rendimentos nos perfis cronobiológicos dos alunos, em que alunos com perfis extremos obtiveram bons rendimentos em relação ao ensino-aprendizagem de ciências. Conclusão: Portanto, as disfunções de comportamento podem agir como um fator limitante no aprendizado, porém, dependendo do tipo de metodologia de ensino utilizada nas aulas práticas de ciências, isto pode ser atenuado.

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Biografia do Autor

Wellington de Almeida Oliveira, Universidade Federal de Pernambuco

Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, Núcleo de Ciências Biológicas, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, PE.

Luan Kelwyny Thaywã Marques da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, Núcleo de Ciências Biológicas, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, PE.

Sear-Jasube de Oliveira Alves, Universidade Federal de Pernambuco

Graduando do Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas, Núcleo de Ciências Biológicas, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, PE.

Jaiurte Gomes Martins da Silva, Universidade Federal de Pernambuco

Mestrando pelo Pro-grama de Pós-graduação em Biociência Animal pela UFRPE; Professor Substituto de Anatomia, Departamento de Anatomia, Centro de Ciências Biomédicas, Universidade Federal de Pernambuco, Recife, PE.

Flávia Cristina Morone Pinto, Universidade Federal de Pernambuco

Doutora em Fisiopatologia e Ciências Cirúrgica, Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ); Professora Adjunta de Fisiologia Humana e Farmacologia, Núcleo de Nutrição, Centro Acadêmico de Vitória, Universidade Federal de Pernambuco, Vitória de Santo Antão, PE, Brasil.

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Publicado

2019-04-01

Como Citar

Oliveira, W. de A., Silva, L. K. T. M. da, Alves, S.-J. de O., Silva, J. G. M. da, & Pinto, F. C. M. (2019). Influência da qualidade do sono sobre a aprendizagem no ensino de ciências. Revista Psicopedagogia, 36(109), 73–86. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/296

Edição

Seção

Artigo Original