Competência emocional em professores e sua relação com tempo de docência e satisfação com o trabalho
DOI:
https://doi.org/10.5935/0103-8486.20200002Palavras-chave:
Docentes, Competência Emocional, Satisfação no TrabalhoResumo
O presente estudo teve como objetivo investigar a competência emocional autopercebida de professores do ensino fundamental e sua relação com o tempo de prática docente e satisfação com o trabalho. Também foram avaliados o nível de formação acadêmica, a carga horária semanal de trabalho, o número de alunos e as diferenças entre docentes homens e mulheres quanto à percepção da competência emocional e à satisfação com o trabalho. Trata-se de uma pesquisa com delineamento transversal, correlacional e comparativo, da qual participaram 53 professores que lecionavam em escolas públicas da região metropolitana de Porto Alegre, os quais responderam ao Questionário de Dados Sociodemográficos e Laborais, Inventário de Competências Emocionais e Questionário de Satisfação no Trabalho. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (médias, porcentagens) e inferencial (Correlação de Pearson, Teste t), que indicaram que os participantes com mais tempo de docência e maior carga horária semanal de trabalho possuíam maior satisfação intrínseca no trabalho. Além disso, a maior satisfação com o ambiente físico de trabalho esteve relacionada a maiores níveis de regulação de emoções de baixa potência em si, expressividade emocional, percepção de emoções, regulação de emoções de alta potência em si e fator geral de competências emocionais. Os professores homens também apresentaram maior regulação de emoções de baixa potência em si. Acredita-se que os resultados encontrados possam servir de subsídio para fundamentar intervenções com vistas à promoção de bem-estar e ao desenvolvimento da competência emocional docente como um meio de suscitar melhorias no ambiente escolar.
Downloads
Referências
Batista JBV, Carlotto MS, Coutinho AS, Augusto LGS. Prevalência da Síndrome de Burnout e fatores sociodemográficos e laborais em professores de escolas municipais da cidade de João Pessoa, PB. Rev Bras Epidemiol. 2010;13(3):502-12.
Cabello R, Ruiz-Aranda D, Fernández-Berrocal P. Docentes emocionalmente inteligentes. Rev Electr Interuniv Form Prof. 2010;13(1):41-9.
Alzina RB, Escoda NP. Las competencias emocionales. UNED Educ XXI. 2007;10:61-82.
Alzina RB. Educación emocional y competencias básicas para la vida. Rev Investig Educ. 2003;21(1):7-43.
Mayer JD, Salovey P. What is emotional intelligence? In: Salovey P, Sluyter D, eds. Emotional development and emotional intelligence: Educational implications. New York: Basic Books; 1997. p. 3-31.
Alzina RB. La educación emocional en la formación del profesorado. Rev Electr Interuniv Form Prof. 2005;19(3):95-114.
Macedo L. Competências e habilidades: elementos para uma reflexão pedagógica; 1999. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2505.pdf
Faria L. Apresentação do Número. Psicologia. 2006;20(2):5-10.
Pavão SMO. Competência emocional: um enfoque reflexivo para a prática pedagógica [tese]. Bellaterra: Universidade Autônoma de Barcelona; 2003 [Acesso 2016 Abr 24]. Disponível em: http://www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/5022/smop1de1.pdf?
Branco MARV. Competência emocional em professores: Um estudo em discursos do campo educativo [dissertação]. Porto: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto; 2005. [Acesso 2016 Maio 30]. Disponível em: https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/5311/1/j.%20TESE%20de%20Doutoramento.pdf
Silva ACR, Silva GA. A Educação Emocional e o Preparo do Profissional Docente. In: Actas do X Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia; 2009; Universidade do Minho, Braga, Portugal [Acesso 2016 Abr 20]. Disponível em: http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/Xcongreso/pdfs/t3/t3c40.pdf
Silva JP, Damásio BF, Melo AS, Aquino TAA. Estresse e Burnout em Professores. Rev For Ident. 2008;2(3):75-83.
Abed ALZ. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. Constr Psicopedag. 2016;24(25):8-27.
Abed ALZ. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. São Paulo: UNESCO/MEC; 2014. [Acesso 2017 Abr 15]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15891-habilidades-socioemocionais-produto-1-pdf&category_slug=junho-2014-pdf&Itemid=30192
Extremera N, Fernández–Berrocal P. La importancia de desarrollar la inteligencia emocional en el profesorado. Rev Iberoam Educ. 2004;33:1-10.
Moreira JA, Ferreira AG, Ferreira JA. Escala de satisfação de professores de Educação Física: procedimentos de construção e validação. Rev Port Pedag. 2014;48(1):69-85.
Seco GMSB. A satisfação na actividade docente [dissertação]. Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal, 2000. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://iconline.ipleiria.pt/bitstream/10400.8/217/3/TD%20GS%202000.pdf
Locke EA. Job satisfaction. In: Gruneberg M, Wall T, eds. Social psychology and organizational behavior. New York: John Wiley & Sons; 1984. p. 93-117.
Carlotto MS, Câmara SG. Propriedades psicométricas do Questionário de Satisfação no Trabalho (S20/23). PsicoUSF. 2008;13(2):203-10.
Alves MG, Azevedo NR, Gonçalves TN. Satisfação e situação profissional: um estudo com professores nos primeiros anos de carreira. Educ Pesqui. 2014;40(2):365-82.
Freire I, Bahia S, Estrela MT, Amaral A. A dimensão emocional da docência: contributo para a formação de professores. Rev Port Pedag. 2014;46(2):151-71.
Pedro N. Auto-eficácia e satisfação profissional dos Professores: colocando os construtos em relação num grupo de professores do ensino básico e secundário. Rev Educ. 2011;18(1):23-47.
Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas; 2002.
Vinuto J. A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas (Campinas). 2014;22(44):203-20.
Junges LAS. A Relação Família-Escola sob a perspectiva do Professor de Ensino Fundamental [tese]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2015. [Acesso 2016 Ago 15]. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/130502/000975151.pdf?sequence=1
Bueno JMH, Correia FML, Abacar M, Gomes YA, Pereira Junior FS. Competências emocionais: estudo de validação de um instrumento de medida. Aval Psicol. 2015;14(1):153-63.
Meliá JL, Peiró JM. La medida de la satisfacción laboral en contextos organizacionales: El Cuestionario de Satisfacción S20/23. Psicologemas. 1989;5:59-74.
Martinez MC, Paraguay AIBB. Satisfação e saúde no trabalho - aspectos conceituais e metodológicos. Cad Psicol Soc Trab. 2003;6:59-78.
Capistrano D, Cirotto AC. O que Torna o Professor Brasileiro Satisfeito com Sua Profissão? Arq Anal Pol Educ. 2014;22(123):1-16.
Carlotto MS, Palazzo LS. Síndrome de burnout e fatores associados: Um estudo epidemiológico com professores. Cad Saúde Pública. 2006;22(5):1017-26.
Gasparini SM, Barreto SM, Assunção AA. O professor, as condições de trabalho e os efeitos sobre sua saúde. Educ Pesqui. 2005;31(2):189-99.
Guimarães SER, Boruchovitch E. O estilo motivacional do professor e a motivação intrínseca dos estudantes: uma perspectiva da teoria da autodeterminação. Psicol Reflex Crit. 2004;17(2):143-50.
Cardoso CPC. Inteligência emocional, estratégias de coping em estudantes universitários [dissertação]. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2011. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3258/3/DM_13665.pdf
Magalhães RSS. A influência da competência emocional no desempenho académico de adolescentes do ensino secundário [dissertação]. Porto: Universidade Lusófona do Porto; 2012 [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/3069
Ferreira SAA. Competência Emocional no Ensino Superior Psicologia Positiva [dissertação]. Coimbra: Instituto Superior Miguel Torva; 2014. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: http://repositorio.ismt.pt/bitstream/123456789/624/1/CE%20no%20Ensino%20Superior_Final_Entrega_CD.pdf
Antão C, Veiga-Branco A. Competências emocionais: uma questão de género? Int J Develop Educ Psychol. 2012;1(4):19-27.
Santos NL, Faria L. Inteligência emocional: Adaptação do “Emotional Skills and Competence Questionnaire” (ESCQ) ao contexto Português. Rev Facul Ciênc Hum Soc UFP. 2005;2:275-89.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2020 Lenara Patrícia Trevizani, Angela Helena Marin

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













