Competência emocional em professores e sua relação com tempo de docência e satisfação com o trabalho

Autores/as

  • Lenara Patrícia Trevizani Universidade do Vale do Rio dos Sinos
  • Angela Helena Marin Universidade Federal do Rio Grande do Sul

DOI:

https://doi.org/10.5935/0103-8486.20200002

Palabras clave:

Docentes, Competência Emocional, Satisfação no Trabalho

Resumen

O presente estudo teve como objetivo investigar a competência emocional autopercebida de professores do ensino fundamental e sua relação com o tempo de prática docente e satisfação com o trabalho. Também foram avaliados o nível de formação acadêmica, a carga horária semanal de trabalho, o número de alunos e as diferenças entre docentes homens e mulheres quanto à percepção da competência emocional e à satisfação com o trabalho. Trata-se de uma pesquisa com delineamento transversal, correlacional e comparativo, da qual participaram 53 professores que lecionavam em escolas públicas da região metropolitana de Porto Alegre, os quais responderam ao Questionário de Dados Sociodemográficos e Laborais, Inventário de Competências Emocionais e Questionário de Satisfação no Trabalho. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva (médias, porcentagens) e inferencial (Correlação de Pearson, Teste t), que indicaram que os participantes com mais tempo de docência e maior carga horária semanal de trabalho possuíam maior satisfação intrínseca no trabalho. Além disso, a maior satisfação com o ambiente físico de trabalho esteve relacionada a maiores níveis de regulação de emoções de baixa potência em si, expressividade emocional, percepção de emoções, regulação de emoções de alta potência em si e fator geral de competências emocionais. Os professores homens também apresentaram maior regulação de emoções de baixa potência em si. Acredita-se que os resultados encontrados possam servir de subsídio para fundamentar intervenções com vistas à promoção de bem-estar e ao desenvolvimento da competência emocional docente como um meio de suscitar melhorias no ambiente escolar.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Lenara Patrícia Trevizani, Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Graduada em Psicologia pela Universidade do Vale do Rio dos Sinos (UNISINOS), São Leopoldo, RS.

Angela Helena Marin, Universidade Federal do Rio Grande do Sul

Doutora em Psicologia e Professora dos Cursos de Graduação e Pós-graduação em Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Porto Alegre, RS.

Citas

Batista JBV, Carlotto MS, Coutinho AS, Augusto LGS. Prevalência da Síndrome de Burnout e fatores sociodemográficos e laborais em professores de escolas municipais da cidade de João Pessoa, PB. Rev Bras Epidemiol. 2010;13(3):502-12.

Cabello R, Ruiz-Aranda D, Fernández-Berrocal P. Docentes emocionalmente inteligentes. Rev Electr Interuniv Form Prof. 2010;13(1):41-9.

Alzina RB, Escoda NP. Las competencias emocionales. UNED Educ XXI. 2007;10:61-82.

Alzina RB. Educación emocional y competencias básicas para la vida. Rev Investig Educ. 2003;21(1):7-43.

Mayer JD, Salovey P. What is emotional intelligence? In: Salovey P, Sluyter D, eds. Emotional development and emotional intelligence: Educational implications. New York: Basic Books; 1997. p. 3-31.

Alzina RB. La educación emocional en la formación del profesorado. Rev Electr Interuniv Form Prof. 2005;19(3):95-114.

Macedo L. Competências e habilidades: elementos para uma reflexão pedagógica; 1999. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/imagem/2505.pdf

Faria L. Apresentação do Número. Psicologia. 2006;20(2):5-10.

Pavão SMO. Competência emocional: um enfoque reflexivo para a prática pedagógica [tese]. Bellaterra: Universidade Autônoma de Barcelona; 2003 [Acesso 2016 Abr 24]. Disponível em: http://www.tdx.cat/bitstream/handle/10803/5022/smop1de1.pdf?

Branco MARV. Competência emocional em professores: Um estudo em discursos do campo educativo [dissertação]. Porto: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade do Porto; 2005. [Acesso 2016 Maio 30]. Disponível em: https://bibliotecadigital.ipb.pt/bitstream/10198/5311/1/j.%20TESE%20de%20Doutoramento.pdf

Silva ACR, Silva GA. A Educação Emocional e o Preparo do Profissional Docente. In: Actas do X Congresso Internacional Galego-Português de Psicopedagogia; 2009; Universidade do Minho, Braga, Portugal [Acesso 2016 Abr 20]. Disponível em: http://www.educacion.udc.es/grupos/gipdae/documentos/congreso/Xcongreso/pdfs/t3/t3c40.pdf

Silva JP, Damásio BF, Melo AS, Aquino TAA. Estresse e Burnout em Professores. Rev For Ident. 2008;2(3):75-83.

Abed ALZ. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. Constr Psicopedag. 2016;24(25):8-27.

Abed ALZ. O desenvolvimento das habilidades socioemocionais como caminho para a aprendizagem e o sucesso escolar de alunos da educação básica. São Paulo: UNESCO/MEC; 2014. [Acesso 2017 Abr 15]. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/index.php?option=com_docman&view=download&alias=15891-habilidades-socioemocionais-produto-1-pdf&category_slug=junho-2014-pdf&Itemid=30192

Extremera N, Fernández–Berrocal P. La importancia de desarrollar la inteligencia emocional en el profesorado. Rev Iberoam Educ. 2004;33:1-10.

Moreira JA, Ferreira AG, Ferreira JA. Escala de satisfação de professores de Educação Física: procedimentos de construção e validação. Rev Port Pedag. 2014;48(1):69-85.

Seco GMSB. A satisfação na actividade docente [dissertação]. Universidade de Coimbra, Coimbra, Portugal, 2000. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://iconline.ipleiria.pt/bitstream/10400.8/217/3/TD%20GS%202000.pdf

Locke EA. Job satisfaction. In: Gruneberg M, Wall T, eds. Social psychology and organizational behavior. New York: John Wiley & Sons; 1984. p. 93-117.

Carlotto MS, Câmara SG. Propriedades psicométricas do Questionário de Satisfação no Trabalho (S20/23). PsicoUSF. 2008;13(2):203-10.

Alves MG, Azevedo NR, Gonçalves TN. Satisfação e situação profissional: um estudo com professores nos primeiros anos de carreira. Educ Pesqui. 2014;40(2):365-82.

Freire I, Bahia S, Estrela MT, Amaral A. A dimensão emocional da docência: contributo para a formação de professores. Rev Port Pedag. 2014;46(2):151-71.

Pedro N. Auto-eficácia e satisfação profissional dos Professores: colocando os construtos em relação num grupo de professores do ensino básico e secundário. Rev Educ. 2011;18(1):23-47.

Gil AC. Como elaborar projetos de pesquisa. 4ª ed. São Paulo: Atlas; 2002.

Vinuto J. A amostragem em bola de neve na pesquisa qualitativa: um debate em aberto. Temáticas (Campinas). 2014;22(44):203-20.

Junges LAS. A Relação Família-Escola sob a perspectiva do Professor de Ensino Fundamental [tese]. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 2015. [Acesso 2016 Ago 15]. Disponível em: http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/130502/000975151.pdf?sequence=1

Bueno JMH, Correia FML, Abacar M, Gomes YA, Pereira Junior FS. Competências emocionais: estudo de validação de um instrumento de medida. Aval Psicol. 2015;14(1):153-63.

Meliá JL, Peiró JM. La medida de la satisfacción laboral en contextos organizacionales: El Cuestionario de Satisfacción S20/23. Psicologemas. 1989;5:59-74.

Martinez MC, Paraguay AIBB. Satisfação e saúde no trabalho - aspectos conceituais e metodológicos. Cad Psicol Soc Trab. 2003;6:59-78.

Capistrano D, Cirotto AC. O que Torna o Professor Brasileiro Satisfeito com Sua Profissão? Arq Anal Pol Educ. 2014;22(123):1-16.

Carlotto MS, Palazzo LS. Síndrome de burnout e fatores associados: Um estudo epidemiológico com professores. Cad Saúde Pública. 2006;22(5):1017-26.

Gasparini SM, Barreto SM, Assunção AA. O professor, as condições de trabalho e os efeitos sobre sua saúde. Educ Pesqui. 2005;31(2):189-99.

Guimarães SER, Boruchovitch E. O estilo motivacional do professor e a motivação intrínseca dos estudantes: uma perspectiva da teoria da autodeterminação. Psicol Reflex Crit. 2004;17(2):143-50.

Cardoso CPC. Inteligência emocional, estratégias de coping em estudantes universitários [dissertação]. Porto: Universidade Fernando Pessoa; 2011. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: https://bdigital.ufp.pt/bitstream/10284/3258/3/DM_13665.pdf

Magalhães RSS. A influência da competência emocional no desempenho académico de adolescentes do ensino secundário [dissertação]. Porto: Universidade Lusófona do Porto; 2012 [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: http://recil.grupolusofona.pt/handle/10437/3069

Ferreira SAA. Competência Emocional no Ensino Superior Psicologia Positiva [dissertação]. Coimbra: Instituto Superior Miguel Torva; 2014. [Acesso 2017 Maio 8]. Disponível em: http://repositorio.ismt.pt/bitstream/123456789/624/1/CE%20no%20Ensino%20Superior_Final_Entrega_CD.pdf

Antão C, Veiga-Branco A. Competências emocionais: uma questão de género? Int J Develop Educ Psychol. 2012;1(4):19-27.

Santos NL, Faria L. Inteligência emocional: Adaptação do “Emotional Skills and Competence Questionnaire” (ESCQ) ao contexto Português. Rev Facul Ciênc Hum Soc UFP. 2005;2:275-89.

Publicado

2020-01-01

Cómo citar

Trevizani, L. P., & Marin, A. H. (2020). Competência emocional em professores e sua relação com tempo de docência e satisfação com o trabalho. Revista De Psicopedagogía, 37(112), 52–63. https://doi.org/10.5935/0103-8486.20200002

Número

Sección

Artigo Original