Violência nas escolas públicas brasileiras

uma revisão sistemática da literatura

Autores

  • Ellery Henrique Barros da Silva ofessor da Universidade Estadual do Maranhão
  • Fauston Negreiros Universidade Federal do Piauí

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20200027

Palavras-chave:

Violência, Escola, Brasil

Resumo

O objetivo do presente estudo é realizar uma revisão sistemática da literatura sobre a violência nas escolas públicas brasileiras. Foram selecionados 11 artigos empíricos publicados no período de janeiro de 2014 até dezembro de 2018, nas bases Scopus, SciELO, LILACS, Web of Science e Pepsic. A seleção das bases escolhidas se deu em função de que elas reúnem estudos acerca do objeto pesquisado, além de disporem de respaldo científico, reconhecimento e confiabilidade nas informações disponibilizadas. Para a seleção dos manuscritos, foram utilizadas as seguintes palavras-chave: violência, escola, violência nas escolas e violência escolar. Os estudos encontrados, em sua maioria, abrangeram estados das regiões Nordeste, Sul e Sudeste do país, uma vez que esta é uma pesquisa realizada no Brasil. Os artigos foram divididos em quatro categorias de análise: 1) Relação professor, aluno e violência escolar; 2) Discente e situações de violência; 3) Violência escolar na perspectiva docente; e 4) Violência, mediação de conflitos e equipe escolar. Os resultados demonstraram que a violência é algo presente em todos os segmentos sociais, surgindo de forma física e verbal, ocasionando interferência nas relações interpessoais.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Ellery Henrique Barros da Silva, ofessor da Universidade Estadual do Maranhão

Mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Piauí (UFPI); Licenciado em Pedagogia (UFPI); Professor da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA), Parnaíba.

Fauston Negreiros, Universidade Federal do Piauí

Doutor e Mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC); Professor associado do departamento de Psicologia e do Mestrado da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Parnaíba, PI, Brasil.

Referências

Abramovay M. Violencia en las escuelas: un gran desafio. Rev Iberoamericana Educ. 2005;38:53-66.

Andrade R. A história da violência no Brasil. 2018. [acesso 2019 Nov 10]. Disponível em: https://revistasenso.com.br/2018/03/22/historia-da-violencia-no-brasil/

Silva EHB, Florindo SS. O que é violência? Com a palavra, os alunos. In: Anais do XII Congresso Nacional de Educação – EDUCERE/PUCPR. 2015.

Silva EHB, Florindo SS. Práticas educativas promovidas por professores no combate do fenômeno bullying nas escolas. In: Andrade FA, Tahim APVO, Chaves FM, eds. Educação, saberes e práticas. Curitiba: CRV; 2016. p. 302-71.

Bernaski J, Sochodolak H. História da violência e sociedade brasileira. Ofic Hist. 2018;11(1):43-60. DOI: http://dx.doi.org/10.15448/2178-3748.2018.1.24181

Atlas da Violência 2019. Organizadores: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Brasília: Rio de Janeiro, São Paulo: Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada; Fórum Brasileiro de Segurança Pública; 2019. [acesso 2019 Set 13]. Disponível em: http://www.ipea.gov.br/atlasviolencia/download/19/atlas-da-violencia-2019

Abramovay M. Escola e violência. Brasília: UNESCO, UCB; 2002. 156 p.

Abramovay M, Rua MG. Violências nas escolas: versão resumida. Brasília: Unesco; 2003.

Souza F. Violência na escola – Definição e contexto histórico. [acesso 2019 Out 15]. Disponível em: https://www.psicologiamsn.com/2011/11/violencia-na-escola.html

Spósito MP. Um breve balanço da pesquisa sobre violência escolar no Brasil. Educ Pesq. 2001;27(1):87-103.

Boneti LW, Priotto EP. Violência escolar: na escola, da escola contra e a escola. In: Anais do Congresso Nacional de Educação-EDUCERE, 2008. Curitiba: Pontifícia Universidade Católica do Paraná; 2008.

Becker LK, Kassouf AL. Violência nas escolas públicas brasileiras: uma análise da relação entre o comportamento agressivo dos alunos e o ambiente escolar. Nova Econ. 2016;26(2):653-77.

Teixeira EC, Kassouf AL. Impacto da violência nas escolas paulistas sobre o desempenho acadêmico dos alunos. Econ Apl. 2015;19(2):221-40.

Charlot B. Prefácio. In: Abramovay M, coord. Cotidiano das escolas: entre violências. Brasília: UNESCO, Observatório de Violência, Ministério da Educação; 2005. 404 p.

Silva FR, Assis SG. A prevenção à violência em programas interdisciplinares que atuam em escolas brasileiras e portuguesas. Cienc Saúde Colet. 2018;23(9):2899-908.

Morrone B, Oshima FY. Violência atinge 42% dos alunos da rede pública. Época. [acesso 2019 Set 15]. Disponível em: https://epoca.globo.com/vida/noticia/2016/03/violencia-atinge-42-dos-alunos-da-rede-publica.html

Moher D, Liberati A, Tetzlaff J, Altman DG; PRISMA Group referred reporting items for systematic reviews and meta-analyses: the PRISMA statement. PLoS Med. 2009;6(7):e1000097. DOI: 10.1371/journal.pmed1000097

Bonamigo IS, Tondin CF, Risson AP, Solvalagem AL. Pesquisa-intervenção sobre violências em escolas. Psicol Esc Educ. 2014;18(3):519-27.

Martins AM, Machado C. Gestão escolar, situações de conflito e violência: campo de tensão em escolas públicas. Educ Rev. 2016;59:157-73. DOI: 10.1590/0104-4060.44074

Ribeiro IMP, Ribeiro AST, Pratesi R, Gandolfi L. Prevalência das várias formas de violência entre escolares. Acta Paul Enferm. 2015;28(1):54-9. DOI: http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201500010

Cruz FML, Maciel MA. ‘Excluir’, ‘Xingar’, ‘Bater’: sentidos de violência na escola segundo estudantes da Paraíba. Psicol Esc Educ. 2018;22(2):291-300.

Dornelas R, Santos TA, Oliveira DS, Irineu RA, Brito A, Silva K. Situações de violência na escola e a voz do professor. CoDAS. 2017;29(4):e20170053. DOI: 10.1590/2317-1782/20172017053

Crochíck JL. Hierarchy, violence and bullying among students of public middle schools. Paidéia. 2016;26(65):307-15. DOI: 10.1590/1982-43272665201608

Silva EB, Costa MC, Santos M, Janh AC. Violência escolar na perspectiva de adolescentes: potencialidades para o enfrentamento. Cogitare Enferm. 2014;19(1):20-6.

Stelko-Pereira AC, Williams LCA. Evaluation of a Brazilian School Violence Prevention Program (Violência Nota Zero). Pensam Psicol. 2016;14(1):63-76. DOI: 10.11144/Javerianacali.PPSI14-1.ebsv

Mello TL, Campos DA. Situações de violência nas aulas de educação física e a prática pedagógica do professor. Pensar Prática (Goiânia). 2018;21(4):740-50. DOI: 10.5216/rpp.v21i4.48285

Giordani JP, Seffner F, Dell’Aglio DD. Violência escolar: percepções de alunos e professores de uma escola pública. Psicol Esc Educ. 2017;21(1):103-11.

Garbin CAS, Lima TJV, Garbin AJI, Rovida TAS, Saliba O. Conhecimento e percepção dos educadores do Ensino Infantil sobre violência. Rev Cienc Plural. 2015;1(2):37-47.

Arcoverde L, Souto L, Perroni A. Estado de SP tem maior número de casos de agressão a professores desde 2014. Globonews - São Paulo. [acesso 2019 Set 15] Disponível em: https://g1.globo.com/sp/sao-paulo/noticia/estado-de-sp-tem-maior-numero-de-agressao-a-professores-desde-2014.ghtml

APEOESP. Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo. Pesquisa indica aumento de casos de violência nas escolas públicas de São Paulo. Recuperado em: http://www.apeoesp.org.br/noticias/noticias-2019/pesquisa-indica-aumento-de-casos-de-violencia-nas-escolas-publicas-de-sao-paulo/

Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia Brasileira (FENPB), orgs. Violência e preconceitos na escola: contribuições da Psicologia. Brasília: Conselho Federal de Psicologia; 2018.

Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis e Promoção da Saúde. Viva: Instrutivo Notificação de Violência Interpessoal e Autoprovocada. Brasília: Ministério da Saúde; 2016.

Nesello F, Sant’Anna FL, Santos HG, Andrade SM, Mesas AE, Gonzáles AD. Características da violência escolar no Brasil: revisão sistemática de estudos quantitativos. Rev Bras Saude Mater Infant. 2014;14(2):119-36. DOI: 10.1590/S1519-38292014000200002

Assis SG, Assis SG, Constantino P, Avanci JQ. Impactos da violência na escola: um diálogo com professores. Rio de Janeiro: Ministério da Educação, FIOCRUZ; 2010. 270 p.

Salles LMF, De Paula Silva JMA, Castro JCR, Fernandez Villanueva C. Um estudo sobre jovens e violência no espaço escolar. Psicol Soc. 2014;26(1):148-57.

Kappel VB, Gontijo DT, Medeiros M, Monteiro EMLM. Enfrentamento da violência no ambiente escolar na perspectiva dos diferentes atores. Interface (Botucatu). 2014;18(51):723-35.

Soares SEM, Teixeira LM. Práticas educativas e cultura de paz: articulando saberes e fazeres. Caxias do Sul: Educs; 2018.

Facci MGD. O adoecimento do professor frente à violência na escola. Fractal Rev Psicol. 2019;31(2):130-42. DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v31i2/5647

Pereira JMS, Scalon EF, Márques FT. Enfrentamento da violência escolar: o que diz a literatura. Cad Fucamp. 2017;16(25):71-84.

Pires MAR. Violência e mediação de conflitos no âmbito escolar: de quem é a responsabilidade? GETEC. 2018;7(16):90-7.

Alves CF. Bullying: gestão escolar e a saúde pública, uma revisão da literatura. Rev Eletr Gest Saúde. 2015;6(3):2919-33.

Downloads

Publicado

2020-09-01

Como Citar

Silva, E. H. B. da, & Negreiros, F. (2020). Violência nas escolas públicas brasileiras: uma revisão sistemática da literatura. Revista Psicopedagogia, 37(114), 327–340. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20200027

Edição

Seção

Artigo de Revisão