Discalculia e educação

quais conhecimentos os professores possuem acerca deste tema

Autores

  • Edneia Felix de Matos Fundepe - Marília
  • Daniela Miranda Fernandes Santos FCT/UNESP/Campus de Presidente Prudente

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20210015

Palavras-chave:

Transtorno de Aprendizagem, Discalculia, Intervenção Psicopedagógica

Resumo

A escola na atualidade enfrenta grandes desafios em relação às dificuldades de aprendizagem. É crescente o número de alunos que apresentam algum tipo de dificuldade de aprendizagem, sendo que as relacionadas à aprendizagem dos conceitos matemáticos aparecem como sendo um fator preponderante no que tange ao fracasso escolar. Escolares que não aprendem matemática podem possuir discalculia, uma dificuldade específica em matemática que está relacionada a uma desordem estrutural na área relacionada às habilidades matemáticas. O presente estudo divulga os resultados de uma pesquisa de natureza qualitativa e delineamento exploratório que visou investigar a percepção dos professores de escolas de anos iniciais do Ensino Fundamental em uma cidade do interior do estado de São Paulo, região de Marília, a respeito do transtorno de aprendizagem denominado discalculia, suas características, formas de manifestações entre as crianças. Tal pesquisa indicou que os entrevistados não possuem conhecimento teórico sobre o tema, o que denota a necessidade de reformulação do conteúdo programático dos cursos de pedagogia e nos cursos de educação continuada, para que esses profissionais estejam aptos a trabalhar com alunos com discalculia. E destacou a relevância da ludicidade na intervenção pedagógica junto ao discalcúlico.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edneia Felix de Matos, Fundepe - Marília

Pedagoga - FAIP-FAEF “Faculdade do Interior Paulista”, Marília, SP; Professora em escola de Educação Infantil na rede municipal de Educação na cidade de Marília, SP; Especialista em Psicopedagogia Institucional - Programa de Pós-Graduação Lato-Sensu Especialização em Psicopedagogia da Fundepe - Marília, SP; Especialista em Educação Infantil - Universidade Estadual de Maringá (UEM), Maringá, PR; Mestre - Programa de Pós-Graduação em Educação da Faculdade de Filosofia e Ciências da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, campus de Marília.

Daniela Miranda Fernandes Santos, FCT/UNESP/Campus de Presidente Prudente

Mestre e Doutora em Educação - FCT/UNESP/Campus de Presidente Prudente, SP; Professora de Matemática da rede pública estadual do Estado de São Paulo de 1997 a 2018; Diretora de Escola da rede pública do estado de São Paulo; Foi docente da Pós-Graduação Especialização em Psicopedagogia da Fundepe - Marília.

Referências

Ortigão MIR. Avaliação e Políticas Públicas: possibilidades e desafios para a Educação Matemática. Bolema. 2008;21(29):71-98.

Bastos JA. O cérebro e a matemática. São Paulo: Edição do Autor; 2008.

Shalev RS. Developmental Dyscalculia. J Child Neurol. 2004;19(10):765-71.

Garcia JN. Manual de dificuldades de aprendizagem: Linguagem, leitura, escrita e matemática. Porto Alegre: Artmed; 1998.

Kosc L. Developmental dyscalculia. J Learn Disabil. 1974;7(3):164-77.

Vieira E. Transtornos na aprendizagem de matemática: número e a discalculia. Ciênc Let. 2004;35:109-20.

Campos AMA. Discalculia: superando as dificuldades em aprender Matemática. Rio de Janeiro: Wak Editora; 2014.

Bernardi J. Alunos com Discalculia: o resgate da auto-estima e da auto-imagem através do lúdico [Dissertação]. Porto Alegre: Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul; 2006.

Lara ICM. Ensino inadequado de matemática. Rev Ciênc Letras. 2004;35:137-52.

Fonseca V. Introdução às dificuldades de aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas; 1995.

American Psychiatric Association. DSM-5-Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. Porto Alegre: Artmed; 2014.

Paín S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. 2a ed. Porto Alegre: Artmed; 1986.

Silva WC. Discalculia: Uma Abordagem à Luz da Educação Matemática [Projeto de Iniciação Científica]. Guarulhos: Universidade Guarulhos; 2008.

Araújo APQC. Avaliação e manejo da criança com dificuldade escolar e distúrbio de atenção. J Pediatr (Rio J). 2010;78(Supl. 1):S104-S110.

Wajnsztejn R, Castro VT. Discalculia ou transtorno específico das habilidades matemáticas. In: Valle LELR, Assumpção Júnior FB, Wajnsztejn R, Malloy-Diniz LF, orgs. Aprendizagem na atualidade: neuropsicologia e desenvolvimento na inclusão. Ribeirão Preto: Novo Conceito; 2010.

Corso LV, Dorneles BV. Senso numérico e dificuldades de aprendizagem na matemática. Rev Psicopedag. 2010;27(83): 298-309.

Argollo N. Avaliação da discalculia do desenvolvimento: uma questão sobre o processamento numérico e o cálculo. In: Sennyey AL, Capovilla FC, Montiel JM, orgs. Transtorno de aprendizagem: da avaliação à reabilitação. São Paulo: Artes Médicas; 2008.

Manga D, Ramos F. Neuropsicologia de la edad escolar: aplicaciones de la teoría de AR Luria a niños a través de la Batería Luria-DNI. Madrid: Visor; 1991.

Cecato A. Intervenção psicopedagógica. In: Bastos JA. O cérebro e a matemática. São Paulo: Edição do Autor; 2008.

Brasil. Ministério da Educação e do Desporto (MEC). Secretaria de Educação Fundamental (SEF). Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: MEC/SEF; 1997.

Downloads

Publicado

2021-05-01

Como Citar

Matos, E. F. de, & Santos, D. M. F. (2021). Discalculia e educação: quais conhecimentos os professores possuem acerca deste tema. Revista Psicopedagogia, 38(116), 272–283. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20210015

Edição

Seção

Relato de Pesquisa