Violência na/da escola
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Violência, Escola, Relações Comunidade-InstituiçãoResumen
Este trabalho teve sua origem em minha dissertação de mestrado, cuja pesquisa buscou analisar e refletir sobre a produção científica dos programas de pós-graduação em Educação, no período de 1990 a 2000, sobre a temática “escola e violência”. Baseou-se no referencial da Teoria Crítica, representada por Max Horkheimer, Theodor Adorno e Herbert Marcuse. Delimitou-se como campo de investigação as teses e dissertações sobre o tema, catalogadas no CD-ROM ANPEd/99 e bibliotecas da USP e PUC/SP. Adotou-se como recorte as dissertações e teses defendidas nos programas de pós-graduação em Educação da USP e PUC/ SP pelo fácil acesso ao material empírico e pela maior concentração do material nestas universidades, no período de 1990 a 2000. Por meio do balanço realizado, pode-se verificar que os pesquisadores não distinguiram violência física e não física, tratando-as em conjunto nos seus trabalhos. Identificou-se, também, que os estudos sobre violência da escola e na escola estão mais preocupados com a falta de disciplina dos alunos e que as explicações da violência enfatizam ora aspectos individuais, ora sociais, ora associando ou tentando relacionar os dois aspectos, embora mantidos como entidades separadas. Na pesquisa, foi possível distinguir: o aspecto da violência que os autores mais enfatizam – psicológico, sociológico ou ambos, sendo que a ênfase no aspecto social foi a mais freqüente; os tipos de violência enfatizados em suas pesquisas, o que cada autor entendia por violência física, não física, da escola e na escola; os referenciais teóricos trabalhados nas pesquisas, assim como as propostas apresentadas por eles de modo a poder responder: como a violência, em sua manifestação na escola, vem sendo estudada pelos pesquisadores.
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