O Relatório psicopedagógico e sua importância para o trabalho do professor

Autores/as

  • Carolina Provvidenti de Paula Gurgel Universidade Católica de Brasília

Palabras clave:

Avaliação neuropsicológica, Avaliação psicológica, Educação do deficiente mental, Distúrbios mentais, educação

Resumen

Este trabalho objetivou descrever a estrutura e o conteúdo de relatórios de avaliação psicopedagógica e examinar a sua importância para o professor que atende alunos com diagnóstico de deficiência mental, integrados em turmas do ensino regular. A pesquisa dividiu-se em duas partes. Na primeira, analisou-se um conjunto de 50 relatórios de avaliação psicopedagógica, oriundos do ensino especial. Na segunda parte, por meio de entrevistas estruturadas, buscou-se saber a opinião de professoras sobre o relatório. Os resultados mostraram que os relatórios apresentam- se com insuficiência de informações relevantes para o trabalho pedagógico junto ao aluno. São carentes de análises e interpretações consistentes sobre a história do problema atribuído ao aluno, bem como do contexto em que suas dificuldades se manifestam. Apenas constatam a dificuldade, não apresentando orientações efetivas para o trabalho do professor. Com as entrevistas, pôde-se verificar que a visão das professoras corroborou e ancorou as conclusões da pesquisadora. Para elas, o relatório de avaliação psicopedagógica pouco diz sobre as crianças submetidas à avaliação, pouco oferece em termos de subsídios para o trabalho educacional, sendo, portanto, irrelevante para o trabalho pedagógico. Os resultados deste trabalho apontam para uma grande lacuna entre o objetivo estabelecido pela legislação. É urgente a revisão dos procedimentos atuais de avaliação e dos seus resultados.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Carolina Provvidenti de Paula Gurgel, Universidade Católica de Brasília

Mestre pela Universidade Católica de Brasília.

Citas

Fundação Educacional do Distrito Federal /Departamento de Pedagogia (1994). Orientação pedagógica: atendimento diagnóstico e avaliação psicopedagógica nº 22. Brasília; 1994.

Carvalho ER. Avaliação e atendimento em educação especial. Temas em Educação Especial 2. São Carlos: UFScar; 1993.

Souza MPR. Formação de psicólogos para o atendimento a problemas de aprendizagem: desafios e perspectivas. Estilos da Clínica 2000;9:134-54.

Gould SJ. A falsa medida do homem. São Paulo: Martins Fontes; 1991.

González Rey F. La investigación cualitativa em psicologia: rumbos y desafios. São Paulo: EDUC; 1999.

Vygotsky LS. Obras completas – Tomo Cinco – Fundamentos de defectologia. Tradução Carmen Pance Fernández. Habana: Pueblo y Educación; 1995.

Bassedas E, Nuguet T, Marrodán M, Oliván M, Planas M, Rossel M et al. Intervenção educativa e diagnóstico psicopedagógico. Porto Alegre: Artes Médicas; 1996.

Nunes LRD, Ferreira JR. Deficiência mental: o que as pesquisas brasileiras têm revelado. Em Aberto INEP 1993;60:37-60.

Moysés MAA, Collares CAL. A história não contada dos distúrbios de aprendizagem. Cadernos Cedes. São Paulo: Papirus; 1992.

Paschoalick WC. Análise do processo de encaminhamento de crianças às classes especiais para deficientes mentais desenvolvido nas escolas de 1º grau da Delegacia de Ensino Público de Marília [Dissertação de Mestrado]. São Paulo: PUC; 1981.

Linhares MBM. Avaliação assistida de crianças com indicações de dificuldades de aprendizagem escolar e deficiência mental leve. Psicologia: Reflexão e Crítica 1999; 12:2.

Vygotsky LS. A formação social da mente. São Paulo: Martins Fontes; 1984.

Barbosa H. Prevenir diagnósticos equivocados: uma proposta de avaliação compreensiva e contextual. Faculdade de Educação / UNB Brasília. Linhas Críticas 2000; 6:10.

Machado AM. Avaliação psicológica na educação: mudanças necessárias. In: Tanamashi E, Proença M, Rocha M, editors. Psicologia e educação: desafios Teóricos e práticos. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2000.

Lunt I. A prática da avaliação. In: Daniels H, editor. Vygotsky em foco: pressupostos e desdobramentos. Campinas: Papirus; 1995.

Moysés MAA, Collares CAL. Inteligência abstraída, crianças silenciadas: as avaliações de inteligência. Psicologia USP 1997; 8:1.

Dalvesco A, Mattos D, Benincá C, Tarasconi C. Correlação entre WISC e rendimento escolar na escola pública e na escola particular. Psicologia: Reflexão e Crítica 1998; 11:3.

Anache AA. A que serve o diagnóstico psicológico. In: Anais do Congresso de Psicopedagogia. São Paulo; 2003.

Marconi AI. Relatório de avaliação psicológica da clientela de classe especial para deficiente mental. Psicopedagogia 1992; 11:23.

Machado AM. Reinventando a avaliação psicológica [Tese de Doutorado]. São Paulo: Instituto de Psicologia, Universidade de São Paulo; 1996.

Publicado

2005-03-01

Cómo citar

Gurgel, C. P. de P. (2005). O Relatório psicopedagógico e sua importância para o trabalho do professor. Revista De Psicopedagogía, 22(67), 26–40. Recuperado a partir de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/820

Número

Sección

Artigo Original