O modelo RTI – Resposta à intervenção como proposta inclusiva para escolares com dificuldades em leitura e escrita
Palabras clave:
RTI, Dificuldade, Leitura, Escrita, EscolaResumen
Objetivo: A presente pesquisa objetivou verificar a eficácia de um programa baseado no modelo de RTI – Resposta à intervenção para escolares com dificuldade de leitura e escrita. Método: Participaram do estudo 14 escolares, sendo 30% do gênero feminino e 70% do gênero masculino, com média de idade de 9,07 ± 0,65 anos de idade, oriundos de sala de aula regular de 3º (50%) e 4º (50%) anos do Ensino Fundamental I pertencentes a duas escolas públicas municipais de uma cidade do interior do Estado de São Paulo. A pesquisa quase experimental abarcou o delineamento de grupo sob seu próprio controle com etapas: pré-ensino-pós-seguimento. Foram utilizados dois instrumentos: Teste de Desempenho Escolar (TDE) para composição da amostra e, PROLEC – Provas de avaliação dos processos da leitura, com 14 tarefas no total. Resultados: Os resultados obtidos foram analisados pelo teste estatístico Teste de Kendall para identificar quais momentos de observação diferem-se dos demais, quando comparados par a par. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes na maioria dos pares de variáveis das tarefas analisadas, o que evidencia o ensino de leitura por meio de instruções específicas e vinculadas ao entendimento do princípio alfabético, os escolares com dificuldades em leitura e escrita precisam conhecer o mecanismo do sistema do português, considerando tarefas de identificação letra-som à compreensão de texto. Conclusão: É importante o investimento em programas que auxiliam tanto o professor, quanto o escolar com dificuldades.Descargas
Citas
Cooper JD, Robson MD, Kiger ND. Success with RTI: research-based strategies for managing RTI and core reading instruction in your classroom. New York: Scholastic; 2010.
Fuchs LS, Fuchs D. A model for implementing responsiveness to intervention. Teaching Exceptional Children. 2007;39(5):14-20.
Feifer SG. Integrating response to intervention (RTI) with neuropsychology: a scientific approach to reading. Psychology in the Schools. 2008;45(9):812-25.
Fuchs D, Fuchs LS. Introduction to response to intervention: what, why, and how valid is it? Reading Research Quarterly. 2006;41:93-9.
Andrade OV, Andrade PE, Capellini SA. Identificação precoce do risco para transtorno de atenção e da leitura em sala de aula. Psic: Teor e Pesq. 2013;29(2):167-76.
Mendes EG, Almeida AA, Hayashi MCPI. Caminhos da pesquisa sobre formação de professores para inclusão escolar. In: Temas em Educação Especial: conhecimentos para fundamentar a prática. Brasília: Junqueira & Marin Editores; 2008.
Capellini SA, Martins MA, Fukuda MTM, Silva C. Resposta ao modelo de intervenção (RTI): uso de programas e intervenção com base fonológica e correspondência grafema-fonema como critério de diagnóstico para a dislexia. In: Capovilla FC, org. Transtornos de aprendizagem – 2: da análise laboratorial e reabilitação clínica para as políticas públicas de prevenção pela via da educação. São Paulo: Memnon; 2011.
Salles JF, Parente MAMP. Avaliação da leitura e escrita de palavras em crianças de 2ª série: abordagem neuropsicológica cognitiva. Psicol Reflex Crit. 2007;20(2):220-8.
Cunha VLO, Capellini SA. Leitura: decodificação ou obtenção do sentido? Revista Teias. 2009;10(19):1-21.
Snellings P, Van Der Leij A, Jong PF, Block H. Enhancing the reading fluency and comprehension of children with disabilities in an orthographically transparent language. J Learn Disabil. 2009;42(4):291-305.
Fletcher J, Lyons RG, Fuchs L, Barnes M. Transtorno de aprendizagem: da identificação à intervenção. Porto Alegre: Artmed; 2009.
Grosche M, Volpe RJ. Response-to-intervention (RTI) as a model to facilitate inclusion for students with learning and behavior problems. Eur J Special Needs Educ. 2013;28(3):254-69.
Denton CA, Tolar TD, Fletcher JM, Barth AE, Vaughn S, Francis DJ. Effects of tier 3 intervention for students with persistent reading difficulties and characteristics of inadequate responders. J Learn Disabil. 2012;45(6):515-25.
Capellini SA, Silva C, Smythe I. Protocolo de avaliação cognitivo-linguística. Marília: Fundep; 2008.
Machado AC, Almeida MA. Desempenho em tarefas de leitura por meio do modelo RTI: resposta à intervenção em escolares do ensino público. Rev Psicopedagogia. 2012;29(89):208-14.
Machado AC, Capellini SA. Aplicação do modelo de tutoria em tarefas de leitura e escrita para crianças com dislexia do desenvolvimento. Rev Ibero-Americana de Estudos em Educação, 2014;9(1):37-48.
Romero JF. As relações sociais das crianças com dificuldades de aprendizagem. In: Coll C, Marchesi A, Palacius J, eds. Desenvolvimento psicológico e educação: necessidades educativas especiais e aprendizagem escolar. Trad. Domingues MAG. Porto Alegre: Artes Médicas; 1995.
Smith C, Strick L. Dificuldades de aprendizagem de A a Z: um guia completo para pais e educadores. Porto Alegre: Artes Médicas; 2001.
Cozby PC. Métodos de pesquisa em ciências do comportamento. São Paulo: Atlas; 2003.
American Psychiatric Association. DSM-IV-TR: manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais. 4ª ed. Porto Alegre: Artmed; 2002.
Stein LM. TDE – Teste de Desempenho Escolar: manual para aplicação e interpretação. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1994.
Capellini SA, Oliveira A, Cuetos F. PROLEC – Provas de Avaliação dos processos de leitura. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2010.
Hatcher P. Prática dos vínculos do som na intervenção de leitura com a criança em idade escolar. In: Snowling M, Stckhouse J, eds. Dislexia, fala e linguagem. Porto Alegre: Artmed; 2004.
Southal M. Differentiating reading instruction for success with RTI. New York: Scholastic; 2011.
Davies R, Cuetos F, Glez-Seijas R. Reading development and dyslexia in a transparent orthography: a survey of Spanish children. Ann Dyslexia. 2007;57(2):179-98.
Hasbrouck J, Denton C. The reading coach: a how-to manual for success. Boston: Sopris West; 2006.
O’Meara J. RTI with differentiated instruc-tion, grades K-5: a classroom teacher ’s guide. London: Corwin; 2011.
Chidsey RB, Bronaugh L, McGraw K. RTI in the classroom: guidelines and recipes for success. New York: Guilford Press; 2009. Machado AC, Capellini SA. Caracterização do desempenho de crianças com dislexia do desenvolvimento em tarefas de escrita. Rev Bras Cresc e Desenv Hum. 2011;21(1):132-8.
Morais AG, Leal TF, Albuquerque EBC. “Pro -vinha Brasil”: monitoramento da aprendiza-gem e formulação de políticas educacionais. RBPAE. 2009;25(2):301-20.
Descargas
Publicado
Cómo citar
Número
Sección
Licencia
Derechos de autor 2014 Andréa Carla Machado, Maria Amelia Almeida

Esta obra está bajo una licencia internacional Creative Commons Atribución-NoComercial 4.0.













