Representação de professoras em Mário de Andrade
loucura e velhice
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230010Palabras clave:
Amar Verbo Intransitivo, Atrás da Catedral de Ruão, História da Educação, Velhice e LoucuraResumen
O presente artigo busca analisar as representações de professoras presentes no conto “Atrás da Catedral de Ruão” (1947) e no romance Amar, verbo intransitivo (1944), ambos de Mário de Andrade, com ênfase nas questões insertas sobre a noção de velhice e loucura. São textos escritos sob a égide do Modernismo e que tematizaram as respectivas práticas pedagógicas, mas ressaltam também as angústias de mulheres trabalhadoras e itinerantes, que são malvistas por exercerem funções de natureza pública em espaços privados. Se por um lado era emblemático o fato de ser mulher, por outro, eram ainda mais acentuados os destaques feitos pelo escritor, pois a idade estava à mostra e a loucura era vista como condição inata de um gênero supostamente inferior. A literatura no presente estudo significou importante artefato cultural, também serviu como peculiar fonte para interpretação pelos historiadores do presente, de modo que o método aqui utilizado foi aquele sintetizado na noção de operação historiográfica preconizada por Michel de Certeau (1975/2020).
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