Práticas de letramento em crianças e adolescentes com mielomeningocele
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20250009Palavras-chave:
Mielomeningocele, Alfabetização, Aprendizagem, IntervençãoResumo
Crianças com mielomeningocele apresentam maior propensão a desenvolver problemas de aprendizagem, considerando o contexto etiológico e ambiental vivenciado. Programas de letramento e estratégias lúdicas são utilizados para aprimorar o desenvolvimento e estimular a prática das habilidades de leitura e escrita, em especial em grupos de maior vulnerabilidade. Este é um estudo longitudinal, prospectivo, qualitativo que investigou os efeitos de uma intervenção em práticas de letramento em crianças e adolescentes com mielomeningocele, integrantes de uma Clínica de Lesão Medular Infantil. A amostra foi composta por 7 participantes, entre 7 e 15 anos de idade, de ambos os sexos, com dificuldades na leitura e na escrita, divididos por conveniência em dois grupos de intervenção: G1 e G2. A avaliação pré e pós-intervenção foi realizada quanto às habilidades de processamento fonológico, leitura e escrita, seguida de uma intervenção de 10 encontros em práticas de letramento, uma vez por semana, com duração de 60 minutos cada. Os participantes obtiveram melhora após a intervenção, comparando-se o desempenho pré e pós na consciência fonológica nível de fonema (p=0,022) e desempenho total (p=0,022); na nomeação automática rápida de cor (p=0,051); na memória fonológica de não palavras (p=0,035) e na leitura (p=0,036) e escrita (p=0,022) de palavras. Conclui-se que os participantes obtiveram melhora nas habilidades da linguagem escrita após as práticas de letramento e estas serviram como ferramentas protetivas e de incentivo ao desenvolvimento da leitura e escrita, beneficiando-as quanto à inclusão educacional e social.
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