Attentus
aplicativo para avaliação atencional na primeira infância
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20220016Palavras-chave:
Atenção, Pré-Escolar, Avaliação de Programas e Instrumentos de Pesquisa, Interface Usuário-ComputadorResumo
A atenção é um processo neuropsicológico que permite seleção e processamento ativo de parte das informações recebidas do ambiente e está em desenvolvimento desde o início da infância. Entretanto, encontramos no Brasil instrumentos psicológicos para avaliação da atenção a partir dos 6 anos. Assim, avaliou-se a atenção de crianças entre 3 e 5 anos, por meio de instrumento eletrônico Attentus, construído especificamente para esta pesquisa. Participaram 38 crianças – 10 com 3 anos, 17 com 4 anos e 11 com 5 anos. A pesquisa foi do tipo descritiva, com análise e interpretação dos dados qualitativa e quantitativa. Foram utilizados como instrumentos a Escala de Maturidade Mental Columbia (EMMC) e o instrumento Attentus, que avaliou três aspectos da atenção: vigilância, sondagem e atenção dividida. Os dados da EMMC mostraram resultados acima da média em percentil e idade mental para os três grupos de idade. A análise de todo o grupo no Attentus mostrou maiores valores nas variáveis toques, tempo médio de reação, acertos, acertos possíveis, percentual de acertos e escore na tarefa de sondagem, provavelmente por envolver busca ativa, enquanto nas variáveis omissões, erros por execução e percentual de erros os maiores valores foram na tarefa de atenção dividida, possivelmente pela dificuldade maior da tarefa. A análise por faixa etária mostrou, assim como na EMMC, aumento no escore de acordo com aumento da idade, evidenciando evolução atencional durante o desenvolvimento cognitivo.
Downloads
Referências
Alloway, T. P. (2007). Automated Working: Memory Assessment: Manual. Pearson.
Andrade, M. J., Carvalho, M. C., Alves, R. J. R., & Ciasca, S. M. (2016). Desempenho de escolares em testes de atenção e funções executivas: estudo comparativo. Revista Psicopedagogia, 33(101), 123-132.
Benczik, E. B. P., Leal, G. C., & Cardoso, T. (2016). A utilização do teste de atenção concentrada (AC) para a população infanto-juvenil: uma contribuição para a avaliação neuropsicológica. Revista Psicopedagogia, 33(100), 37-49.
Burgemeister, B. B., Blum, L. H., & Lorge, I. (2011). Escala de maturidade mental Colúmbia. Casa do Psicólogo.
Carreiro, L. R. R., & Teixeira, M. C. T. V. (2012). Avaliação da atenção. In C. S. Hutz (Org.), Avanços em avaliação psicológica e neuropsicológica de crianças e adolescentes II (pp. 57-92). Casa do Psicólogo.
Coutinho, G., Mattos, P., & Malloy-Diniz, L. (2009). Diferenças neuropsicológicas entre crianças e adolescentes portadores do transtorno da falta de atenção com hiperatividade e controles encaminhados por comprometimento acadêmico. Revista Brasileira de Psiquiatria. 31(2), 141-144.
Coutinho, G., Mattos, P., & Araújo, C. (2007). Desempenho neuropsicológico de tipos de transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em tarefas de atenção visual. Jornal Brasileiro de Psiquiatria, 56(1), 13-16.
Duchesne, M., & Mattos, P. (1997). Normatização de um teste computadorizado de atenção visual: (TAVIS). Arquivos de NeuroPsiquiatria, 55(1), 62-69.
Fonseca, G. U. D. S., Lima, R. F., Ims, R. E., Coelho, D. G., & Ciasca, S. M. (2015). Diferenças de desempenho na Atenção e Funções Executivas de escolares em função da idade. Ciências & Cognição, 20(2), 204-217.
Fonseca, V. (2008). Desenvolvimento psicomotor e aprendizagem. Artmed.
Lezak, M. D., Howieson, D. B., Bigler, E. D., & Tranel, D. (2012). Neuropsychological assessment. Oxford University Press.
McCabe, D. P., Roediger, H. L., McDaniel, M. A., Balota, D. A., & Hambrick, D. Z. (2010). The relationship between working memory capacity and executive functioning: evidence for a common executive attention construct. Neuropsychology, 24(2), 222-243.
Miotto, E. C., Lucia, M. C. S., & Scaff, M. (2012). Neuropsicologia Clínica. Roca.
Nahas, T. R., & Xavier, G. F. (2015a). Atenção. In V. M. Andrade, F. H. Santos, & O. F. A. Bueno (Orgs.), Neuropsicologia Hoje (pp. 77-101). Artmed.
Nahas, T. R., & Xavier, G. F. (2015b). Neurobiologia da Atenção Visual. In V. M. Andrade, F. H. Santos, & O. F. A. Bueno (Orgs.), Neuropsicologia Hoje (pp. 101-125). Artmed.
Natale, L. L., Teodoro, M. L. M., Barreto, G. D. V., & Haase, V. G. (2008). Propriedades psicométricas de tarefas para avaliar funções executivas em pré-escolares. Psicologia em Pesquisa, 2(2), 23-35.
Pacico, J. C. (2015). Como é feito um teste? Produção de itens. In C. S. Hutz, D. R. Bandeira, & C. M, Trentini (Eds.), Psicometria (pp. 54-70). Artmed.
Pacico, J. C., Hutz, C. S., Schneider, A. M. A., & Bandeira, D. R. (2015). Validade. In C. S. Hutz, D. R. Bandeira, & C. M. Trentini (Eds.), Psicometria (pp. 70-82). Artmed.
Ramos, D. K., & Rocha, N. L. D. (2016). Avaliação do uso de jogos eletrônicos para o aprimoramento das funções executivas no contexto escolar. Revista Psicopedagogia, 33(101), 133-143.
Rossetti, C. B., Souza, M. T. C. C., Röhrig, F., Guimarães, Q. C. C., Pylro, S. C., & Bahiense, T. R. S. (2014). Desempenho operatório de crianças com queixas de desatenção e hiperatividade em jogos eletrônicos baseados em provas Piagetianas. Estudos de Psicologia (Campinas), 31(3), 377-386.
Rueda, F. J. M. (2011). Desempenho no teste de atenção dividida como resultado da idade das pessoas. Estudos de Psicologia (Campinas), 28(2), 251-259.
Seabra, A. G., & Dias, N. M. (2010). Habilidades atencionais: estudo de validade de instrumentos em estudantes do ensino fundamental II. Avaliação Psicológica, 9(2), 187-198.
Simões, P. M. U. (2014). Análise de estudos sobre atenção publicados em periódicos brasileiros. Psicologia Escolar e Educacional, 18(2), 321-330.
Sternberg, R. J. (2010). Psicologia Cognitiva. Artmed.
Utsumi, D. A., Zaninotto, A. L. C., Lucia, M. C. S., & Scaff, M. (2014). Correlação entre velocidade de processamento e atenção alternada em crianças saudáveis de seis anos. Psicologia Hospitalar, 12(1), 86-106.
Wallon, H. (2007). As disciplinas mentais. In H. Wallon, A evolução psicológica da criança (pp. 71-92). Martins Fontes.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Leonardo Augusto Guerra d’Almeida, Cláudia Patrocinio Pedroza Canal, Jéssica Fernanda Souza

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













