Crianças institucionalizadas

o impacto da privação psicossocial precoce na memória

Autores

  • Juciane de Holanda Santos Centro Universitário Tiradentes, Aracaju, Sergipe, Brasil

DOI:

https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230008

Palavras-chave:

Criança Institucionalizada, Memória, Dificuldades de Aprendizagem, Psicopedagogia

Resumo

Este trabalho tem por objetivo compreender como experiências emocionalmente traumáticas interferem na memória de crianças institucionalizadas (do nascimento aos 6 anos) em relação ao processo de aprendizagem. O afeto é importante para o desenvolvimento infantil. A falta de experiências afetivas na primeira infância, especificamente em crianças vítimas de abandono, maus-tratos, negligência e abuso, comuns nos casos de privação psicossocial, tem implicações como um estresse, e o impacto do estresse no início da vida pode afetar a memória, e sem memória não há aprendizagem. O método utilizado consiste em uma revisão de literatura. Os resultados obtidos apontaram uma baixa produção de pesquisas sobre a institucionalização precoce e sua relação com as dificuldades de aprendizagem na literatura brasileira e, apesar da intervenção psicopedagógica ser eficiente e de fácil acesso, atualmente são poucas unidades de acolhimento institucional que dispõem do(a) profissional de Psicopedagogia. A pesquisa problematiza o assunto a fim de que novos estudos sejam feitos para um maior entendimento sobre o impacto da privação psicossocial precoce de crianças na memória e na aprendizagem.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Juciane de Holanda Santos, Centro Universitário Tiradentes, Aracaju, Sergipe, Brasil

Bacharela em Psicologia – Centro Universitário Tiradentes; Especialização em Psicopedagogia Clínica e Institucional – Centro Universitário Tiradentes; Pós-Graduação em Neuropsicologia – Instituto de Pós-Graduação e Graduação (IPOG).

Referências

Acampora, B. (2019). Psicopedagogia clínica: O despertar das potencialidades (4ª. ed.). Wak.

Adão, A. N. (2013). A ligação entre memória, emoção e aprendizagem. XI Congresso Nacional de Educação, EDUCERE. [Link](https://www.academia.edu/39626725/A_LIGA%C3%87%C3%83O_ENTRE_MEM%C3%93RIA_EMO%C3%87%C3%83O_E_APRENDIZAGEM_AD%C3%83O_Anabel_do_Nascimento_1_SEEDPR).

Bardin, L. (2011). Análise de conteúdo (1ª ed.). Almedina.

Bos, K. J., Fox, N., Zeanah, C. H., & Nelson, C. A., III. (2009). Effects of early psychosocial deprivation on the development of memory and executive function. Frontiers in Behavioral Neuroscience, 3, Article e016. [Link](https://doi.org/10.3389/neuro.08.016.2009).

Bowlby, J. (2015). Formação e rompimento dos laços afetivos (5ª ed.). Martins Fontes.

Cerqueira, A. C. (2017). Assistência, pobreza e institucionalização infantil: Usos estratégicos da roda dos expostos da Santa Casa da Misericórdia (Salvador, século XIX). História e Cultura, 11(2), 81-100. [Link](https://dialnet.unirioja.es/descarga/articulo/6118074.pdf).

Cordeiro, A. S., Tomaz, D. F. O., & Minervino, C. A. S (2019). Memória de trabalho infantil: Informatização de uma tarefa avaliativa. Neuropsicologia Latinoamericana, 11(2), 21-33. [Link](https://www.neuropsicolatina.org/index.php/Neuropsicologia_Latinoamericana/article/view/493).

Dalgalarrondo, P. (2019). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais (3ª ed.). Artmed.

Fernández, A. (1991). A inteligência aprisionada (1ª ed.). Artmed.

Ferreira, F. P. M. (2014). Crianças e adolescentes em abrigos: Uma regionalização para Minas Gerais. Serviço Social e Sociedade, 142-168. [Link](https://doi.org/10.1590/S0101-66282014000100009).

Gerhardt, S. (2017). Por que o amor é importante: Como o afeto molda o cérebro do bebê (2ª ed.). Artmed.

Goleman, D. (2011). Inteligência social: O poder das relações humanas. Elsevier.

Goleman, D. (2012). Inteligência emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente (2ª ed.). Objetiva.

Iziquierdo, I. (2018). Memória. (3ª ed.). Artmed.

Kandel, E. R. (2009). Em busca da memória: O nascimento de uma nova ciência da mente (1ª ed.). Companhia das Letras.

Kandel, E. R., Schwartz, J. H., Jessell, T. M., Siegelbaum, S. A., & Hudspeth, A. J. (2014). Princípios de neurociências (5ª ed.). AMGH.

Lei n° 8.069, de 13 de julho de 1990. (1990). Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Presidência da República. [Link](http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l8069.htm).

Lei n° 12.010, de 3 de agosto de 2009. (2009). Dispõe sobre adoção; altera as Leis nos 8.069, de 13 de julho de 1990 - Estatuto da Criança e do Adolescente, 8.560, de 29 de dezembro de 1992; revoga dispositivos da Lei no 10.406, de 10 de janeiro de 2002 - Código Civil, e da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1º de maio de 1943; e dá outras providências. Presidência da República. [Link](https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-2010/2009/lei/l12010.htm).

Marcílio, M. L. (1997). A roda dos expostos e a criança abandonada no Brasil colonial. In M. C. Freitas (Ed.), História Social da Infância no Brasil (9ª ed., pp. 51-77). Cortez.

Martorell, G., Papalia, D. E., & Feldman, R. D. (2020). O mundo da criança. (13ª ed.). AMGH.

Moraes, D. N. M. (2010). Diagnóstico e avaliação psicopedagógica. Revista de Educação do Ideau, 5(10), 1-15. [Link](https://portalidea.com.br/cursos/avaliao-psicopedaggica-apostila01.pdf).

Moura, G. G., & Amorim, K. S. (2013). A (in)visibilidade dos bebês na discussão sobre acolhimento institucional. Psicologia em Estudo, 18(2), 235-245. [Link](https://doi.org/10.1590/S1413-73722013000200005).

Mourão Junior, C. A., & Melo, L. B. R. (2011). Integração de três conceitos: Função executiva, memória de trabalho e aprendizado. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 27(3), 309-314. [Link](https://doi.org/10.1590/S0102-37722011000300006).

Moschini, R., & Caierão, I. (2015). O brincar na clínica psicopedagógica. Revista Psicopedagogia, 32(99), 361-365. [Link](http://pepsic.bvsalud.org/pdf/psicoped/v32n99/09.pdf).

Papalia, D. E., Olds, S. W., & Feldman, R. D. (2006). Desenvolvimento humano (8ª ed.). Artmed.

Pereira, M. A., & Gonzalez, M. C. B. (2019). O brincar, um aliado na intervenção psicopedagógica. Cadernos de Educação, 18(36), 5-25. [Link](https://doi.org/10.15603/1679-8104/ce.v18n36p5-25).

Raupp, E. S., & Accorssi, A. (2016). A prática psicopedagógica em abrigos para crianças e adolescentes. Poiésis, 10(Esp.), 216-234. [Link](https://doi.org/10.19177/prppge.v10e02016216-234).

Rotta, N. T., Bridi Filho, C. A., & Bridi, F. R. S. (2018). Plasticidade cerebral e aprendizagem: Abordagem multidisciplinar (1ª ed.). Artmed.

Rutter, M. (1998). Developmental Catch-up, and Deficit, Following Adoption after Severe Global Early Privation. Journal of Child Psychology and Psychiatry, 39(4), 465-476. [Link](https://doi.org/10.1111/1469-7610.00343).

Sheridan, M. A., Fox, N. A., Zeanah, C. H., Mclaughlin, K.A., & Nelson, C. A., 3rd. (2012). Variation in neural development as a result of exposure to institutionalization early in childhood. Proceedings of the National Academy of Sciences of the United States of America, 109(32), 12927-12932. [Link](https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3420193/).

Spitz, R. A. (2004). O primeiro ano de vida (3ª ed.). Martins Fontes.

Torrado, M., & Ouakinin, S. (2015). Maturação orbitofrontal, marcadores somáticos e vulnerabilidade precoce: para uma hipótese compreensiva de “miopia emocional” na toxicodependência. Psicologia: Teoria e Pesquisa, 31(1), 97-104. [Link](https://doi.org/10.1590/0102-37722015011713097104).

Weiss, M. L. L. (2016). Psicopedagogia clínica: Uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar (14ª ed.). Lamparina.

Downloads

Publicado

2023-01-20

Como Citar

Santos, J. de H. (2023). Crianças institucionalizadas: o impacto da privação psicossocial precoce na memória. Revista Psicopedagogia, 40(121), 84–93. https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230008

Edição

Seção

Artigo de Revisão