Os impactos sociais, cognitivos e afetivos sobre a geração de adolescentes conectados às tecnologias digitais

Autores

  • Thayse de Oliveira Silva Universidade Federal da Paraíba
  • Lebiam Tamar Gomes Silva Universidade Federal da Paraíba

Palavras-chave:

Adolescente, Cognição, Família, Psicopedagogia, Tecnologia da informação

Resumo

Introdução: De acordo com dados do Comitê Gestor da Internet, no Brasil (2014), cerca de 81% dos adolescentes usam internet todos os dias, o que evidencia a abrangência do uso das tecnologias digitais e mostra a importância da investigação científica sobre temas correlatos. Objetivo: Este trabalho visou discutir, mediante o olhar psicopedagógico, as consequências do uso indiscriminado de tecnologias digitais pelos adolescentes. Para tanto, formulou-se a seguinte questão norteadora: De que forma o uso das tecnologias digitais afeta os adolescentes em âmbito social, afetivo e educacional? Assim, verificou-se um conjunto expressivo de pesquisas sobre o tema. Método: Trata-se de um estudo bibliográfico, de caráter exploratório, cujas informações foram coletadas e sistematizadas em seções que tratam das implicações afetivas, principalmente na relação com a família, sociais, abordando questões que afetam as relações sociais reais e virtuais; e cognitivas, destacando as funções cerebrais modificadas e os efeitos para a aprendizagem. Resultados e Conclusão: Como principais resultados, destacam-se: os conflitos familiares, decorrentes do distanciamento e da falta de diálogo; a predominância de relações superficiais e de falsa intimidade e a ilusão de que tudo é possível; e dificuldades de aprendizagem decorrentes da dependência da internet, de transtornos de ansiedade e de déficit de atenção.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Thayse de Oliveira Silva, Universidade Federal da Paraíba

Graduada em Psicopedagogia pela Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB.

Lebiam Tamar Gomes Silva, Universidade Federal da Paraíba

Doutora em Educação, Professora da Universidade Federal da Paraíba/Centro de Educação/Departamento de Habilitações Pedagógicas, João Pessoa, PB.

Referências

Fonseca J. Metodologia da pesquisa científica. 2002. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.ia.ufrrj.br/ppgea/conteudo/conteudo-2012-1/1SF/Sandra/apostilaMetodologia.pdf

Salvador AD. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica: elaboração de trabalhos científicos. 11a ed. Porto Alegre: Sulina; 1986.

Chalita G. Educação: A Solução Está no Afeto. São Paulo: Gente; 2004.

Oliveira MK. Vygotsky: aprendizado e o desenvolvimento: um processo sócio-histórico. 4a ed. São Paulo: Scipione; 1997.

Kalina E. Psicoterapia de adolescentes: teoria, técnica e casos clínicos. 3a ed. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997.

Tallón MAJ, Ferro MJ, Gómez R, Parra, P. Evaluación del clima familiar en una muestra de adolescentes. Rev Psicol Geral Aplic. 1999;52(4):453-62.

Marturano EM, Elias LCS, Campos MAS. O percurso entre a meninice e a adolescência: mecanismos de vulnerabilidade e proteção. In: Marturano EM, Linhares MBM, Loureiro SR, orgs. Vulnerabilidade e proteção: indicadores na trajetória de desenvolvimento escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo/FAPESP; 2004. p. 251-88.

Silva V, Mattos H. Os jovens são mais vulneráveis às drogas. In: Pinsky I, Bessa MA, orgs. Adolescência e drogas. São Paulo: Contexto; 2004. p. 31-44.

Drummond MCC, Drummond Filho HC. Drogas: a busca de respostas. São Paulo: Loyola; 1998. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: https://books.google.com.br/books?id=ZUxtFzxDXlsC&pg=PA198&lpg=PA198&dq=Drummond,+.+Drogas:+a+busca+de+respostas.+S%C3%A3o+Paulo:+Loyola

Alves MM. Família plugada: tecnologia, pais e filhos. [Dissertação de mestrado]. São Paulo: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo; 2011. 163 f.

Steinberg L, Morris AS. Adolescent development. Annu Rev Psychol. 2001;52:83-110.

Dumazedier JA. A revolução cultural do tempo livre. São Paulo: Studio Nobel/SESC; 1994.

Bilton N. Steve Jobs Was a Low-Tech Parent. The New York Times 2014 Set 10. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.nytimes.com/2014/09/11/fashion/steve-jobs-apple-was-a-low-tech-parent.html

Hanaver FJ. Impacto da informática nas relações humanas. 2005. [acesso 2007 Abr 4]. Disponível em: http://www.usr.inf.ufsm.br/~fhanauer/elc1020/files/Artigo_Revisado_Felipe_Hanauer.pdf

Nardon F. A relação interpessoal dos adolescentes no mundo virtual e no mundo concreto [Trabalho de Conclusão de Curso]. Criciúma: Universidade do Extremo Sul Catarinense; 2006.

Lévy P. Cibercultura. São Paulo: Editora 34; 2010.

Fonte L. A influência das novas formas de comunicação no desenvolvimento sócio-emocional das crianças. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: www.psicologia.com.com.pt/artigos/textos/A0405.pdf

Piaget J. A psicogênese dos conhecimentos e sua significação epistemológica. In: M. Piattelli-Palmarini M, org. Teorias da linguagem, teorias da aprendizagem: debate de Jean Piaget e Noam Chomsky com outros autores. Lisboa: Edições 70; 1987. P. 51-62.

Burgos P. Ficar um ano sem internet é um experimento que não prova muita coisa. 2013. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://oene.com.br/digital-detox

Rosen LD, Whaling K, Rab S, Carrier LM, Cheever NA. Is Facebook creating “iDisorders”? The link between clinical symptoms of psychiatric disorders and technology use, attitudes and anxiety. Comput Human Behav. 2012;29(3):1243-54.

Comitê Gestor da Internet no Brasil: CGI.Br. TIC Kids online Brasil. 2014: pesquisa sobre o uso da internet por crianças e adolescentes no Brasil. São Paulo: CGI.Br; 2015. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.cgi.br/media/docs/publicacoes/2/TIC_Kids_2014_livro_eletronico.pdf

Young KS, Abreu CN. Dependência de internet: manual e guia de avaliação e tratamento. Porto Alegre: Artmed; 2011.

Tomasello M, Call J. Primate cognition. Nova York: Oxford University Press; 1997.

Hoogeveen M. Towards a Theory of the effectiveness of multimedia systems. Int J Hum Comput Interac. 1997;9(2):151-68.

Cánovas G. Cariño, he conectado a los niños. Bilbao: Ediciones Mensajero; 2015.

Castells MA. Galáxia da internet: reflexões sobre a internet, os negócios e a sociedade. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor; 2003. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: https://goo.gl/EJ9ETC

Paiva NMN, Costa JS. A influência da tecnologia na infância: desenvolvimento ou ameaça? [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.psicologia.pt/artigos/textos/A0839.pdf

Mattoso R. Tecnologia X sedentarismo. Salada Textual 2010 Abr 4. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: https://saladatextual.wordpress.com/2010/04/04/tecnologia-x-sedentarismo/

Carr N. A geração superficial: o que a internet está fazendo com os nossos cérebros. Rio de Janeiro: Agir; 2011.

Rossi A, Meurs JA, Perrewé PL. Stress e qualidade de vida no trabalho: stress interpessoal e ocupacional. São Paulo: Atlas; 2015.

Perucci G. Especialistas alertam para a ansiedade e o estresse gerados pela tecnologia. UAI 2016 Maio 3. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.uai.com.br/app/noticia/saude/2016/05/03/noticias-saude,190249/especialistas-alertam-para-a-ansiedade-e-o-estresse-gerados-pela-tecno.shtml

Moraes GTB, Pilatti LA, Scandelari L. Comportamento patológico provocado pelo uso indevido de internet: uma leitura do ambiente produtivo e social. Anais do XXV Encontro Nacional de Engenharia de Produção; 2005 out-nov 29-01; Porto Alegre. Porto Alegre: ABEPRO-PUCRS. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://pg.utfpr.edu.br/dirppg/ppgep/ebook/2005/E-book%202006_artigo%2016.pdf

American Psychiatric Association. Diagnostic and statistical manual of mental disorders (DSM-5). 5th ed. Arlington: American Psychiatric Association; 2013. [acesso 2017 Abr 17]. Disponível em: http://www.dsm5.org/Pages/Default.aspx.

Downloads

Publicado

2017-04-01

Como Citar

Silva, T. de O., & Silva, L. T. G. (2017). Os impactos sociais, cognitivos e afetivos sobre a geração de adolescentes conectados às tecnologias digitais. Revista Psicopedagogia, 34(103), 87–97. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/367

Edição

Seção

Relato de Experiência