Processos de escolarização de imigrantes venezuelanos em Porto Velho/RO
Percepções de pais e professores
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20260033Palavras-chave:
Imigração Venezuelana, Escolarização, Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Percepções, Pais, ProfessoresResumo
Este artigo apresenta resultados de uma pesquisa que investigou os processos de escolarização de estudantes imigrantes venezuelanos matriculados nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental em escolas públicas de Porto Velho/RO. A investigação, de caráter exploratório e fundamentada na abordagem dialética, envolveu sete professores e sete pais de estudantes residentes na Ocupação Miraflores. A produção de dados ocorreu por meio de entrevistas semiestruturadas, analisadas à luz do materialismo histórico-dialético. O estudo se apoiou na articulação entre a Teoria Histórico-Cultural e a Teoria da Subjetividade de Fernando González Rey, compreendendo a escolarização como processo constituído por experiências, identidades culturais e mediações sociais. O recorte aqui apresentado se refere às percepções de pais e de professores sobre a escolarização dos estudantes venezuelanos. Os resultados indicam que, para os pais, a escola representa inclusão social e esperança de um futuro melhor para os filhos, valorizando as oportunidades educacionais no Brasil. Já os professores apontam limites como a barreira linguística, as dificuldades de adaptação cultural e a ausência de formação específica para lidar com demandas de estudantes imigrantes. Apesar disso, emergem práticas sustentadas pelo acolhimento, pela empatia e pelo compromisso ético – que se configuram como possibilidades para um ambiente escolar mais inclusivo. Conclui-se que as percepções de pais e professores revelam a coexistência de barreiras estruturais e de possibilidades relacionais, indicando a necessidade de políticas públicas e de ações formativas que fortaleçam a escolarização de estudantes estrangeiros nos Anos Iniciais e promovam uma educação culturalmente sensível e humanizada.
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