Uma introdução aos fundamentos filosóficos da Psicologia Cognitiva
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20230039Palavras-chave:
Psicologia Cognitiva, Cognitivismo, Filosofia, CogniçãoResumo
Com a ocorrência da chamada “Revolução Cognitiva”, em meados do século XX, surgiu um novo campo de conhecimento intitulado de Cognitivismo, que possui a cognição como seu objeto de estudo e o rigor dos métodos científicos como seu meio de investigação. Desde então, o Cognitivismo se tornou uma importante orientação teórica da Psicologia, contemplando áreas como a Psicologia Cognitiva, Terapia Cognitivo-Comportamental, Neurociência Cognitiva, Linguística e Inteligência Artificial. Assim como em todas as abordagens, a Psicologia Cognitiva, foco de análise neste trabalho, também está baseada em um pano de fundo de pressupostos filosóficos, os quais ainda são pouco explorados no meio acadêmico. Visando preencher esta lacuna, o objetivo deste artigo teórico é descrever, de forma introdutória, os fundamentos ontológicos, epistemológicos e metodológicos da Psicologia Cognitiva, com vistas a aprofundar o entendimento teórico e metodológico sobre a temática abordada. São apresentados: 1) os fundamentos ontológicos da Psicologia Cognitiva, contemplando sua visão de mundo e de Ser Humano; 2) a exposição dos pressupostos epistemológicos da Psicologia Cognitiva, caracterizando a natureza, o método e os limites do conhecimento; e 3) os fundamentos metodológicos da Psicologia Cognitiva, por meio do seu enfoque individual, pesquisa multidisciplinar e quatro etapas do processo de pesquisa. Dessa forma, conhecer e compreender esses fundamentos pode auxiliar no entendimento de qual perspectiva a Psicologia Cognitiva adota para estudar e explicar o funcionamento psicológico, considerando a sua lógica, o seu escopo, e os limites inerentes a tais fundamentos.
Downloads
Referências
Barrs, B. J. (1986). The Cognitive Revolution in Psychology. Guilford.
Beck, J. S. (2021). Terapia cognitivo-comportamental: teoria e prática (3ª ed.). Artmed.
Bem, S., & De Jong, H. (1997). Theoretical Issues in Psychology: an Introduction. Sage Publications.
Castañon, G. A. (2005). Constructivism and cognitive therapy: epistemological subjects. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 1(2), 31-42. https://doi.org/10.5935/1808-5687.20050019
Castañon, G. A. (2006a). John Searle e o Cognitivismo. Ciências & Cognição, 8, 96-109. http://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/584/365
Castañon, G. A. (2006b). O cognitivismo e o desafio da psicologia científica. [Tese de doutorado, Universidade Federal do Rio de Janeiro]. https://silo.tips/download/o-cognitivismo-e-o-desafio-da-psicologia-cientifica
Castañon, G. A. (2007a). O que é Cognitivismo: Fundamentos Filosóficos. Editora Pedagógica Universitária.
Castañon, G. A. (2007b). Cognitivismo e racionalismo crítico. Psicologia Argumento, 25(50), 277-290. https://periodicos.pucpr.br/index.php/psicologiaargumento/article/view/19997
Castañon, G. A. (2007c). Construtivismo, Inatismo e Realismo: compatíveis e complementares. Ciências & Cognição, 10, 115-131. https://www.cienciasecognicao.org/revista/index.php/cec/article/view/629
Castañon, G. A. (2007d). O Cognitivismo é um Humanismo. Psicologia Argumento, 25(48), 51-64. https://pesquisa.bvsalud.org/portal/resource/pt/lil-481776
Castañon, G. A. (2010). O Cognitivismo e o problema da cientificidade da Psicologia. Psicologia: Teoria e Prática, 12(2), 223-253. http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/ptp/article/view/2904
Castañon, G. A. (2015). O que é o Construtivismo. Caderno de História Filosofia e Ciências, 1(2), 209-242. https://www.cle.unicamp.br/eprints/index.php/cadernos/article/view/744/627
Castañon, G. A. (2018). Epistemologia da ciência cognitiva. In G. Gauer & L. K. Souza (Orgs.), Psicologia cognitiva teoria, modelos e aplicações (pp. 15-32). Synopsys.
Eysenck, M. W., & Keane, M. T. (2017). Manual de Psicologia Cognitiva. Artmed.
Gardner, H. (2003). A Nova Ciência da Mente (3ª ed.). EDUSP.
Hofweber, T., & Zalta, E. N. (2020). Logic and Ontology. https://plato.stanford.edu/entries/logic-ontology/?ref=https://githubhelp.com
Lavazza, A. (2019). Why Cognitive Sciences Do Not Prove That Free Will Is an Epiphenomenon. Frontiers in Psychology, 10, 1-11. https://doi.org/10.3389/fpsyg.2019.00326
Leopoldo, K., & Joselvevith, C. (2018). A neurociência computacional no estudo dos processos cognitivos. Psicologia USP, 29(1), 40-49. https://doi.org/10.1590/0103-656420160172
Matlin, M. W. (2004). Psicologia Cognitiva. (5ª ed.). LTC.
Neufeld, C. B., Pavan-Cândido, C. C., Paz, S., & Martins, R. G. (2015). Contribuições da FBTC ao crescimento das terapias cognitivas no Brasil. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 11(2), 119-128. https://dx.doi.org/10.5935/1808-5687.20150017
Penna, A. G. (1984). Introdução à Psicologia Cognitiva. Editora Pedagógica Universitária.
Piaget, J. (1973). Psicologia e Epistemologia: por uma teoria do conhecimento. Forense.
Popper, K. (2013). A lógica da pesquisa científica. Cultrix.
Rangé, B. P., Falcone, E. M. O., & Sardinha, A. (2007). History and current panorama of cognitive therapies in Brazil. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 3(2). https://doi.org/10.5935/1808-5687.20070014
Reis, C., & Rodrigues, V. V. S. (2019). Por um pluralismo de estratégias nas ciências cognitivas. Perspectiva Filosófica, 46(2), 53-70.
Russell, B. (2007). Os Problemas da Filosofia. Edições 70.
Soares, A. B., Lima, C. A., Rodrigues, I. S., Santos, G. G. B., Sousa, B. A., & Mendes, V. S. A. (2020). Terapia Cognitivo Comportamental: o que pensam os estudantes de Psicologia? Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 16(2), 99-106. https://dx.doi.org/10.5935/1808-5687.20200015
Sternberg, R. J. (2016). Psicologia Cognitiva. (7ª ed.). Cengage Learning.
Steup, M., & Neta, R. (2020). Epistemology. In E. N. Zalta (Ed.). The Stanford Encyclopedia of Philosophy. Stanford University. https://plato.stanford.edu/archives/fall2020/entries/epistemology/
Terribile, M. A. (2019). A relação entre a crítica de Jean Piaget às epistemologias clássicas e a explicação do processo de produção de novidade. Revista Eletrônica de Psicologia e Epistemologia Genéticas, 11(1), 1-18. https://revistas.marilia.unesp.br/index.php/scheme/article/view/9198.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2023 Armando Macena de Lima Junior, Gabriel Henrique Bomfim de França, Matheus Vercesi Chiquetto, Gabriela Chaves Rodrigues, Carolina Baptista Menezes, Fernanda Machado Lopes

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













