Avaliação de crianças pré-escolares

relação entre testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade

Autores/as

  • Ana Paula Prust Pereira Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Camila Barbosa Riccardi León Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Natália Martins Dias Universidade Presbiteriana Mackenzie
  • Alessandra Gotuzo Seabra Universidade Presbiteriana Mackenzie

Palabras clave:

Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade, Transtornos de déficit da atenção e do comportamento disruptivo, Testes neuropsicológicos

Resumen

Funções executivas (FE) referem-se às habilidades necessárias para planejar, iniciar, realizar e monitorar comportamentos intencionais. Incluem inibição, memória de trabalho, flexibilidade cognitiva, atenção seletiva, planejamento e organização e, de forma geral, são habilidades fundamentais à aprendizagem e ao comportamento autorregulado. As FE podem estar comprometidas em alguns distúrbios do desenvolvimento, como o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Perante esse panorama e pautando-se na crescente ênfase da literatura sobre a importância da avaliação precoce, esta pesquisa investigou as relações entre desempenho em testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade em crianças pré-escolares de amostra não-clínica. Participaram 85 crianças de uma escola municipal de Educação Infantil da Grande SP, com idades entre quatro e seis anos, avaliadas no Teste de Trilhas para pré-escolares (TT-PE) e no Teste de Atenção por Cancelamento (TAC). Pais e professores responderam à SNAP-IV. As crianças com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos pais, tenderam a apresentar piores desempenhos no TAC e aquelas com maiores índices de desatenção e hiperatividade, conforme relato dos professores, tenderam a apresentar piores desempenhos em diversas medidas do TAC e TT-PE. As relações entre desempenho nos testes e indicadores desatenção e hiperatividade tenderam a ser mais consistentes quando consideradas as respostas dos professores do que as dos pais. O estudo evidenciou que as relações entre desempenho em testes de FE e indicadores de desatenção e hiperatividade podem ser observadas desde idades precoces, em amostras não-clínicas, contribuindo para a discussão sobre avaliação e identificação precoce.

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Biografía del autor/a

Ana Paula Prust Pereira, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Pedagoga, Psicopedagoga, Mes­tre e Doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento; Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil.

Camila Barbosa Riccardi León, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Psicopedagoga e Mes­tranda em Distúrbios do Desenvolvimento; Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil.

Natália Martins Dias, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Psicóloga, Mestre, Doutora e pós­-doutoranda em Distúrbios do Desenvolvimento (bolsista FAPESP). Professora convidada da Pós-­Graduação lato sensu em psicopedagogia, Universidade Presbiteriana Mackenzie, São Paulo, SP, Brasil.

Alessandra Gotuzo Seabra, Universidade Presbiteriana Mackenzie

Psicóloga, Doutora e Pós­-Doutora em Psicologia Experimental – USP, Docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Distúrbios do Desenvolvimento, Universidade Presbiteriana Mackenzie, Bolsista de Produtividade CNPq, São Pau lo, SP, Brasil.

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Publicado

2012-12-01

Cómo citar

Pereira, A. P. P., León, C. B. R., Dias, N. M., & Seabra, A. G. (2012). Avaliação de crianças pré-escolares: relação entre testes de funções executivas e indicadores de desatenção e hiperatividade. Revista De Psicopedagogía, 29(90), 279–289. Recuperado a partir de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/534

Número

Sección

Artigo Original