Neurociência e o déficit intelectual

aportes para a ação pedagógica

Autores/as

  • Marlene Cabral de Souza Universidade Federal de Alfenas
  • Claudia Gomes Universidade Federal de Alfenas

Palabras clave:

Neurociência, Síndrome de Down, Educação de Pessoa com Deficiência Intelectual, Inclusão Educacional

Resumen

Considera-se que alunos com déficit intelectuais, dentre os quais destacamos alunos com síndrome de Down, necessitam de intervenções metodológicas que lhes oportunizem o acesso ao conhecimento na escola. Esses alunos em razão das limitações decorrentes de seu desenvolvimento intelectual e cognitivo apontam particularidades quanto à aprendizagem, as quais devem ser consideradas pelo professor. Nesse sentido, o objetivo deste trabalho classificado como uma pesquisa bibliográfica, visa à compreensão das contribuições que a Neurociência possui para a aprendizagem desse público, em relação às dinâmicas e ações pedagógicas favorecedoras do acesso, permanência e desenvolvimento escolar como fundamentado pelos preceitos da educação inclusiva. As discussões visam avançar no debate da formação e atuação docente com base no reconhecimento das bases científicas cognitivas do aprendizado, e das facetas que compõem o cérebro e suas conexões, e como esses elementos favorecem não só a elaboração de estratégias que minimizem o impacto dos prejuízos decorrentes dos quadros de déficit intelectual, mas acima de tudo posicionem os docentes como agentes centrais no processo de mediação, ação esta que deve ser contemplada com base na compreensão das particularidades e potencialidades desses alunos, à luz dos avanços teóricos, científicos e procedimentais sob os preceitos da neurociência.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Marlene Cabral de Souza, Universidade Federal de Alfenas

Pedagoga formada pela Universidade Federal de Alfenas, Alfenas, MG, Brasil.

Claudia Gomes, Universidade Federal de Alfenas

Profa. Dra. do Instituto de Ciências Humanas e Letras (ICHL), Universidade Federal de Alfenas, Alfenas, MG, Brasil.

Citas

Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Censo demográfico e estimativas, 2012. Disponível em: http://www.ibge.gov.br. Acesso em: 20/1/2015.

Brasil. Estatuto da Criança e do Adolescente (Brasil, 8.069/90). Publicada em Diário Oficial da União de 16 de julho de 1990, p.13563. Acesso em: 20/1/2015.

Brasil. Lei de Diretrizes e Bases da Educação. Ministério da Educação e Cultura. 1996. Disponível em: www.mec.gov.br/legis/zip/lei9394/sip. Acesso em: 20/1/2015.

UNESCO. Declaração de Salamanca sobre Princípios Políticas e Práticas em Educação Especial. Disponível em: . Acesso em: 17/9/2014.

Ministério da Educação e Cultura, Convenção da Guatemala, 1999.

Convenção interamericana para eliminação de todas as formas de discriminação contra pessoas portadoras de deficiência. Convenção da Guatemala. Guatemala, 1999.

Ministério da Educação (MEC). Diretrizes Nacionais para a Educação Especial na Educação Básica-MEC, SEESP, 2001.

Brasil. Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Inclusão. 2008. Ministério da Educação. Disponível em: . Acesso em: 20/1/2015.

Mantoan MTE. Ser ou estar: eis a questão. Explicando o déficit intelectual. Rio de Janeiro: WVA; 1997. 137p.

Mantoan MTE. Educação escolar de deficientes mentais: problemas para a pesquisa e o desenvolvimento. Caderno Cedes. 1998;19(46). Disponível em: <http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-32621998000300009&lng=en&nrm=iso>.

Mantoan MTE. Todas as crianças são bem-vindas a Escola. Universidade Estadual de Campinas / UNICAMP – Laboratório de Estudos e Pesquisas em Ensino e Reabilitação de Pessoas com Deficiência – LEPED/FE/UNICAM; 2001. (manuscrito).

Souza MPR. Políticas públicas e educação: desafios, dilemas e possibilidades. In: Viégas LS, Angelucci CB, org. Políticas Públicas em Educação & Psicologia Escolar. São Paulo: Casa do Psicólogo; 2006. p.229-43.

Candau VM. Construir ecossistemas educativos: reinventar a escola. In: Candau VM, ed. Reinventar a escola. Rio de Janeiro: Vozes; 2000. p.11-6.

Libaneo JC, Oliveira JF, Toschi MS. Educação escolar: políticas, estrutura e organização. São Paulo: Cortez; 2003. 408p.

Moraes MC. O paradigma educacional emergente. São Paulo: Papirus; 1997. 238p.

Patto MH. A produção do fracasso escolar. São Paulo: T. A. Queiroz; 1996.

Souza VLT. Educação, valores e formação de professores: contribuições da psicologia escolar. In: Marinho-Araújo CM, org. Psicologia escolar novos cenários e contextos de pesquisa, formação e prática. São Paulo: Alínea; 2009. p.133-52.

Ferreira MEC. O enigma da inclusão: das intenções às práticas pedagógicas. Educ Pesqui. 2007;33(3):543-60.

Consenza RM, Guerra LB. Neurociência na educação. Como o cérebro aprende. Porto Alegre: Artmed; 2011.

Relvas MP. Neurociência na prática pedagógica. Rio de Janeiro: Wak; 2012.

Relvas MP. Neurociência e educação. Potencialidades dos gêneros humanos na sala de aula. 2ª ed. Rio de Janeiro: Wak; 2010.

Relvas MP. Neurociência e transtornos de aprendizagem. As múltiplas eficiências para uma Educação Inclusiva. 5ª ed. Rio de Janeiro: Wak; 2011.

Lent R. Cem bilhões de neurônios? Conceitos fundamentais de Neurociências. 2ª ed. São Paulo: Atheneu; 2010.

Houzel SH. Neurociências na Educação. Belo Horizonte: Cedic-Centro Difusor de Cultura; 2010. 54p.

Chedid KAK. Psicopedagogia, Educação e Neurociências. Rev Psicopedagogia. 2007; 24(75):298-300.

Pereira MSC. Cérebro e educação aspectos que perpassam nas teorias da aprendizagem. In: Relvas MP, org. Que cérebro e este que chegou a escola? Rio de Janeiro: Wak; 2012. p.145.

Mendonça G. As práticas curriculares de sala de aula e a constituição das diferenças dos alunos no processo de ensino e aprendizagem. São Paulo: PUC-SP; 2005. p.1-16.

Almeida GP. As bases neurocientíficas da aprendizagem In: Relvas MP, org. Que cérebro é esse que chegou a escola? Rio de Janeiro: Wak; 2012. p.41-52.

Machado FS, Nazari J. Aspectos históricos das pessoas com deficiência no contexto educacional: rumo a uma perspectiva inclusiva. Lentes Pedagógicas. 2011;2(1). Disponível em: <http://200.233.146.122:81/revista digital/index.php/lentespedagogicas/article/viewFile/416/397>. Acesso em: 20/1/2015.

Gomes C. Ensino colaborativo na educação inclusiva: desafios e perspectivas formativas. Rev Atos de Pesquisa em Educação. 2013. (No prelo).

Gomes C. Estilos de aprendizagem e inclusão escolar: uma proposta de qualificação educacional. Rev Psicopedag. 2006;23(71):134-44.

Sant’Ana IM. Educação inclusiva: concepções de professores e diretores. Psicol Educ. 2005;10:227-34.

Castro ASA, Pimentel SC. Síndrome de Down. Desafios e perspectivas na inclusão escolar. Atendimento educacional específico. In: Díaz F, et al., orgs. Educação inclusiva, deficiência e contexto social: questões contemporâneas [online]. Salvador: EDUFBA; 2009. p.303-12.

Publicado

2015-04-01

Cómo citar

Souza, M. C. de, & Gomes, C. (2015). Neurociência e o déficit intelectual: aportes para a ação pedagógica. Revista De Psicopedagogía, 32(97), 104–114. Recuperado a partir de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/466

Número

Sección

Artigo de Revisão