A gênese do símbolo e a entrada na cultura
a reflexão epistemológica apóia a reflexão psicopedagógica
Palavras-chave:
Simbolismo, Cultura, AprendizagemResumo
O texto tem como tema a capacidade humana de criar símbolos. Relacionando a capacidade de simbolizar com toda a possibilidade de criar cultura, o texto aborda a origem e o desenvolvimento desta capacidade no ser humano. Usando o referencial da Epistemologia Genética, especificamente quanto à formação do símbolo, busca-se evidenciar o caráter construtivo da atividade simbólica, por meio da retomada do processo sensório-motor que dá origem à imagem mental e ao jogo de faz-de-conta. A perspectiva construtivista da origem do símbolo permite a superação das posições que ou concebem a capacidade representativa como inata ou, em outro extremo, julgam que ela decorre da própria cultura, sendo aprendida por pressão do meio social. É a compreensão do caráter construtivo da atividade representativa que permite entender como o símbolo é preparado por todo o esquematismo sensório-motor, ao mesmo tempo em que prepara, por seu turno, o conceito, constituindo-se em condição prévia do pensamento lógico. A autora chama a atenção para a pertinência do tema para a Psicopedagogia, posto que a capacidade simbólica está na raiz dos processos de aprendizagem mais essenciais à efetivação da humanidade de cada um, sendo, sem dúvida, pré-requisito para todas as aprendizagens escolares. Ao mesmo tempo, o aspecto da construção simbólica está presente em várias estratégias terapêuticas em Psicopedagogia Clínica, tornando indispensável ao profissional desta área a compreensão da capacidade que abre as portas da cultura ao sujeito da aprendizagem.
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Referências
Becker F. Função simbólica e aprendizagem. Porto Alegre: Coleção Epistemologia Genética e Educação; 2002.
Piaget J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar; 1978.
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Corso HV. A representação infantil e a educação pré-escolar: uma pesquisa de intervenção [Dissertação]. Porto Alegre: Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 1991.
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