A gênese do símbolo e a entrada na cultura

a reflexão epistemológica apóia a reflexão psicopedagógica

Autores

  • Helena Vellinho Corso Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Palavras-chave:

Simbolismo, Cultura, Aprendizagem

Resumo

O texto tem como tema a capacidade humana de criar símbolos. Relacionando a capacidade de simbolizar com toda a possibilidade de criar cultura, o texto aborda a origem e o desenvolvimento desta capacidade no ser humano. Usando o referencial da Epistemologia Genética, especificamente quanto à formação do símbolo, busca-se evidenciar o caráter construtivo da atividade simbólica, por meio da retomada do processo sensório-motor que dá origem à imagem mental e ao jogo de faz-de-conta. A perspectiva construtivista da origem do símbolo permite a superação das posições que ou concebem a capacidade representativa como inata ou, em outro extremo, julgam que ela decorre da própria cultura, sendo aprendida por pressão do meio social. É a compreensão do caráter construtivo da atividade representativa que permite entender como o símbolo é preparado por todo o esquematismo sensório-motor, ao mesmo tempo em que prepara, por seu turno, o conceito, constituindo-se em condição prévia do pensamento lógico. A autora chama a atenção para a pertinência do tema para a Psicopedagogia, posto que a capacidade simbólica está na raiz dos processos de aprendizagem mais essenciais à efetivação da humanidade de cada um, sendo, sem dúvida, pré-requisito para todas as aprendizagens escolares. Ao mesmo tempo, o aspecto da construção simbólica está presente em várias estratégias terapêuticas em Psicopedagogia Clínica, tornando indispensável ao profissional desta área a compreensão da capacidade que abre as portas da cultura ao sujeito da aprendizagem. 

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Biografia do Autor

Helena Vellinho Corso, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul

Psicopedagoga institucional e clínica e mestra em Psicologia da Educação. Professora da Universidade Estadual do Rio Grande do Sul – UERGS.

Referências

Becker F. Função simbólica e aprendizagem. Porto Alegre: Coleção Epistemologia Genética e Educação; 2002.

Piaget J. A formação do símbolo na criança. Rio de Janeiro: Zahar; 1978.

Corso HV. A representação infantil e a educação pré-escolar. Rev Educação e Realidade 1993; 18(1):61-70.

Piaget J, Inhelder B. A psicologia da criança. 9 ed. São Paulo: Difel; 1986.

Corso HV. A representação infantil e a educação pré-escolar: uma pesquisa de intervenção [Dissertação]. Porto Alegre: Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul; 1991.

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Publicado

2005-03-01

Como Citar

Corso, H. V. (2005). A gênese do símbolo e a entrada na cultura: a reflexão epistemológica apóia a reflexão psicopedagógica. Revista Psicopedagogia, 22(67), 51–58. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/822

Edição

Seção

Artigo de Revisão