Uma investigação sobre o brincar de Winnicott, no tempo e no espaço da creche
contribuições da Psicanálise para a Educação
Palavras-chave:
Educação infantil, Jogos e brinquedos, PsicanáliseResumo
O presente artigo se propõe a investigar quanto a instituição creche compreende o brincar de uma criança pequena, no seu tempo e espaço, segundo Winnicott, por meio da observação e registro do brincar de uma criança de três anos de idade, durante a atividade livre, na presença da professora, auxiliar e demais crianças. Realizamos um estudo de caso de uma menina de três anos de idade, de maternal II, ouvindo o depoimento materno para obtenção dos dados sobre núcleo familiar, gestação e desenvolvimento. O método de observação Esther Bick adaptado foi utilizado para a colheita de dados, durante a atividade livre. Foram realizadas 37 observações. Registramos condutas da criança, seu relacionamento com adultos, outras crianças e objetos. Os resultados obtidos a partir da leitura dos relatos de observação foram recortados em episódios relativos ao brincar. Foram identificados 119 episódios interpretados segundo as categorias: “ansiedade de separação”, “função de holding” e “relacionamento entre pares e adultos”. Nossas conclusões indicam que a criança demonstrou dificuldades em separar-se da mãe para freqüentar a creche. Condutas da professora e a própria estrutura da creche indicam a necessidade de um maior conhecimento das questões que envolvem o brincar. O brincar de uma criança pequena constitui a expressão de seu mundo interno, tal como suas ansiedades, emoções, desejos e recursos. Assim, os profissionais, ao aprofundarem-se sobre o brincar, poderiam oferecer uma melhor qualidade de atendimento aos pequenos.
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Referências
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