Por que ensinar as relações grafema-fonema?

Autores

  • Dalva Godoy Universidade do Estado de Santa Catarina

Palavras-chave:

Educação, Aprendizagem, Avaliação, Desenvolvimento infantil

Resumo

Este estudo objetivou observar se o ensino das correspondências grafofonológicas favorece diferenças no desenvolvimento da consciência fonológica em pré-escolares. Questiona-se em que medida o método de alfabetização pode beneficiar o desenvolvimento da consciência fonológica, uma habilidade estreitamente relacionada ao sucesso na aprendizagem da leitura e da escrita alfabética. Dois grupos de crianças, com idade média inicial de 5 anos e 9 meses, expostos a dois métodos diferentes de ensino, foram avaliados durante um período de um ano por meio de tarefas de consciência fonológica aos níveis silábico e fonêmico. Os resultados mostraram evolução de ambas as habilidades entre os dois momentos de avaliação, para os dois grupos, mas o crescimento das habilidades de consciência fonêmica foi mais acentuado. Foram observadas, no entanto, diferenças significativas na evolução desse crescimento entre os dois grupos. O grupo que recebeu ensino das correspondências grafofonológicas apresentou maior evolução nos desempenhos em tarefas fonêmicas.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Dalva Godoy, Universidade do Estado de Santa Catarina

Profª Drª da Universidade do Estado de Santa Catarina – UDESC; Depto de Artes Cênicas e Faculdade de Educação; Doutor em Lingüística (Universidade Federal de Santa Catarina - 2005).

Referências

Ferreiro E, Teberosky A. Psicogênese da língua escrita. Porto Alegre: ArtMed; 1985.

Ferreiro E. Com todas as letras. São Paulo: Cortez; 1997.

Cagliari LC. A respeito de alguns fatos do ensino e da aprendizagem da leitura e da escrita pelas crianças na alfabetização. In: Rojo R, org. Alfabetização e letramento: perspectivas lingüísticas. Campinas: Mercado das Letras; 1998.

Lamprecht RR. Aquisição da linguagem pela criança depois dos cinco anos de idade. In: Tasca M, org. Desenvolvendo a língua falada e escrita. Porto Alegre: Sagra; 1990.

Mayrink-Sabinson ML. Reflexões sobre o processo de aquisição da escrita. In: Rojo R, org. Alfabetização e letramento: perspectivas lingüísticas. Campinas: Mercado das Letras; 1998.

Gombert JE. Le dévelopment métalinguistique. Paris: PUF; 1992.

Stanovich KE, Cunningham AE, Cramer BB. Assessing phonological awareness in kindergarten children: issues of task comparability. J Exp Child Psychol. 1984;38:175-90.

Bradley L, Bryant PE. Categorizing sounds and learning to read – a casual connection. Nature. 1983;301:419-21.

Lundberg I, Frost J, Petersen O. Effects of an extensive program for stimulating phonological awareness in preschool children. Reading Research Quarterly. 1988;23:263-84.

Liberman IY, Shankweiler D, Fisher FW, Carter B. Explicit syllable and phoneme segmentation in the young child. J Exp Child Psychol. 1974;18:201-12.

Morais J, Cary L, Alegria J, Bertelson P. Does awareness of speech as a sequence of phones arises spontaneously? Cognition. 1979;7:323-31.

Morais J, Bertelson P, Cary L, Alegria J. Literacy training and speech segmentation. Cognition. 1986;24:45-64.

Read C, Zhanc Y, Nie H, Dincg B. The ability to manipulate speech sounds depends on knowing alphabetic reading. Cognition. 1986;24:31-44.

Bertelson P, Gelder B. The emergence of phonological awareness: comparative approaches. In: Mattingly I G, Studdert-Kennedy, eds. Modularity and the motor theory of speech perception – Proceedings of a conference to Honor Alvin M. Liberman. New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates; 1991. p.393-412.

Harris M, Giannouli V. Learning to read and spell in Greek: the importance of letter knowledge and morphological awareness. In: Harris M, Hatano G, eds. Learning to read and write. Cambridge: Cambridge University; 1999.

Defior S. Phonological awareness and learning to read: a cross-linguistic perspective. In: Nunes T, Bryant P, eds. Handbook of children’s literacy. London: Kluwer; 2004.

Wimmer H, Landerl K, Linortner R, Hummer P. The relationship of phonemic awareness to reading acquisition: more consequence than precondition but still important. Cognition. 1991;40:219-49.

Cardoso-Martins C. Sensitivity to rhymes, syllables, and phonemes in literacy acquisition in Portuguese. Reading Research Quarterly 1995;30:808-28.

Jong PF, van der Leij A. Specific contributions of phonological abilities to early reading acquisition: results from a Dutch latent variable longitudinal study. J Educ Psychol. 1999;91:450-76.

Porpodas C. The relation between phonemic awareness and reading and spelling of Greek words in the first school years. In: Carrero, Pope, Simons, Pozo, eds. Learning and instruction: European research in an international context. Oxford: Pergamon; 1991.

Defior SC, Tudela P. Effect of phonological training on reading and writing acquisition. Reading and Writing. 1994;6:299-320.

Castles A, Coltheart M. Is there a causal link from phonological awareness to success in learning to read? Cognition. 2004;91:77-111.

Byrne B. Treinamento da consciência fonêmica em crianças pré-escolares: por que fazê-lo e qual o seu efeito? In: Cardoso-Martins C, org. Consciência fonológica e alfabetização. Petrópolis: Vozes; 1995.

Alegria J, Leybaert J, Mousty P. Aquisição da leitura e distúrbios associados: avaliação, tratamento e teoria. In: Grégoire J, Piérart B, orgs. Avaliação dos problemas de leitura: os novos modelos teóricos e suas implicações diagnósticas. Porto Alegre: Artes Médicas; 1997. p.105-24.

Mousty P, Leybaert J, Alegria J, Content A, Morais J. Belec: une batterie d’évaluation du langage écrit et de ses troubles. In: Gregoire J, Pierart B, eds. Evaluer les roubles de la lecture. Bruxelles: De Boeck-Wesmael; 1994. p.127-45.

Godoy DMA. Testes de consciência fonológica e suas relações com a aprendizagem da leitura no português [Dissertação de Mestrado]. Florianópolis: Universidade Federal de Santa Catarina; 2001. Disponível no URL: http://www.bu.ufsc.br/acesso.html

Silva TC. Fonética e fonologia do Português - roteiro de estudos e guia de exercícios. São Paulo: Contexto; 1999.

Câmara Junior JM. Princípios de lingüística geral. Rio de Janeiro: Padrão; 1977.

Maluf MR, Barrera SD. Consciência fonológica e linguagem escrita em pré-escolares. Psicologia: Reflexão e Crítica (online) 1997;10(1):125-45. Disponível no URL: http://www.scielo.br

Downloads

Publicado

2008-05-02

Como Citar

Godoy, D. (2008). Por que ensinar as relações grafema-fonema?. Revista Psicopedagogia, 25(77), 109–119. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/739

Edição

Seção

Artigo Original