A eficácia das oficinas de estimulação em um modelo de resposta à intervenção

Autores

  • Bartira Silva Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Thamires Luz Universidade Federal do Rio de Janeiro
  • Renata Mousinho Universidade Federal do Rio de Janeiro

Palavras-chave:

Dislexia, Leitura, Aprendizagem

Resumo

Este trabalho comparou a velocidade de leitura e compreensão das crianças e adolescentes avaliados, em dois momentos: antes e depois das oficinas, por meio da proposta de Resposta à Intervenção fonológica, considerando-se também tipo de intervenção e diferentes diagnósticos. Foram coletados resultados de avaliação e reavaliação da velocidade de leitura oral e compreensão textual em 19 crianças, do 3º ao 7º ano escolar, que ficaram em oficina de fonoaudiologia e pedagogia no período 2010-2 a 2011-1. Foram realizados dois experimentos. No experimento 1, houve diferença estatisticamente significante na comparação pré e pós-teste nos parâmetros velocidade e compreensão de leitura. Ao refinar a pesquisa, não se observou diferença estatística por diagnóstico. Já no experimento 2, não foi verificada diferença estatisticamente significante entre intervenção individual e em grupo. A eficácia das oficinas corrobora outros estudos, ressaltando a importância dos diferentes tipos de intervenção para a identificação diagnóstica. Conclui-se que, independente do diagnóstico e proposta de intervenção, todas as crianças apresentaram melhora relevante no pré e pós-teste em relação à velocidade e compreensão de leitura. A eficácia similar na intervenção em grupo e individual demonstrou que a primeira proposta pode ajudar a suprir a alta demanda do SUS na área.

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Biografia do Autor

Bartira Silva, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonoaudióloga, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Thamires Luz, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonoaudióloga, graduada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Renata Mousinho, Universidade Federal do Rio de Janeiro

Fonoaudióloga; Pós-doutora em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), doutora e mestre em Linguística pela UFRJ; professora da Graduação em Fonoaudiologia da Faculdade de Medicina da UFRJ; Coordenadora do projeto ELO: escrita, leitura e oralidade UFRJ, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

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Publicado

2012-04-01

Como Citar

Silva, B., Luz, T., & Mousinho, R. (2012). A eficácia das oficinas de estimulação em um modelo de resposta à intervenção. Revista Psicopedagogia, 29(88), 15–24. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/573

Edição

Seção

Artigo Original