Aplicação do modelo da dupla rota no diagnóstico da dislexia

revisão sistemática

Autores

  • Heloísa dos Santos Peres Cardoso Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
  • Patrícia Martins de Freitas Universidade Federal da Bahia

Palavras-chave:

Diagnóstico, Dislexia, Modelo Neurocognitivo

Resumo

A dislexia é um transtorno de aprendizagem da leitura que pode afetar a escrita, entretanto, a identificação desse transtorno ainda é muito imprecisa. O objetivo desse estudo foi verificar a aplicação do modelo neurocognitivo da dupla rota nos estudos sobre diagnóstico, através de revisão sistemática da literatura. Os descritores utilizados: dislexia, leitura, dupla rota; avaliação da dislexia; diagnóstico da dislexia, nas bases de dados Medline, SciELO e Google Acadêmico (2013-2018). A amostra foi constituída de 52 estudos e 40 aplicaram o modelo da dupla rota no diagnóstico. Os resultados mostraram que os instrumentos mais utilizados foram Tarefa da Consciência Fonológica (20%), Tarefa de Leitura de Palavras e pseudopalavras (15%); as funções cognitivas mais investigadas foram a leitura (30%), e consciência fonológica (25%). Os estudos mostraram evidências empíricas do uso do modelo, demonstrando que déficits nos componentes do processamento fonológico e lexical explicam a presença da dislexia, contribuindo para o diagnóstico.

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Biografia do Autor

Heloísa dos Santos Peres Cardoso, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Ensino PPGEn, Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), Vitória da Conquista, BA.

Patrícia Martins de Freitas, Universidade Federal da Bahia

Doutora em Ciências da Saúde pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais(UFMG), Professora Associada da Universidade Federal da Bahia, Campus Anísio Teixeira, Vitória da Conquista, BA.

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Publicado

2019-09-01

Como Citar

Cardoso, H. dos S. P., & Freitas, P. M. de. (2019). Aplicação do modelo da dupla rota no diagnóstico da dislexia: revisão sistemática. Revista Psicopedagogia, 36(111), 368–377. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/277

Edição

Seção

Artigo de Revisão