Estudos sobre discalculia e instrumentos de avaliação psicopedagógica
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20220006Palavras-chave:
Psicopedagogia, Avaliação, Transtornos Específicos da Aprendizagem, Discalculia do DesenvolvimentoResumo
A presente pesquisa teve como objetivo investigar a produção literária acadêmica dos últimos dez anos sobre os instrumentos psicopedagógicos de avaliação da discalculia do desenvolvimento em crianças. Por meio de revisão sistemática de literatura, foi feito o levantamento de estudos publicados em bases de dados de pesquisa científica brasileira, sendo a Revista Psicopedagogia, SCOPUS, Periódicos CAPES e SciELO. Após seleção da amostra por meio dos critérios de inclusão e exclusão, a qual totalizou 11 estudos, foi feito o fichamento de cada artigo. Posteriormente, foram definidas as categorias de análise: objetivos, participantes, instrumentos, resultados e limitações das pesquisas. Estas categorias de análise foram dispostas em quadros para a caracterização e comparação de cada aspecto dentre os estudos. A interpretação dos dados foi realizada por meio de análise descritiva e análise qualitativa. Observou-se que o Teste de Desempenho Escolar (TDE) é o principal instrumento avaliativo das habilidades matemáticas escolares. Teve-se, ainda, a proposta da Bateria de Aferição de Competências Matemáticas (BAC-MAT), que avalia competências matemáticas elencando-as de acordo com os subtipos da discalculia. Outro instrumento avaliativo potencial é o Teste de Habilidade Matemática (THM) para avaliação de habilidades matemáticas requeridas pelo próprio sistema educacional brasileiro, apesar de já mostrar-se defasado pelo fato de ter sido embasado nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), documento não mais utilizado pelos planos de ensino. Destaca-se ainda o uso da Escala de Ansiedade à Matemática (EAM) como medidora dos aspectos emocionais da criança em relação à matemática.
Downloads
Referências
Pisani A, Nassim JR, Oswaldo E, Ventavoli FMA. Intervenções psicopedagógicas em casos de Discalculia: caminhos teóricos e práticos. E-book; 2018.
Brasil. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Relatório SAEB 2017. Brasília: INEP; 2019 [acesso 2020 Dez 22]. Disponível em: https://download.inep.gov.br/publicacoes/institucionais/avaliacoes_e_exames_da_educacao_basica/relatorio_saeb_2017.pdf
Brasil. Ministério da Educação. Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). Relatório Brasil no PISA 2018: Versão Preliminar. Brasília: INEP; 2019 [acesso 2020 Dez 22]. Disponível em: http://download.inep.gov.br/acoes_internacionais/pisa/documentos/2019/relatorio_PISA_2018_preliminar.pdf
Shalev R. Developmental dyscalculia. J Child Neurol. 2004;19(10):765-71.
Coelho DT. Dislexia, disgrafia, disortografia e discalculia. In: Dornelles LV, Fernandes N. Perspectivas sociológicas e educacionais em estudos da criança: as marcas das dialogicidades luso-brasileiras. Braga: CIEC-UM; 2012. p. 565-81.
Kosc L. Developmental Dyscalculia. J Learn Disabil. 1974;7(3):159-62.
American Psychiatric Association (APA). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed; 2014.
World Health Organization (WHO). The ICD-11 International Classification of Diseases and Related Health Problems. Geneva: World Health Organization; 2018.
Santos FH. Aprendizagem da matemática: uma linguagem à parte. In: Mousinho R, Alves LM, Navas AL, Salgado-Azoni CA, Celeste LC, Capellini AS, et al. Leitura, Escrita e Matemática: do desenvolvimento aos transtornos específicos da aprendizagem. São Paulo: Instituto ABCD; 2020 [acesso 2020 Dez 14]. Disponível em: https://institutoabcd.org.br/ebook-leitura-matematica/
Haase VG, Júlio-Costa A, Santos FH. Discalculia do Desenvolvimento. In: Santos FH, Andrade VM, Bueno OFA, eds. Neuropsicologia hoje. Porto Alegre: Artmed; 2015.
Fletcher JM, Lyons GR, Fuchs LS, Barnes MA. Transtornos da Matemática. In: Fletcher JM, Lyons GR, Fuchs LS, Barnes MA. Transtornos de Aprendizagem: da Identificação à Intervenção. Porto Alegre: Artmed; 2009. p. 220-49.
Faria TM. Um estudo sobre Discalculia [Monografia]. São Paulo: Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo; 2015.
Dias MAH, Pereira MMB, Borsel JV. Avaliação do conhecimento sobre a discalculia entre educadores. Audiol Commun Res. 2013;18(2):93-100.
Peretti L. Discalculia: Transtorno de Aprendizagem [Monografia]. Erechim: Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões; 2009.
Bernardi J, Stobaus CD. Discalculia: conhecer para incluir. Rev Educ Esp. 2011;24(39):47-60.
Bossa NA. A Psicopedagogia no Brasil: contribuições a partir da prática. Porto Alegre: Artmed; 2007.
Weiss MLL. Psicopedagogia clínica: uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. Porto Alegre: Artes Médicas; 1994.
Avila AHS, Schmidt FG, Wingert M, Klein DH. Discalculia e aprendizagem. Rev Conhec Online. 2018;3:41-56.
Bossa NA. Dificuldades de aprendizagem: O que são? Como tratá-las? Porto Alegre: Artmed; 2000.
Lakatos EM, Marconi MA. Fundamentos da Metodologia Científica. São Paulo: Atlas; 2003.
Noronha DP, Ferreira SMSP. Revisões de literatura. In: Campbello BS, Condón BV, Kremer JM, orgs. Fontes de informação para pesquisadores e profissionais. Belo Horizonte: UFMG; 2000. p. 191-8.
Lakatos EM, Marconi MA. Metodologia do trabalho científico: procedimentos básicos, pesquisa bibliográfica, projeto e relatório, publicação e trabalhos científicos. São Paulo: Atlas; 1992.
Rodrigues SD, Guassi AR, Ciasca SM. Avaliação do desempenho em matemática de crianças do 5º ano do Ensino Fundamental. Estudo preliminar por meio do Teste de Habilidade matemática (THM). Rev Psicopedag. 2010;27(83):181-90.
Rodrigues SD, Ciasca SM. Tradução e adaptação para o português (brasileiro) da Bateria de aferição de competências matemáticas (BAC-MAT). Rev Psicopedag. 2020;37(113):168-82.
Silva PA, Santos FH. Discalculia do Desenvolvimento: Avaliação da Representação Numérica pela ZAREKI-R. Psicol Teor Pesqui. 2011;27(2):169-77.
Thomé U, Alves SRP, Guerreiro SM, Costa CRCM, Moreira FS, Lima AB, et al. Developmental dyscalculia in children and adolescents with idiopathic epilepsies in a Brazilian sample. Arq Neuropsiquiatr. 2014;72(4):283-8.
Bastos JA, Cecato AMT, Martins MRI, Grecca KRR, Pierini R. The prevalence of developmental dyscalculia in Brazilian public school system. Arq Neuropsiquiatr. 2016;74(3):201-6.
Pestun MSV, Roama-Alves RJ, Ciasca SM. Neuropsychological and Educational Profile of Children with Dyscalculia and Dyslexia: A Comparative Study. Psico-USF. 2019;24(4):645-59.
Prado PST, Betetto MF, Casali-Robalinho IG, Fioraneli RC, Mendes AC, Rocca JZ, et al. Desempenho de alunos do quarto ano em testes de subitização e estimativa e no Teste de Desempenho Escolar (TDE). Temas Psicol. 2015;23(1):1-14.
Silva PA, Ribeiro FS, Santos FH. Cognição numérica em crianças com Transtornos Específicos de Aprendizagem. Temas Psicol. 2015;23(1):197-210.
Arias-Rodriguez I, Nascimento JM, Santos FH. Perfil de niños com déficits em la cognición numérica. Univ Psychol. 2017;16(3):1-10.
Molina J, Ribeiro FS, Santos FH, von Aster M. Cognição numérica de crianças pré-escolares brasileiras pela ZAREKI-K. Temas Psicol. 2015;23(1):123-35.
Vipiana VF, Mendonça Filho EJ, Fonseca RP, Giacomoni CH, Stein LM. Development of the Arithmetic Subtest of the School Achievement Test-Second Edition. Psicol Reflex Crit. 2016;29:39.
Stein LM. TDE: Teste de Desempenho Escolar: Manual para aplicação e interpretação. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1994.
Stein LM, Giacomoni CH, Fonseca RP. TDE II: Teste de Desempenho Escolar. 2ª ed. São Paulo: Vetor Editora; 2019.
Rodrigues SD, Riechi TIJS. Discalculia do desenvolvimento. In: Ciasca SM, Rodrigues SD, Azoni CAS, Lima RF, eds. Transtornos de Aprendizagem: Neurociência e interdisciplinaridade. Ribeirão Preto: Book Toy; 2015. p. 239-47.
Capovilla AGS, Montiel JM, Capovilla FC. Prova de aritmética. In: Capovilla AGS, Capovilla FC. Teoria e pesquisa em avaliação neuropsicológica. São Paulo: Memnon; 2007. p. 54-60.
Bastos JA. O cérebro e a matemática. São José do Rio Preto: Edição do Autor; 2005.
Carmo JS, Figueiredo RME. Aprendizagem, emoção e ansiedade matemática: indícios e vestígios de histórias de punição e fracasso no ensino da matemática. Rev Trilhas. 2005;7(15):85-93.
Moura-Silva MG, Torres Neto JB, Gonçalves TO. Bases Neurais da Ansiedade Matemática: implicações para o processo de ensino-aprendizagem. Bolema. 2020;34(66):246-67.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Sabrina Cardoso Tavares

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













