Convivendo e aprendendo com o TDAH
um estudo de caso
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20220010Palavras-chave:
TDAH, Psicopedagogia, Aprendizagem, EscolarizaçãoResumo
O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é de origem neurobiológica, deriva de um funcionamento alterado do cérebro, apresenta componentes genéticos e se manifesta antes dos 7 anos. A caracterização deste transtorno do neurodesenvolvimento ocorre pelos recorrentes comportamentos dispersivos, impulsivos e hiperativos que comprometem as relações humanas em diferentes espaços. Desta forma, é um desafio a pais e professores que buscam ressaltar as possibilidades em detrimento das supostas limitações. Não há uma metodologia de trabalho pré-definida, para cada caso faz-se necessário encontrar alternativas que promovam espaços de aprendizagem e desenvolvimento. No presente estudo de caso de um menino de 13 anos, cursando o sétimo ano do Ensino Fundamental e com diagnóstico de TDAH, foram utilizados como instrumentos de coletas de dados: a observação, relatórios de outros profissionais (professoras, psicopedagogas, psicólogas, fonoaudióloga, neuropediatra), atividades pedagógicas (leituras, interpretações de textos, produção escrita, exercícios de matemática), análise do material escolar, entrevistas e jogos. A análise dos dados buscou responder as seguintes questões: como mediar o processo de aprendizagem de um adolescente diagnosticado com TDAH, tendo como referência os pressupostos da Psicopedagogia? Qual deve ser a atuação da família e da escola para que as suas possibilidades de vir a ser não sejam sucumbidas pelo diagnóstico? Desprovida da intenção de oferecer respostas definitivas, é possível inferir sobre a necessidade de ação conjunta que envolva a família e a escola, conforme as demandas de cada caso, buscando superar as concepções conservadoras e patologizantes de atenção e preconizar a existência de diferentes modalidades atencionais.
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