Estudo piloto de validação do Programa de Estimulação da Atenção (PEA)
como promotor do sucesso atencional em crianças do 1º Ciclo do Ensino Básico em Portugal
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20220015Palavras-chave:
Atenção, Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção, Testes de Atenção, Programa de EstimulaçãoResumo
Este artigo resulta de uma investigação realizada no âmbito do Mestrado em Neuropsicologia Aplicada que pretendeu verificar o impacto da aplicação do Programa de Estimulação na Atenção (PEA), na capacidade atencional, numa amostra piloto, em crianças com idades entre 7 e 10 anos, durante 6 semanas (2 sessões por semana). Os resultados revelaram que antes da aplicação do PEA, com a aplicação do teste d2, a amostra evidenciou resultados em média no percentil 15. Com a avaliação do Teste Tartaruga da Ilha na prova de atenção simples (AS), as crianças mostram o valor mediano obtido no percentil 25; na atenção complexa (AC1) os alunos apresentam resultados próximos do percentil 25 e na segunda prova de atenção complexa (AC2) os resultados tendem para o percentil 20. Após a aplicação do PEA e reavaliados com as mesmas provas, verificamos que, no teste d2, a maioria dos alunos pontua no total global no percentil 55 e no teste da Tartaruga da Ilha os resultados da prova AS revelam que a maioria dos alunos acerta no percentil 60; na prova AC1 verifica-se que a maioria responde em média no percentil 55; na prova AC2, notamos que mais crianças, em média, tendem a responder em torno do percentil 60. Verificou-se, assim, que o PEA pode constituir um instrumento de intervenção cognitiva com potencial sucesso em crianças com diagnóstico de Perturbação da Hiperatividade e Défice de Atenção (PHDA) ou indicadas como desatentas, desconcentradas e desorganizadas. Aliás, resultados já evidenciados em 2017 quando da validação do PEA à população brasileira.
Downloads
Referências
Brickenkamp R., & Zilmer E. (2002). D2, Teste de Atenção. CEGOC, TEA.
Cantiere, C. N. (2014). Intervenção neuropsicológica para desenvolvimento de habilidades de atenção e flexibilidade cognitiva em crianças com TDAH [Dissertação de Mestrado, Universidade Presbiteriana Mackenzie]. http://tede.mackenzie.br/jspui/handle/tede/1634
Cardoso, C. D. O. (2017). Programas de intervenção neuropsicológica precoce-preventiva: estimulação das funções executivas em escolares [Tese de Doutoramento, Universidade Católica do Rio Grande do Sul]. http://tede2.pucrs.br/tede2/handle/tede/7287
Carvalho, C. F. D. (2017). Programa de estimulação das funções executivas: Contribuições para o desenvolvimento cognitivo de crianças em situação de vulnerabilidade e expostas ao manganês [Tese de Doutoramento, Universidade Federal da Bahia]. http://repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/25658
Costa S. Intervenção no Défice de Atenção. (2015). In R. S. Pereira (Org.). Abordagem multidisciplinar da aprendizagem. Qualconsoante.
Dalgalarrondo, P. (2000). Psicopatologia e semiologia dos transtornos mentais. Artmed.
DuPaul, G. J., & Eckert, T. L. (1997). The effects of school-based interventions for attention deficit hyperactivity disorder: A meta-analysis. School Psychology Review, 26(1), 5-27.
Endo, A. C. B., & Roque M. A. B. (2017). Atenção, memória e percepção: uma análise conceitual da Neuropsicologia aplicada à propaganda e sua influência no comportamento do consumidor. Intercom: Revista Brasileira de Ciências da Comunicação, 40(1), 77-96. https://doi.org/10.1590/1809-5844201715
Fabiano, G. A., Pelham, W. E., Jr, Coles, E. K., Gnagy, E. M., Chronis-Tuscano, A., & O’Connor, B. C. (2009). A meta-analysis of behavioral treatments for attention-deficit/hyperactivity disorder. Clinical Psychology Review, 29(2), 129-140.
Ferreira, C., & Rocha, A. M. (2007). D2: teste de atenção: manual técnico (adaptação) (1ª ed.). CEGOC-TEA.
Freitas, C. R. D., & Baptista, C. R. (2017). A atenção, a infância e os contextos educacionais. Psicologia & Sociedade, 29, e140387. http://dx.doi.org/10.1590/1807-0310/2017v29140387
Lima, R. F. D., Alves, R. J. R., Silva, F. C. P. D., Azoni, C. A. S., & Ciasca, S. M. (2017). Efeitos de uma reabilitação neuropsicológica para pacientes com dislexia. Revista Brasileira de Terapias Cognitivas, 13(1), 39-48. http://dx.doi.org/10.5935/1808-5687.20170007
Magno, I. (2016). TI - BAFEC: tartaruga da ilha: bateria de avaliação de funções executivas em crianças: manual do examinador. Qualconsoante.
Pereira, R. A. S., Costa S., & Pereira, V. (2017). Contributo do programa de estimulação na atenção – PEA - para alterações atencionais em alunos com TDAH. Revista Psicopedagogia, 34(105): 276-284. http://www.revistapsicopedagogia.com.br/detalhes/538/contributo-do-programa-de-estimulacao-na-atencao---pea---para-alteracoes-atencionais-em-alunos-com-tdah
Pereira, R. A. S., & Costa, S. (2013). Programa de estimulação na atenção – PEA. Qualconsoante.
Pereira, R. S., & Carvalho, J. P. (2019). Eficácia da Intervenção com o Programa de Estimulação Cognitiva – PEC – em Escolares com alterações Cognitivas. In Associação Brasileira de Dislexia (Org.), Transtornos de Aprendizagem, Dislexia, Cognição e Emoção. Qualconsoante.
Rodrigues, A. F. (2017). El impacto de la rehabilitación neuropsicológica en niños con TDAH [Tese de Doutoramento, Universidade da Extremadura]. http://hdl.handle.net/10662/6497
Rueda, F. J. M., & Monteiro, R. D. M. (2013). Bateria Psicológica para Avaliação da Atenção (BPA): desempenho de diferentes faixas etárias. Psico-USF, 18(1), 99-108. https://doi.org/10.1590/S1413-82712013000100011
Silva, E. M. F. da, Almeida, J. L. M. de, Silva, M. A., & Menezes, R. M. da C. (2019). Avaliação e reabilitação neuropsicológica em casos de TDAH. https://www.psicologia.pt/artigos/textos/A1315.pdf
Sternberg, R. J. (2008). Atenção e consciência. Psicologia cognitiva (pp. 71-114). Artmed.
Wagner, C. J. P. (2001). Atenção visual em crianças e adolescentes: um estudo a partir do paradigma de tempo de reação. [Dissertação de mestrado, Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul]. Repositório Digital LUME – UFRGS. https://lume.ufrgs.br/handle/10183/3337.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2022 Rafael Silva Pereira

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













