Psicopedagogia, desempenho e psicanálise
interlocução sobre a prática clínica
DOI:
https://doi.org/10.51207/2179-4057.20250039Palavras-chave:
Psicopedagogia, Psicanálise, Prática Clínica, Trabalho Psicopedagógico, Desempenho, AprendizagemResumo
Psicanálise e Psicopedagogia Clínica articulam-se a fim de gerarem subsídios a nossa prática profissional. O campo, com material suficiente para ressignificar as contribuições dessas associações, é composto de anotações feitas pela Autora durante os atendimentos de quatro adolescentes e três adultos, realizados de modo remoto em sua clínica particular na cidade do Rio de Janeiro nos anos de 2021 a 2023. A atitude investigativa que acolhe essas demandas se orienta pelo método clínico característico dos estudos de caso, pois permite a exploração e a descrição de complexidades não generalizáveis. O conjunto de dados qualitativos agrupados registram queixas de sujeitos que sofrem por não se perceberem capazes de atingir o alto desempenho prescrito nas instituições de ensino ou na esfera do trabalho. Suas demandas pelo trabalho psicopedagógico são originadas por formulações feitas pela escola, pela família ou por si próprio e se baseiam na suposição de que aqueles capazes dessa performance são mais bem sucedidos nos estudos e na profissão. O olhar clínico que acompanha esses atendimentos observa que escuta, diálogo, desenhos, jogos e outras atividades desenvolvidas conjuntamente trabalham para aumentar a compreensão sobre o nível simbólico da queixa que equiparamos ao sintoma. A expressão do mundo imaginário, excluído e não reconhecido, conduz o que está na dimensão da realidade cultural e na instância do inconsciente para a segurança da relação transferencial. Possibilitada essa emergência da ordem simbólica e desejante, a manifestação dos significados atribuídos define os contornos singulares das sintomáticas e dos processos de aprendizagem e desenvolvimento de cada um.
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