Jogos regrados e educação
concepções de docentes do ensino fundamental
Palavras-chave:
Educação, Jogos e Brinquedos, Docentes, Psicologia educacionalResumo
Os jogos regrados têm sido alvo de pesquisas, principalmente no tocante a sua influência no processo de ensino-aprendizagem. Em razão disso, realizamos pesquisa cujo objetivo, dentre outros, foi analisar a concepção docente sobre as contribuições do emprego dos jogos no processo educativo e no desenvolvimento psicológico. Para tanto, empregamos a teoria piagetiana acerca das relações entre a psicologia genética, os processos de ensino-aprendizagem e os jogos regrados. Os sujeitos foram docentes, escolhidos aleatoriamente, que lecionavam no Ensino Fundamental, de escolas municipais do interior de São Paulo. Para a coleta, utilizamos questionário e entrevista semi-estruturada. Quanto aos resultados, a) os professores mencionam os jogos regra dos como importante instrumento facilitador do processo de ensino-aprendizagem; b) não os relacionam ao desenvolvimento psicológico; e c) apesar de os considerarem positivos, a maioria deles não os emprega em aula, embora estudos demonstrem o seu valor para a concretização do processo educativo e do desenvolvimento psicológico.Downloads
Referências
Oliveira VB. O símbolo e o brinquedo: a representação da vida. Petrópolis: Vozes; 1992.
Kishimoto TM. O brincar e suas teorias. São Paulo: Pioneira; 2002.
Marquezini CP. Brincar e desenvolvimento: um estudo sobre as concepções de professores de educação infantil [Dissertação]. Assis: Universidade Estadual Paulista; 2005.
Macedo L. Para uma psicopedagogia construtivista. In: Alencar ES, org. Novas contribuições da psicologia aos processos de ensino e aprendizagem. São Paulo: Cortez; 1992. p.119-40.
Wajskop G. Brincar na pré-escola. São Paulo: Cortez; 1999.
Patto MHS. A produção do fracasso escolar: histórias de submissão e rebeldia. São Paulo: T. A. Queiroz; 1990.
Moyses MAA, Collares CAL. A história não contada dos distúrbios de aprendizagem. Cadernos CEDES. 1992;28:31-47.
Brasil. Estatuto da criança e do adolescente. Brasília: Câmara dos Deputados; 2001(Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, Lei nº 8.242, de 12 de outubro de 1991).
La Taille Y. Limites: três dimensões educacionais. São Paulo: Ática; 1998.
Pereira MCR. A leitura na literatura infantil brasileira: a metodologia da personagem professor [Dissertação]. Presidente Prudente: Universidade Estadual Paulista; 2006.
Lombardi LMSS. Jogo brincadeira e prática reflexiva na formação de professores [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2005.
Costa AQ. Mídias e jogos: do virtual para uma experiência corporal educativa [Dissertação]. Rio Claro (SP): Universidade Estadual Paulista; 2006.
Amate FC. Desenvolvimento de jogos computadorizados para auxiliar a aquisição da base alfabética de crianças [Tese]. São Carlos: Universidade Federal de São Carlos; 2007.
Baptista CM. MSys: uma ferramenta de acompanhamento de atividades para sistemas de aprendizado eletrônico [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2007.
Monteiro FP. Transformação das aulas de educação física: uma intervenção através dos jogos cooperativos [Dissertação]. Campinas: Universidade Estadual de Campinas; 2006.
Medeiros WA. Miritibrincando, miritizando: ludicidade, educação e inclusão [Tese]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2006.
Afonso RC. O professor e o lúdico na educação infantil: um estudo das concepções sobre o brincar em histórias de vida [Dissertação]. Assis: Universidade Estadual Paulista; 2006.
Blanco MR. Jogos cooperativos e educação infantil: limites e possibilidades [Dissertação]. São Paulo: Universidade de São Paulo; 2007.
Piaget J. Le jugement moral chez l’enfant. Paris: PUF; 1932.
Piaget J. La formation du sýmbole chez l’enfant. Neuchâtel: Delachaux; 1946.
Piaget J. Six études de psychologie. Genève: Éditions Gonthier; 1964.
Piaget J, Inhelder B. A psicologia da criança. Rio de Janeiro: Bertrand; 1968.
Macedo L. Ensaios construtivistas. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1994.
Macedo L, Petty ANS, Passos NC. Quatro cores, senha e dominó: oficinas de jogos em uma perspectiva construtivista e psicopedagógica. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1997.
Macedo L, Petty ANS, Passos NC. Aprender com jogos e situações-problema. Porto Alegre: Artes Médicas Sul; 2000.
La Taille Y. Piaget, Vygotsky, Wallon: teorias psicogenéticas em discussão. São Paulo: Summus; 1992.
Castorina JA. Psicologia genética: aspectos metodológicos e implicações pedagógicas. Porto Alegre: Artes Médicas; 1988.
Carraher TN. O método clínico: usando os exames de Piaget. São Paulo: Cortez; 1994.
Triviños ANS. Introdução à pesquisa em ciências sociais. São Paulo: Atlas; 1987.
Ludke M, Andre MEDA Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU; 1986.
Minayo MCS. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis: Vozes; 1994.
Piaget J. La représentation de l’espace chez l’enfant. Paris: PUF; 1926.
Piaget J. Problemas de psicologia genética. In: Piaget J, ed. Os pensadores. São Paulo: Abril Cultural; 1983. p.209-25.
Brasil. Ministério da Educação e do Desporto. Secretaria de Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares Nacionais. Brasília: Ministério da Educação e do Desporto; 1997.
Silva NP. Ética, indisciplina & violência nas escolas. Petrópolis: Vozes; 2004.
Becker F. Educação e construção do conhecimento. Porto Alegre: Artmed; 2001.
Moscovici S. Social representations: explorations in social psychology. New York: Polity Press; 2000.
Bruckner P. La tentation de l’innocence. Paris: Grasser; 1995.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2010 Nelson Pedro-Silva, Manoela de Fátima Cabral Simili

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













