A memória de curto prazo do universitário e a prática de jogos

um estudo comparativo

Autores

  • Oldemar Nunes Universidade Metodista de São Paulo
  • Vera Barros de Oliveira Universidade Metodista de São Paulo

Palavras-chave:

Memória De Curto Prazo, Jogos E Brinquedos, Aprendizagem

Resumo

Objetivo: Este estudo avalia inicialmente a memória de curto prazo (MCP) de estudantes universitários; verifica, a seguir, a frequência de sua prática de jogos e, finalmente, compara os dois resultados. Parte da hipótese de que a prática de jogos influencia na memória de curto prazo. Método: Utiliza-se do Teste Pictórico de Memória (TEPIC-M), de Rueda e Sisto, e de escala auto-avaliativa de prática de jogos nas modalidades de Jogos de Movimento (JM), de raciocínio (JR) e digitais (JD). Desenvolve-se junto a 100 universitários, de ambos os sexos, em universidade estadual localizada em cidade de pequeno porte, no interior da Bahia. Resultados: Os níveis de MCP encontrados foram muito baixos, com 91% abaixo da média. A prática de jogos verificada, em suas diversas modalidades, também foi baixa, sendo que 74% não praticam JM, 61% não praticam JR e 70% não praticam JD. A comparação entre os resultados do TEPIC-M e a frequência de participação em JM revelou-se positiva, uma vez que os que não praticam JM, JR e JD não atingiram sequer o nível médio de MCP, dados comprovam estudos sobre a importância dos jogos para o processamento mental. Foi também possível identificar dificuldades na escrita dos participantes nas folhas resposta do TEPIC-M. Por outro lado, foi observada grande motivação dos alunos a participar da pesquisa, o que sugere que propostas de ensino mais dinâmicas e interativas, inclusive com a participação de jogos, venha a contribuir para sua MCP e aprendizagem em geral.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Oldemar Nunes, Universidade Metodista de São Paulo

Mestrado em Psicologia da Saúde pela Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo.

Vera Barros de Oliveira, Universidade Metodista de São Paulo

Professora Titular do Mestrado em Psicologia da Saúde pela Faculdade de Saúde da Universidade Metodista de São Paulo.

Referências

Pavão R. Aprendizagem e memória. Rev Biol. 2008;1:16-20.

Zimmer M. A interdependência entre a recodificação e a decodificação durante a leitura. Letras de Hoje. 2001;36(3):409-15.

Schwartz B, Reisberg D. Learning and memory. New York: W.W. Norton; 1991.

Rueda FJM, Sisto FF. Teste pictórico de memória (TEPIC-M). São Paulo: Vetor; 2007.

Izquierdo I. Memória. Porto Alegre: Artmed; 2000.

Silva AL. Departamento de Psicologia Experimental e do Trabalho, Pesquisador da UNESP, Faculdade de Ciências e Letras da Universidade Estadual Paulista, 2005. Disponível em URL: http://www.uraonline.com.br/saude/saude05/memoria_fraca.html.

Verceze NCA, Marques SL, Galera C. A natureza da representação de cenas visuais: evidências baseadas no efeito de tarefas intervenientes na codificação das distâncias entre objetos. Paidéia. 2006;16:215-23.

Sprenger M. Como ensinar para o aluno lembrar. Porto Alegre: Artmed; 2008.

Bear MF, Connors BW, Paradiso M. Neurociências: desvendando o sistema nervoso. Porto Alegre: Artmed; 2002.

Helene AF, Xavier GF. Memória e (a elaboração da) percepção, imaginação, inconsciente e consciência. In: Landeira-Fernandez J, Silva MTA, orgs. Intersecções entre psicologia e neurociências. Rio de Janeiro: MedBook; 2007. p.103-48.

Geis PP. Atividade física e saúde na terceira idade. Porto Alegre: Artmed; 2000.

Pivetta M. Retratos do entardecer. Rev Pesq FAPESP. 2003;87.

Craik FIM, Byrd M. Aging and cognitive deficits: the role of attentional resources. In: Craik FIM, Trehub SE, orgs. Aging and cognitive processes. New York: Plenum Press; 1982. p.191-211.

Isaki E, Plante E. Short-term and working memory differences in language / learning disabled and normal adults. J Communication Disorders 1997;427-37.

Damásio A. Em busca de Espinosa: prazer e dor na ciência dos sentimentos. São Paulo: Companhia das Letras; 2003.

Guyton AC. Neurociência básica. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1993.

Antunha EG. Avaliação neuropsicológica na puberdade e na adolescência. In: Oliveira VB, Bossa NA, orgs. Avaliação psicopedagógica do adolescente. Petrópolis: Vozes; 2008. p.133-51.

Vieira T, Carneiro MS. O brincar na sala de espera de um ambulatório pediátrico: possíveis significados. In: Bomtempo E, Antunha ELG, Oliveira VB, orgs. Brincando na escola, no hospital, na rua... Rio de Janeiro: Wak; 2006.

Piaget J. A formação do símbolo na criança: imitação, jogo e sonho, imagem e representação. Rio de Janeiro: Jorge Zahar; 1978.

Oliveira VB. O símbolo e o brinquedo: a representação da vida. Petrópolis: Vozes; 1998.

Kerns KA. The CyberCruiser: an investigation of development of prospective memory in children. J Int Neuropsychol Soc. 2000;6:62-70.

Oliveira VB. Jogos de regras e a resolução de problemas. Petrópolis: Vozes; 2007.

Campitelli G, Gobet F, Parker A. Structure and stimulus familiarity: a study of memory in chess-players with functional magnetic resonance imaging. Span J Psychol. 2005;8(2):238-45.

National Institute of Mental Health. Imaging study shows brain maturing, 2004. Disponível em URL: http://www.nimh.nih.gov/science-news/2004/imaging-study-shows-brain-maturing.shtml.

Gorodscy RC, Zago DC, Gava PM. Memória, corpo e envelhecimento, 2002. Disponível em URL: http://www.portaldoenvelhecimento.net/memoria/memoria6.htm.

Verghese J, Lipton RB, Katz MJ, Hall CB, Derby CA, Kuslansky G, et al. Leisure activities and the risk of dementia in the elderly. N Engl J Med. 2003;348(25):2508-16.

Diem L. El deporte en la infancia. Buenos Aires: Praidas; 1979.

Antunha EG. Brincadeiras infantis, funções cerebrais e alfabetização. In: Bomtempo E, Antunha E, Oliveira V, orgs. Brincando na escola, no hospital, na rua... Rio de Janeiro: Wak; 2006.

Downloads

Publicado

2010-04-01

Como Citar

Nunes, O., & Oliveira, V. B. de. (2010). A memória de curto prazo do universitário e a prática de jogos: um estudo comparativo. Revista Psicopedagogia, 27(82), 59–67. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/633

Edição

Seção

Artigo Original