A eficácia de estratégias de remediação fonoaudiológica na avaliação das dificuldades de aprendizagem
Palavras-chave:
Leitura, Aprendizagem, Transtornos de aprendizagemResumo
Objetivos: Analisar a eficácia da intervenção fonoaudiológica utilizando estratégias de remediação na avaliação das dificuldades de aprendizagem como no desenvolvimento de habilidades linguístico-cognitivas relacionadas ao aprendizado da leitura. A utilização da metodologia de resposta à intervenção visa distinguir dificuldades transitórias daquelas que indicariam transtornos específicos de aprendizagem. Método: Foram estudados os protocolos de avaliação e intervenção aplicados em 48 crianças do 1º ano do Ensino Fundamental de escola federal de ensino da cidade do Rio de Janeiro. As mesmas foram reavaliadas quanto às habilidades linguístico-cognitivas, após um ano de intervenção fonoaudiológica, a fim de investigar os benefícios de tal estimulação. Resultados: Todas as crianças se beneficiaram da intervenção, porém, os efeitos desta foram mais expressivos em crianças com alteração em poucos componentes do processamento fonológico. As crianças que apresentaram déficits importantes no processamento fonológico obtiveram ganhos nessa habilidade, mas parecem demorar mais para transpor esses avanços para as habilidades de leitura. Conclusão: A intervenção precoce se mostrou eficaz na estimulação do processamento fonológico, quer na prevenção quer na remediação de dificuldades na aprendizagem da leitura.Downloads
Referências
Snowling M, Hulme C. The development of phonological skills. Philosophical transactions of the Royal Society of London. 1994; 346:21-7.
Capellini SA, Sampaio MN, Kawata KHS, Padula NAMR, Santos LCA, Lorencetti MD et al. Eficácia terapêutica do programa de remediação fonológica em escolares com dislexia do desenvolvimento. Rev CEFAC. 2010;12(1):27-39.
Catts HW. Identificação precoce da dislexia. In: Dislexia: novos temas, novas perspectivas. In: Alves LM, Mousinho R, Capellini AS, org. Dislexia: novos temas, novas perspectivas. Rio de Janeiro:Walk;2011.
Snowling M, Stackhouse J. Dislexia, fala e linguagem: um manual do profissional. Porto Alegre:Artmed;2004.
Catts HW, Kamhi AG. Language and reading disabilities. 2nd ed. Boston: Allyn & Bacon;2005.
Zorzi JL. Aprendizagem e distúrbios da linguagem escrita: questões clínicas e educacionais. Porto Alegre:Artmed;2003.
Gombert JE. Metalinguistic development. London:Harvester-Wheatsheaf; 1992.
Capellini SA, Lanza SC. Desempenho de escolares em consciência fonológica, nomeação rápida, leitura e escrita. Pró-Fono. 2010; 22(3):239-44.
Mousinho R, Mesquita F, Leal J, Pinheiro L. Compreensão, velocidade, fluência, e precisão de leitura no segundo ano do ensino. Psicopedagogia. 2009;79:48-54.
Goswami U. The relationship between phonological awareness and orthographic representation in different orthographies. In: Harris M, Hatano G, eds. Learning to read and write: a cross-linguistic perspective. Cambridge: Cambridge University Press;1999. p.134-56.
Justi CNG. A contribuição do processamento fonológico, da consciência morfológica e dos processos subjacentes à nomeação seriada rápida para a leitura e a escrita no português brasileiro [Tese de Doutorado]. Recife: Universidade Federal de Pernambuco; 2009.
Bradley P, Bryant P. Categorizing sounds and learning to read: a casual connection. Nature. 1983;301:419-521.
Alves LM. Introdução à dislexia do desenvolvimento. In: Alves LM, Mousinho R, Capellini SA, org. Dislexia: novos temas, novas perspectivas. Rio de Janeiro:Wak;2011.
Mousinho R, Correa J. O desenvolvimento do processamento fonológico e da leitura do 1º ao 4º ano do ensino fundamental: implicações para a intervenção precoce. In: Alves LM, Mousinho R, Capellini SA, org. Dislexia: novos temas, novas perspectivas. Rio de Janeiro:Wak;2011.
Martins MA, Capellini SA. Intervenção precoce em escolares de risco para a dislexia: revisão da literatura. Rev CEFAC. 2011; 13(4): 749-55.
Fletcher JM. Dyslexia: the evolution of a scientific concept. J Int Neuropsychol Soc. 2009; 5(4):501-8.
Broom YM, Doctor EA. Developmental phonological dyslexia: a case study of the efficacy of a remediation program. Cognitive Neuropsychol. 1995;12(7):725-66.
Silva APC, Capellini SA. Programa de remediação fonológica em escolares com dificuldade de aprendizagem. J. Soc Bras Fonoaudiol. 2011;23(1):13-20.
Cielo CA. Habilidades de consciência fonológica em crianças de 4 a 8 anos de idade [Tese de Doutorado]. Porto Alegre: PUC-RGS Faculdade de Letras. Curso de Pós-Graduação em Letras;2001. 133p.
Kessler TM. Estudo da memória de trabalho em pré-escolares [Dissertação de Mestrado]. São Paulo:Universidade Federal de São Paulo, Escola Paulista de Medicina;1997. 36p.
Bogossian MADS, Santos MJ. Teste Illinois de habilidades psicolinguísticas. Adaptação brasileira. Florianópolis:Tamasa;1977.
Denckla MB, Rudel RG. Rapid automatized naming (RAN): dyslexia differ differentiated from other learning disabilities. Neuropsychologia. 1976;14(4):471-9.
Capovilla AGS, Capovilla FC. Efeitos do treino de consciência fonológica em crianças com baixo nível sócio-econômico. Psicologia: Reflexão e Critica. 2000;13(1):7-24.
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2012 Lia Pinheiro, Jane Correa, Renata Mousinho

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License.













