Professores de creche e suas representações sociais sobre crianças de 0 a 3 anos

Autores

  • Flávia Cristina Costa Moreno Centro Universitário UNIFIEO
  • Roberto Carlos Sonego Centro Universitário UNIFIEO
  • Beethoven Hortencio Rodrigues da Costa Universidade Ibirapuera
  • Maria Laura Puglisi Barbosa Franco Centro Universitário UNIFIEO

Palavras-chave:

Geração Alpha, Criança, Desenvolvimento Infantil, Neurociência, Representações Sociais

Resumo

Esta pesquisa tem como objetivo identificar e interpretar as representações sociais de professores de creche sobre a criança de 0 a 3 anos. As Representações Sociais permitem antecipar determinadas ações do sujeito a partir de como ele se posiciona a respeito de algo, pois sua forma estruturada de estudar as concepções de mundo, símbolos, imagens, opiniões e crenças delineiam um modelo social, com uma imagem hierarquizada de seus elementos, que evidencia de forma preditiva a tendência do comportamento do sujeito, ou seja, sua orientação para ação. Tratou-se de uma pesquisa mista e empírica, em que participaram 73 professores de creche pertencentes a uma rede de ensino municipal da Grande São Paulo. Como instrumento foram utilizados um questionário e a técnica de associação livre de palavras. A análise quantitativa dos dados foi realizada por meio do software IRAMUTEQ e teve como base a organização das classes – Dendograma, correlação de palavras – Similitude, Nuvem de Palavras e a Análise Prototípica de palavras. Posteriormente, os dados foram submetidos à Análise de Conteúdo (AC). Os resultados foram sistematizados em três categorias temáticas, a saber: Aspectos relacionados aos Limites e Regras; ao Contato Familiar e à Cognição. Para os professores participantes, as crianças contemporâneas demonstram ser mais inteligentes, ativas e conectadas à tecnologia, contudo, lhes faltam a delimitação de limites e regras e tempo de convívio familiar.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Flávia Cristina Costa Moreno, Centro Universitário UNIFIEO

Mestrado e Doutorado em Psicologia Educacional e Coach, Centro Universi­tário UNIFIEO, Osasco, SP.

Roberto Carlos Sonego, Centro Universitário UNIFIEO

Mestre em Psicologia Educacional, doutorando em Psicologia Educacional, Centro Universitário UNIFIEO, Osasco, SP.

Beethoven Hortencio Rodrigues da Costa, Universidade Ibirapuera

Mestre em Psicologia, Doutor em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano, professor titular da Universidade Ibirapuera, professor colaborador do Centro Universitário UNIFIEO, Osasco, SP.

Maria Laura Puglisi Barbosa Franco, Centro Universitário UNIFIEO

Mestrado e Doutorado em Psicologia da Educação pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Professora Livre Docente pela UNICAMP. Docente do Programa de Mestrado em Psicologia Educacional do Centro Universitário UNIFIEO, Osasco, SP.

Referências

Lima R. Perfil das Gerações no Brasil: as Gerações X, Y, Z e seus perfis políticos. São Paulo: Baraúna; 2012.

Serrano DP. Geração Baby Boomer. 2010. [acesso 2017 Out 24]. Disponível em: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos/Geracao_Baby_Boomer.htm

Furia F. Geração Alpha e o futuro da educação. Rev Tutores. 2014;2:7-20.

Ariès P. História social da criança e da família. 2a ed. Rio de Janeiro: LTC Editora; 1981.

Brasil. Ministério da Educação. Lei Nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as Diretrizes e Bases da Educação Nacional. Brasília: Ministério da Educação; 1996.

Brasil. Ministério da Educação. Lei Nº 13.005, de 25 de junho de 2014. Aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) 2014-2024 e dá outras providências. Brasília: Ministério da Educação; 2014.

Didonet V. Creche: a que veio... para onde vai... Em Aberto. 2001;18(73):11-27.

Jodelet D. Représentations sociales: un domaine en expansion. In: Jodelet D, org. As Representações Sociais. Rio de Janeiro: EDUERJ; 2001. p. 17-44.

Franco MLPB. Representações sociais, ideologia e desenvolvimento da consciência. Cad Pesqui. 2004;34(121):169-86.

Moscovici S. Representações Sociais: investigação em psicologia social. Petrópolis: Vozes; 2012.

Alves-Mazzotti AJ. Representações sociais: aspectos teóricos e aplicações à educação. Rev Múlt Leit. 2008;1(1):18-43.

Franco MLPB. Análise de Conteúdo. Brasília: Liber Livro; 2012.

Bardin L. Análise de Conteúdo. Lisboa: Edições 70; 2011.

Laplanche J, Pontalis J. Vocabulário da Psicanálise. São Paulo: Martins Fontes; 2001.

Camargo BV, Justo AM. IRAMUTEQ: um software gratuito para análise de dados textuais. Temas Psicol. 2013;21(2):513-8.

Nascimento ARA, Menandro PRM. Análise lexical e análise de conteúdo: uma proposta de utilização conjugada. Estud Pesqui Psicol. 2006;6(2):72-88.

Aragão M, Kreutz L. Decorrências da Representação sobre o papel docente na construção de limites com crianças da Educação Infantil: desafios e possibilidades. In: Anais do V Congresso Internacional de Filosofia e Educação; 17-20 Maio 2010; Caxias do Sul, RS, Brasil. 14 p.

Oliveira ZMR. Educação Infantil: muitos olhares. São Paulo: Cortez; 2008.

Dessen MA, Polonia AC. A família e a escola como contextos de desenvolvimento humano. Paidéia (Ribeirão Preto). 2007;17(36):21-32.

Brasil. Ministério da Educação. Lei Nº 8.069, de 13 de julho de 1990. Dispõe sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente e dá outras providências. Brasília: Ministério da Educação; 1990.

Lima ES. Fundamentos da Educação Infantil. São Paulo: Inter Alia; 2016.

Freud S. O método psicanalítico em Freud (1904 [1903]). In: Edição standard brasileira das obras psicológicas completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago; 1996. p. 233-40.

Galvão I. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. São Paulo: Vozes; 2002.

Downloads

Publicado

2017-12-01

Como Citar

Moreno, F. C. C., Sonego, R. C., Costa, B. H. R. da, & Franco, M. L. P. B. (2017). Professores de creche e suas representações sociais sobre crianças de 0 a 3 anos. Revista Psicopedagogia, 34(105), 297–309. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/349

Edição

Seção

Artigo Original