Pessoas com a síndrome de Ehlers Danlos e hipermobilidade articular nas escolas

perspectivas inclusivas

Autores

  • Sandra Maria Corrêa Miller Centro Paula Souza da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo

Palavras-chave:

Hipermobilidade Articular, Síndrome de Ehlers-Danlos-Tipo Hipermobilidade, Inclusão (Educação), Formação e Integração de Profissionais da Educação e Saúde

Resumo

Algumas lacunas presentes no sistema educacional não contemplam reflexões fundamentais sobre os transtornos de aprendizagem relacionados a diferentes síndromes estudadas e sobre aportes necessários para a recepção da população sindrômica nas escolas. Fazendo uma revisão da literatura, tipo narrativa, este artigo aborda a necessidade de atenção à inclusão integrativa das pessoas com síndrome de Ehlers Danlos-Tipo Hipermobilidade (SED-TH), doença hereditária do tecido conjuntivo, e da benigna Hipermobilidade Articular (HA), pelo fato de alguns estudos tecerem considerações sobre a associação existente entre estas condições e possíveis transtornos de aprendizagem e as limitações apresentadas pelas pessoas com SED-TH e HA. Além de indicar a prevalência e o desconhecimento sobre a síndrome, é apontada a necessidade de um estudo populacional em escolas, visando sua identificação e divulgação. Por meio da integração entre Educação e Saúde e uma abordagem multidisciplinar, seria possível definir estratégias e meios de oferecer atenção diferenciada nas escolas aos sindrômicos e hipermóveis, oportunizando a integração social e impulsionando a aprendizagem, para evitar estigmatizar pessoas nestas condições. A informação e capacitação de educadores, de outros profissionais envolvidos e de familiares são estratégias-chave nesse processo de recepção e integração destes educandos nas escolas e a apresentação de questionários de autoavaliação, guias e manuais voltados para informação de profissionais da área da educação no que se refere à SED-TH e HA destacam-se como possíveis ferramentas, assim como o estabelecimento de parcerias para atendê-los e a utilização das redes públicas de formação de professores para a divulgação e capacitação sobre a SED-TH e HA.

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Biografia do Autor

Sandra Maria Corrêa Miller, Centro Paula Souza da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo

Bióloga. Especialista em Psicopedagogia. Professora do Centro Paula Souza da Secretaria do Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo. Especialista e Educadora Ambiental da Secretaria do Meio Ambiente do Estado de São Paulo, São José do Rio Preto, SP.

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Publicado

2018-08-01

Como Citar

Miller, S. M. C. (2018). Pessoas com a síndrome de Ehlers Danlos e hipermobilidade articular nas escolas: perspectivas inclusivas. Revista Psicopedagogia, 35(107), 217–230. Recuperado de https://revistapsicopedagogia.com.br/revista/article/view/323

Edição

Seção

Artigo de Revisão