VOLUME 27 - EDIÇÃO 82 Jan/ Abr - 2010

Editorial
Artigo Original

2 - Desenvolvimento sociomoral no contexto escolar: uma experiência com crianças do ciclo I - Ensino Fundamental

Sociomoral development in the school context: an experience with children from the first cycle - elementary school

Terezinha Ferreira da Silva Colombo; Carmen Lúcia Dias

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):3-14

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O presente estudo tem como objetivo descrever situações vivenciadas no contexto escolar, tendo como foco principal a análise do pensamento e do desenvolvimento moral de um grupo de crianças, frente aos dilemas reais emergidos desta convivência. A fim de possibilitar esta análise, foram propostas ao grupo (por meio de assembleias) discussões e reflexões acerca das hipóteses sugeridas pelo grupo para cada dilema. A obra "O Juízo Moral na Criança", de Jean Piaget, foi o alicerce no qual nos pautamos teoricamente na condução do trabalho. As crianças do grupo analisado têm entre sete e oito anos e pertencem a uma classe de 1ª série de uma Escola Municipal de Ensino Fundamental (E.M.E.F.), situada na periferia da cidade de Marília, SP. Como instrumento de coleta de dados (dilemas) e análise do grupo, utilizamos a Entrevista Clínica Piagetiana, descrita por Juan Delval. Os dilemas reais experienciados são, em primeiro plano, estímulos para os sujeitos, pois suscitam um conflito entre diferentes tipos de normas, expondo a forma de pensamento frente a eles. Os dilemas selecionados para este estudo abarcam temas referentes à Cooperação, Agressão física e verbal e Constituição e cumprimento de regras. As respostas dadas pelos sujeitos durante as assembleias foram agrupadas em categorias e a análise permitiu conhecer, por meio de suas explicações, o seu pensamento e as propriedades que atribui à realidade. A participação das crianças na busca de resolução dos conflitos promoveu estímulos para o avanço em direção à autonomia moral do grupo.

3 - Aspectos da avaliação neurológica em escolares disléxicos

Aspects of the neurological assessment in dislexic schoolchildren

Maria Imaculada Merlin de Carvalho; Vanda Maria Gimenes Gonçalves; Carlos Eduardo de Barros; Cíntia Alves Salgado; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):15-26

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OBJETIVO: O objetivo desse estudo foi propor semiologia neurológica detalhada em escolares portadores de dislexia do desenvolvimento, comparados ao grupo sem dificuldade escolar.
MÉTODO: O Grupo Disléxico foi constituído por 12 escolares, sendo apenas 1 do sexo feminino. Foram excluídos os alunos com dificuldade escolar, retardo mental, deficiência visual e auditiva. Pareados por sexo e idade com o Grupo Controle, recrutados em classes regulares, com leitura adequada para a série escolar. Utilizados Exame Neurológico Tradicional, Exame Neurológico Evolutivo e Quick Neurological Screening Test II (QNST II).
RESULTADOS: A pontuação total do QNST II identificou corretamente o Grupo Disléxico, com média de pontuação total significativamente maior. Alguns subtestes discriminaram os grupos, com média de pontuação significativamente maior no Grupo Disléxico nos subtestes: habilidade manual, reconhecimento e produção de figuras, reprodução de formas na palma da mão, padrões sonoros, movimentos manuais reversos, rápidos e repetitivos; extensão de braços e pernas; ficar em uma só perna; irregularidades comportamentais.

4 - Interrelação entre processamento fonológico e compreensão leitora do 2º ao 4º ano do ensino fundamental: um estudo longitudinal

Interrelationship between phonological processing and reading comprehension in the 2nd to 4th grade of elementary school: a longitudinal study

Renata Mousinho; Jane Correa

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):27-35

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INTRODUÇÃO: A relação entre as habilidades linguístico cognitivas do processamento fonológico para a compreensão de textos lidos é examinada ao longo do 2º, 3º e 4º anos do ensino fundamental.
MÉTODO: Foram entrevistadas individualmente 45 crianças durante 3 anos sequenciais, no início do ano letivo, para a avaliação da compreensão da leitura e cada uma das habilidades fonológicas: consciência fonológica, memória de trabalho e nomeação automatizada.
RESULTADOS: Todas as habilidades do processamento fonológico correlacionaram-se significativamente com a compreensão leitora no início do processo de letramento escolar. Nesta fase, a compreensão mostra-se ainda depende do automatismo da leitura, que deve ser precisa, veloz e fluente.
CONCLUSÃO: A memória de trabalho fonológica, bem como a consciência silábica, correlacionaram-se com a compreensão em todas as séries estudadas, sugerindo a importância das habilidades de processamento fonológico na dinâmica de integração do texto no ato de leitura.

5 - Conhecimento das regras de correspondência grafo-fonêmicas por escolares de 1ª a 4ª série com e sem dificuldades de aprendizagem

Knowledge of grafo-phonemic rules by students from 1st to 4th grades with and without learning difficulties

Natália Fusco; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):36-46

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OBJETIVO: Este estudo teve por objetivos caracterizar e comparar o nível de conhecimento dos escolares de 1ª a 4ª com e sem dificuldades de aprendizagem quanto ao uso das regras de correspondência grafema-fonema do português brasileiro.
MÉTODO: Participaram deste estudo 120 escolares de escola pública municipal, de 1ª e a 4ª série, de ambos os gêneros, na faixa etária de 7 a 10 anos e 11 meses de idade. Os escolares foram distribuídos por série em 8 grupos, sendo do GI ao GIV composto por escolares sem dificuldades de aprendizagem e do GV ao GVIII composto por escolares com dificuldades de aprendizagem. Foi aplicado o Protocolo de Avaliação de Leitura, composto por 6 subtestes: prova de palavras regulares, prova de palavras irregulares, prova de palavras regulares incorretas com trocas visuais, prova de palavras regulares incorretas com trocas fonológicas, prova de palavras incorretas homófonas e prova de pseudopalavras.
RESULTADOS: OOs resultados revelaram que os escolares dos GI, GII, GIII e GIV obtiveram desempenho superior em relação aos GV, GVI, GVII e GVIII nos subtestes de Palavras Incorretas com Troca Fonológica, Palavras Regulares, Pseudopalavras e Palavras Incorretas com Troca Visual e os escolares do GIV obtiveram desempenho superior ao GVIII nas categorias de Palavras incorretas com Troca Fonológica, Palavras Irregulares e Pseudopalavras.
CONCLUSÃO: OOs resultados evidenciaram que os escolares dos grupos com dificuldades de aprendizagem apresentaram falhas no conhecimento e reconhecimento de regras ortográficas se comparada aos escolares sem dificuldades de aprendizagem.

6 - Dislexia e processamento sintático

Dyslexia and the syntactic processing

Luciana Mendes; Marcus Maia; Gastão Coelho Gomes

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):47-58

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INTRODUÇÃO: A dislexia é um transtorno específico de leitura amplamente estudado em diversas áreas de conhecimento científico, sendo comprovado que disléxicos apresentam déficits fonológicos na leitura.
MÉTODO: Visando investigar o nível sintático de processamento, realizamos esta pesquisa focando na análise da sensibilidade à aposição sintática e à concordância entre sujeito e verbo em orações relativas apostas a um sintagma nominal complexo em português brasileiro. Contrastamos crianças disléxicas com crianças sem problemas na leitura.
RESULTADOS: Os resultados demonstraram que crianças não disléxicas tiveram preferência por aposição local no processamento imediato da sentença (processamento on-line), enquanto que crianças disléxicas não demonstram sensibilidade rápida à localidade da aposição sintática neste tipo de estrutura. Na interpretação da frase (processamento off-line), ambos os grupos, disléxicos e não-disléxicos, preferiram aposição não local.
CONCLUSÃO: Concluímos que, embora haja diferenciação no processamento on-line entre os grupos, no processamento off-line, onde se dá a interpretação das frases, não há diferença entre os grupos disléxico e não-disléxico. Estes resultados reforçam a existência dos modelos de processamento em dois estágios, nos quais há dois momentos no processamento: um mais reflexo, onde o parser atua; outro reflexivo, de interpretação, influenciado pelos demais níveis linguísticos, semântico e pragmático. Os disléxicos parecem contar apenas com a interpretação final, utilizando pistas semânticas relacionadas à maior saliência perceptual do núcleo do sintagma complexo. Em relação ao contexto escolar dos disléxicos, esta pesquisa reforça a ideia de que os disléxicos não apresentam dificuldade de compreensão do material lido, embora demorem mais tempo para ler.

7 - A memória de curto prazo do universitário e a prática de jogos: um estudo comparativo

The university student short-term memory and the practice of games: a comparative study

Oldemar Nunes; Vera Barros de Oliveira

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):59-67

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OBJETIVO: Este estudo avalia inicialmente a memória de curto prazo (MCP) de estudantes universitários; verifica, a seguir, a frequência de sua prática de jogos e, finalmente, compara os dois resultados. Parte da hipótese de que a prática de jogos influencia na memória de curto prazo.
MÉTODO: Utiliza-se do Teste Pictórico de Memória (TEPIC-M), de Rueda e Sisto, e de escala auto-avaliativa de prática de jogos nas modalidades de Jogos de Movimento (JM), de raciocínio (JR) e digitais (JD). Desenvolve-se junto a 100 universitários, de ambos os sexos, em universidade estadual localizada em cidade de pequeno porte, no interior da Bahia.
RESULTADOS: Os níveis de MCP encontrados foram muito baixos, com 91% abaixo da média. A prática de jogos verificada, em suas diversas modalidades, também foi baixa, sendo que 74% não praticam JM, 61% não praticam JR e 70% não praticam JD. A comparação entre os resultados do TEPIC-M e a frequência de participação em JM revelou-se positiva, uma vez que os que não praticam JM, JR e JD não atingiram sequer o nível médio de MCP, dados comprovam estudos sobre a importância dos jogos para o processamento mental. Foi também possível identificar dificuldades na escrita dos participantes nas folhas resposta do TEPIC-M. Por outro lado, foi observada grande motivação dos alunos a participar da pesquisa, o que sugere que propostas de ensino mais dinâmicas e interativas, inclusive com a participação de jogos, venha a contribuir para sua MCP e aprendizagem em geral.

Relato de Experiência

8 - Alunos com dificuldades na escrita: produção de sentidos subjetivos na oficina de palavras

Students with difficulties in writing: production of subjective sense of words in the workshop

Beatriz Judith Lima Scoz; Deborah Regina Motta R. Lucchini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):68-77

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Este estudo constituiu-se em uma dissertação de mestrado, na qual se pesquisou a Oficina de Palavras, um espaço lúdico, como um espaço potencial para a produção de sentidos subjetivos nos processos de ensino e aprendizagem de alunos com dificuldades na escrita. O referencial teórico abordado são as concepções de subjetividade de Fernando González Rey, que possibilitam compreender a categoria sentido como formações psíquicas dinâmicas do sujeito em constante desenvolvimento, em suas diferentes práticas sociais. Por conta disso, a pesquisa assumiu caráter qualitativo, dentro da Epistemologia Qualitativa. Atividades de conversações e complemento de frases constituíram-se instrumentos para trabalhar e refletir sobre as informações obtidas de maneira construtiva-interpretativa. O presente estudo demonstrou que o processo de aprendizagem da escrita não envolve apenas estruturas cognitivas, mas também aspectos emocionais, afetivos, históricos e sociais e que os aspectos subjetivos estão a todo o momento influenciando no posicionamento do aluno frente aos obstáculos que perpassam a aprendizagem da escrita. A partir desse olhar, entendeu-se que a Psicopedagogia pode oferecer também aos educadores uma nova maneira de conceber os alunos e a construção de conhecimentos, ao considerar que múltiplos aspectos intervenientes nos processos de aprendizagem permitem um espaço dialógico e o posicionamento ativo do aluno, devolvendo ao sujeito algo próprio, pessoal. Ou seja, o reconhecimento de sua autoria de pensamento como ato de produção de sentidos subjetivos.

Artigo Especial

9 - A intervenção psicopedagógica institucional na formação reflexiva de educadores sociais

The institutional psychopedagogic intervention in the reflexive formation of social educators

Sarah Cazella; Rinaldo Molina

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):78-91

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OBJETIVO: Nosso objetivo é apresentar os resultados de um processo de intervenção que visou favorecer a construção de autonomia, pela via da prática reflexiva, de um grupo de educadores sociais.
MÉTODO:
Para o desenvolvimento teórico foi realizada a interlocução entre autores da psicopedagogia, da prática reflexiva e da educação popular. Os participantes deste estudo de caso foram onze educadores sociais de uma Associação de Educação e Assistência Social localizada na periferia da cidade de São Paulo. O processo teve duração de um ano, num total de dezoito encontros que contemplaram as seguintes atividades: 1) observação participante; 2) construção de um "painel de queixas" para o entendimento dos problemas e satisfações vivenciadas; 3) diante das queixas foram produzidos desenhos, a partir da técnica projetiva "par educativo", que evidenciaram concepções de ensinar e aprender; 4) apresentação de relatos que visavam compreender os modelos de ação para o ensinar; 5) discussão de textos com temáticas pertinentes aos assuntos detectados nos momentos anteriores e; 6) dinâmica para a construção de um mapa conceitual, que objetivou uma reflexão sobre o processo vivenciado e a prática diária.
RESULTADOS: Os educadores indicaram um repensar de sua atuação e novas propostas de trabalho, com base em processos interdisciplinares, que teriam como diretrizes a realidade sociocultural e a produção de um trabalho voltado ao resgate da história dos educandos, moradores da periferia, e a construção, com eles, da visão de cidadania para uma sociedade mais justa e humana.

10 - Mediação escolar e inclusão: revisão, dicas e reflexões

Teacher assistant and inclusive education: review, tips and reflections

Renata Mousinho; Evelin Schmid; Fernanda Mesquita; Juliana Pereira; Luciana Mendes; Renata Sholl; Vanessa Nóbrega

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):92-108

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A mediação escolar passou a se tornar mais frequente a partir da Convenção de Salamanca. As escolas de todo o mundo tiveram que dar conta de incluir crianças que precisavam de ajuda em classes já existentes, muitas vezes com grande número de alunos e professores, cuja formação não havia se preocupado com esses aspectos. O mediador pode atuar como intermediário nas questões sociais e de comportamento, na comunicação e linguagem, nas atividades e/ou brincadeiras escolares, e nas atividades pedagógicas, nas limitações motoras ou da leitura, nos diversos níveis escolares. Um mediador estimulando a aquisição de linguagem e habilidades sociais no cotidiano escolar amplia a possibilidade da quantidade de estímulo recebido, como também a qualidade já que sempre ocorrerá em situação real de uso, diferente do que se pode proporcionar num consultório. Conhecer o aluno que será acompanhado pela mediação, discutir com a equipe pedagógica da escola e com a equipe de apoio terapêutico são pontos fundamentais. Apesar da figura do mediador ser considerada uma adaptação no espaço pedagógico, portanto garantido pela lei, não existe muita clareza quanto o papel e as atribuições deste profissional nem quanto à regulamentação da profissão.

Artigo de Revisão

11 - Transtorno do desenvolvimento da coordenação: revisão de literatura sobre os instrumentos de avaliação

Developmental coordination disorder: literature review about assessment tools

Cintia Sicchieri Toniolo; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):109-116

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OBJETIVOS: Mapear os artigos publicados sobre as avaliações e escalas utilizadas para o diagnóstico de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), no período de 2004 a 2009, disponíveis na base de dados PubMed; analisar descritivamente aspectos específicos dos textos: ano de publicação da pesquisa, local, suporte de publicação e forma de coletar os dados; e verificar os tipos de avaliação e escalas utilizadas para o diagnóstico de crianças com TDC.
MÉTODO: A pesquisa na base de dados iniciou com a busca por descritores em língua inglesa e portuguesa: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, avaliação, instrumentos, diagnóstico, escala, combinando dois termos.
RESULTADOS: Os resultados indicaram aumento crescente das pesquisas no período de 2004 a 2009. O The Movement Assessment Battery for Children Test (MABC) foi o instrumento de avaliação mais utilizado nos artigos selecionados para este estudo. Porém, mais de 70% dos artigos utilizaram testes complementares para a pesquisa dos problemas motores.
CONCLUSÃO: Apesar do aumento das pesquisas sobre TDC, ainda são escassos os artigos publicados no Brasil. Quanto aos instrumentos de avaliação encontrados nos artigos científicos, há uma recomendação sobre a associação de instrumentos de avaliação motora e entrevista ou questionários que investiguem o comportamento motor das crianças com pais e professores para melhor definição do diagnóstico de TDC.

12 - Aspectos da relação cérebro-comportamento: histórico e considerações neuropsicológicas

Relationship between brain and behaviour: historical and neuropsychological considerations

Sônia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):117-126

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Estudar a relação entre o cérebro e o comportamento é o principal objetivo da Neuropsicologia. É por meio dessa área de atuação que se pode entender como diferentes áreas cerebrais atuam em conjunto para produzir comportamentos complexos, tal como é o caso da aprendizagem. Problemas em qualquer área do sistema nervoso central podem gerar disfunções e prejudicar o aprendizado. Depreende-se, então, que o profissional que lida com a criança deve ter conhecimentos básicos sobre a neuropsicologia, de modo a compreender as funções mentais. Nesse sentido, a proposta desse artigo de revisão é abordar os fundamentos básicos da neuropsicologia, partindo dos primórdios do conhecimento cerebral, chegando às questões relativas à localização das funções e finalizando com a teoria de Luria sobre o funcionamento cerebral. Espera-se, ainda, motivar os profissionais a buscar novos conhecimentos sobre esse órgão extremamente complexo, que origina todos os comportamentos tipicamente humanos.

Monografia

13 - A psicopedagogia e o atendimento pedagógico hospitalar

Psychopedagogy and service educational hospital

Michelle Cristina Carioca de Lima; Maria Cristina Natel

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):127-139

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Este artigo se propõe a levantar as contribuições da Psicopedagogia para o Atendimento Pedagógico Hospitalar. Para tanto, foram realizados estudos sobre o processo de hospitalização infantil e a forma de aprendizagem neste contexto, as atribuições e legislações sobre Classe Hospitalar, assim como a Psicopedagogia Institucional como abordagem para atender tal demanda. Foi realizada uma entrevista com uma psicopedagoga que atua em uma Classe Hospitalar, no intuito de compreender a realidade deste tipo de atendimento. O estudo revela que a Psicopedagogia, por meio de uma visão institucional e sistêmica, pode contribuir significativamente com o atendimento pedagógico hospitalar, não somente em casos de possíveis dificuldades de aprendizagem, mas, principalmente, no planejamento das atividades e na formação dos educadores.

Resenha