Artigo Original - Ano 2018 - Volume 35 - Edição 107

A percepção ambiental dos estudantes do ensino médio sobre o cuidado com a sala de aula

RESUMO

A necessidade de destacar o ambiente como elemento envolvido no processo de aprendizagem e formação humana motivou o presente estudo, que teve como objetivo analisar a percepção dos alunos frente às práticas de cuidado com a sala de aula. Para tanto, contou-se com a participação de 90 estudantes do primeiro ano do ensino médio da rede pública de ensino da cidade de João Pessoa-PB, sendo a maioria do sexo feminino (53,3%), com idades variando entre 14 e 19 anos (m=16,01; dp=1,16). Os participantes responderam a um livreto composto de quatro blocos para as respostas das associações livres de palavras solicitadas para a técnica das Redes Semânticas Naturais (RSN) e de um questionário sociodemográfico. As análises das respostas obtidas foram feitas em uma folha adaptada de cálculo, em planilha Excel. As palavras que emergiram das RSN indicaram uma percepção adequada dos termos cuidado ambiental e sala de aula. Conclui-se que a pesquisa desenvolvida agregou elementos úteis para a compreensão e definição do cuidado com a sala de aula. Indicadores úteis para o planejamento de projetos focados na promoção da noção de responsabilidade com a manutenção da qualidade dos espaços de aprendizagem e comportamento de cuidado ambiental; entendendo esses como contribuintes do processo de aprendizagem e desenvolvimento humano, com foco na construção de um sujeito ecológico, proposta vinculada à aprendizagem significativa.

Palavras-chave: Cuidado Ambiental. Sala de Aula. Redes Semânticas Naturais. Psicopedagogia.

ABSTRACT

The need for considering the environment as an element involved in the process of learning and human development motivated the present study that aimed to analyze students’ perception of practices of care with the classroom. A total of 90 high school students in the city of João Pessoa-PB took part in the study, most were females (53.3%), aged 14 to 19 years (m = 16.01; dp = 1.16). The participants answered a booklet composed of four blocks for the answers to the free associations of words used for the technique of Natural Semantic Networks-NSN and a sociodemographic questionnaire. The analyzes of the answers obtained were carried out in an adapted calculation sheet, created in an Excel spreadsheet. The words that emerged from the NSN indicated an adequate perception of the terms environmental care and classroom. It is concluded that the research developed added useful elements for the understanding and definition of care with the classroom. They are, therefore, considered as indicators for the planning of projects focused on promoting the notion of responsibility for maintaining the quality of learning spaces. Although there were limitations, the present study contributes to the debate of the process of human learning and development, having focused on the construction of an ecological subject, a proposal that is linked to meaningful learning.

Keywords: Enviromental Care. Classroom. Natural Semantic Networks. Psychopedagogy.


INTRODUÇÃO

Durante décadas, a intenção de auxiliar na formação de cidadãos conscientes e plenos em termos biopsicossociais motiva pesquisadores de diferentes áreas a observarem os aspectos implicados nesta dinâmica e, assim, construir conhecimentos, propor estratégias que promovam aprendizagem significativa, crescimento humano e qualidade de vida. Dentre as características desse novo cidadão, encontra-se a consciência ecológica, a qual fornece bases para uma relação adequada entre a pessoa e seus ambientes de interação, sejam eles naturais ou construídos1.

Dentre as instituições diretamente implicadas na formação desse sujeito, conhecido como sujeito ecológico, encontra-se a escola. Beltrame & Moura2 afirmam a necessidade de considerar a relação dinâmica entre usuário e o ambiente, o qual precisa se reestruturar periodicamente a fim de atender as demandas de seus usuários e refletir características da sociedade a qual ele (o ambiente) representa. Nesse sentido, é esperado que os estudantes atuem sobre este espaço imprimindo nele suas características pessoais e hábitos adquiridos a partir da sua forma de interagir com o mundo. O que tem sido constatado, entretanto, são formas ainda desajustadas de os estudantes atuarem em seus ambientes de interação3.

De acordo com o estudo de Domingues & Lessa4, no qual foi constatado que dependendo das condições físicas das edificações escolares acontecerão maior ou menor aproveitamento dos conteúdos escolares, percebe-se a pertinência em se realizar estudos que tenham como base a relação pessoa (estudante)-ambiente (escola)5. Desse modo, faz-se necessário considerar questões pertinentes sobre o espaço escolar, com seus elementos, atividades e espaços apropriados, que podem interferir nos comportamentos de seus usuários.

No contexto escolar é possível destacar a sala de aula como um espaço de permanência diária dos alunos, cenário de criação de vínculos e desenvolvimento biopsicossocial. Um ambiente capaz de interferir na formação de seus usuários. Assume-se aqui que a forma como o estudante percebe e se relaciona com o espaço físico da sala de aula pode repercutir em outras esferas de sua vida6.

Mesmo sabendo que é papel da escola oferecer um ambiente agradável, limpo, seguro e atrativo para seus usuários, é preciso ter em conta que os mesmos precisam desenvolver a consciência de que a manutenção daquele espaço de convivência diária precisa ser também de sua responsabilidade. Neste sentido, é possível entender que a formação dessa consciência pode ser produto da percepção do conceito de cuidado com o ambiente, uma vez que estes elementos estimulam os educandos a apresentarem atitudes e comportamentos pró-ambientais7.

Portanto, é preciso considerar na investigação aspectos psicológicos, como é o caso da percepção como construto envolvido nas ações de cuidado com os ambientes8. Como suporte teórico, adotam-se os pressupostos da psicologia ambiental que, ao enfatizar a relação pessoa-ambiente, busca identificar variáveis que possam explicar comportamentos frente ao ambiente físico e natural, destacar indicadores preditivos de determinados comportamentos e propor estratégias de base psicológica e socioambiental para promover comportamentos de manutenção da qualidade do ambiente e, consequentemente, promoção da qualidade de vida9,10.

Além disso, faz-se oportuno inserir um olhar psicopedagógico, para saber como a percepção do ambiente pode interferir no processo de aprendizagem. Assim, a partir da análise sobre a percepção dos estudantes frente ao cuidado com a sala de aula, supõe-se que é possível que a psicopedagogia trace estratégias de intervenção para a promoção da aprendizagem e do desenvolvimento global do sujeito, valorizando fatores como a noção de (co) responsabilidade dos estudantes sobre a qualidade do seu ambiente de aprendizagem.

Com base no panorama exposto, a presente pesquisa teve como objetivo geral analisar a percepção dos alunos frente às práticas de cuidado com a sala de aula, por meio de um estudo exploratório, de caráter qualitativo; reunindo evidências que incrementam a promoção de aprendizagem e de formação de um sujeito consciente de seus direitos e responsabilidades.

Sabe-se que a escola é a instituição responsável por proporcionar a todos os cidadãos o acesso ao conhecimento e o desenvolvimento de competências, ou seja, possibilidade da apreensão do conhecimento e da sua utilização no exercício da cidadania11. Além disso, entende-se que cada espaço constituinte da escola desempenha um papel diferenciado e integrador, possuindo a capacidade de interferir, de forma direta e indireta, no desenvolvimento didático e psicossocial dos alunos.

Dessa forma, destaca-se a sala de aula como ambiente de crescimento não só cognitivo, mas também de cunho pessoal, literal e emocional; como influente no desenvolvimento da relação dos alunos com a aprendizagem, direcionando todos os aspectos do desempenho dos estudantes, tanto em termos de saúde quanto de aprendizado12.

A sala de aula também é considerada como um espaço físico-social formado por vivência de tempos e movimentos; de birô, carteiras, de estante; de práticas educativas, de saberes; de relações afetivas13, que desempenha uma forte influência sobre seus usuários, por ser impregnado de significações afetivas e culturais devido a elementos implícitos: signos, símbolos e marcas deixados pelos mesmos14.

Diante disso, entende-se que a sala de aula é um espaço de aprendizagem formado por recursos e estruturas que podem propiciar ou não aos seus usuários uma percepção de ambiente agradável. A importância da percepção do ambiente de aprendizagem é justificada por sua influência na maneira do usuário lidar com o ambiente e suas demandas. Sabe-se, portanto, que essa percepção pode ser influenciada pela convivência diária, pela boa estrutura física da escola e pelas relações afetivas estabelecidas nesse local15,16.

Diante disso, adota-se o conceito de percepção ambiental como sendo a forma como o indivíduo percebe e se relaciona com o ambiente em que está inserido, de tal maneira, que se predispõe emitir comportamentos de cuidado com o mesmo17. No entanto, estudos recentes evidenciam um quadro de descaso e desrespeito com a escola, o que influencia negativamente sentimentos e ações dos estudantes, principalmente voltados para a sala de aula18. Torna-se necessário, portanto, o aprofundamento de estudos no intuito de desenvolver uma conscientização capaz de gerar ações de cuidado com o ambiente escolar. Para isso, é preciso considerar as características da relação que os usuários deste espaço têm com os elementos ambientais, sejam esses elementos constituintes de um ambiente físico ou natural.

Estudos sobre a percepção do cuidado ambiental defendem que tal elemento é fundamental para o entendimento da inter-relação pessoa-ambiente, considerando suas expectativas, satisfações e insatisfações, julgamentos e condutas para a formação de comportamentos adequados, os quais podem auxiliar no processo de aprendizagem e de formação de um sujeito ecológico8,19.

Uma forma de conhecer a percepção ambiental é por meio da análise empírica do significado psicológico que os estudantes atribuem às práticas de cuidado com a sala de aula. Especificamente, os significados psicológicos são elementos fundamentais nos processos de comunicação, memória e aprendizagem que resultam no conhecimento. Ou seja, tais significados psicológicos podem ser entendidos como uma via de acesso à organização cognitiva do conhecimento.

Como uma forma de verificação dos significados psicológicos tem-se a técnica das Redes Semânticas Naturais (RSN)20-24. Com a RSN é possível explorar, por meio da linguagem escrita, informações organizadas sobre termos que, por sua vez, resultam em conhecimentos que alimentam percepções, opiniões, motivos, atitudes e comportamentos25. Segundo Petra-Micu et al.26, por meio dessa técnica é possível obter dados que levem a formas de conhecer, fortalecer ou modificar estruturas e processos de pensamento sobre um determinado objeto social. Desta forma, tem-se na técnica das RSN uma alternativa capaz de oferecer contribuições interessantes para as pesquisas sobre percepção, conhecimento e comportamento das pessoas. Neste sentido, é esclarecida a necessidade de estudar o tema visando compreender seus aspectos, conforme o método apontado a seguir.

 

MÉTODO

Participantes

Contou-se com uma amostra por conveniência (não probabilística) de 90 alunos do primeiro ano do ensino médio da rede pública de ensino da cidade de João Pessoa, PB, sendo a maioria dos respondentes do sexo feminino (53,3%), com idades variando entre 14 e 19 anos (m =16,01; dp =1,16).

Instrumentos

Os estudantes responderam a um livreto composto de quatro blocos para as respostas das associações livres de palavras solicitadas para a técnica das Redes Semânticas Naturais (RSN) e de um questionário sociodemográfico. Esses são descritos a seguir:

Redes Semânticas Naturais20,21. Com o propósito de avaliar as características das percepções dos participantes sobre cuidado ambiental e sala de aula, foi utilizado um instrumento fundamentado na técnica de RSN. Este instrumento foi apresentado contendo, na primeira parte, quatro blocos, cada um deles com cinco linhas em branco, para serem preenchidas por palavras (exceto preposições, conjunções e artigos) produzidas por meio de associações livres de palavras.

Foram selecionados como termos de interesse as palavras sala de aula e cuidado ambiental. A escolha se deu 1) por serem elementos que fazem parte do contexto escolar; 2) por existirem poucos artigos que abordam integralmente o termo sala de aula; e 3) para estudar o conhecimento sobre cuidado ambiental voltado para o ambiente da sala de aula. Com isso, o primeiro bloco serviu como exemplo para apresentar a forma de respostas esperadas, e foi composto pela palavra-estímulo política. O segundo bloco, no entanto, foi destinado para a lista de palavras definidoras e a hierarquia da palavra-estímulo sala de aula. Já o terceiro bloco foi utilizado para a palavra-estímulo religião, palavra distratora, que serviu para quebrar o viés no raciocínio. O quarto bloco foi utilizado para a lista de definidoras e a hierarquia da palavra-estímulo cuidado ambiental. As respostas as RSN foram dadas com base em um tempo médio estipulado de 1 minuto e meio para cada bloco.

Questionário sociodemográfico. Este bloco de perguntas foi utilizado para conhecer as características dos participantes, tais como: idade, sexo, assim como questões voltadas à prática de atividades pró-ambientais na escola como também em outros âmbitos.

Procedimento

O presente estudo foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Hospital Universitário Lauro Wanderley (CEP/ HULM – Parecer nº 555.536 de 20/06/2014 CAAE 18969413.6.0000.5183), estando de acordo com as Resoluções 466/12 e a 510/16 do Conselho Nacional de Saúde (CNS/MS). Após parecer favorável, manteve-se contato com a escola, com intuito de solicitar a permissão para a aplicação dos livretos e encaminhar o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido e o Termo de Assentimento do menor, que autorizavam a participação dos alunos.

Na aplicação, após a entrega dos livretos, foi explicado como seria o preenchimento. Dessa forma, solicitou-se aos participantes a assinatura na primeira folha, que continha informações sobre o caráter voluntário e sigiloso, logo depois foi realizado um exemplo de como deveriam proceder na técnica de associação livre de palavras. Para responder às RSN, foi solicitado aos participantes que, em um dado tempo e usando o princípio da associação livre de palavras, escrevessem uma lista de definidoras para um determinado termo apresentado (palavra-estímulo); em seguida, os mesmos deveriam enumerá-las, atribuindo número 1 (um) àquela que melhor definisse a palavra-estímulo, número dois para a segunda que melhor definisse, e assim por diante, até a ordenação da quinta palavra.

Depois do esclarecimento das dúvidas sobre como responder ao instrumento, deu-se a sua aplicação. Por último, foram respondidas as questões sociodemográficas. Todos que participaram responderam o livreto em ambiente coletivo, porém de modo individual. A pesquisadora se fez presente na mesma para tirar eventuais dúvidas, sendo a presença do professor facultativa. A coleta dos dados durou em média 20 minutos por turma.

Análise dos dados

Os dados sociodemográficos foram analisados por meio do PASW Statistics (Versão 21), no qual foram realizadas estatísticas descritivas (distribuição de frequência, média e desvio padrão) úteis para caracterizar os participantes. Já as análises das redes semânticas naturais sobre os conceitos sala de aula e cuidado ambiental foram feitas por meio de uma versão adaptada da folha de cálculo, em planilha Excel.

A técnica das RSN é baseada na perspectiva teórica da psicologia cognitiva, que entende redes semânticas como uma representação (gráfica) de conceitos, percepções e conhecimentos20. Desta forma, trata-se de uma técnica de coleta e análise qualitativa para conteúdos cognitivos acerca de temáticas diversas, baseada na associação livre de palavras que tem como subsídio para análise de parâmetros propostos por Reyes-Lagunes21, que são: o tamanho da rede (TR), o peso semântico (PS), o núcleo da rede (NR) e a distância semântica quantitativa (DSQ). Esses são descritos a seguir:

- Tamanho da rede (TR) - corresponde ao número total de palavras (definidoras) usadas para definir a palavra-estímulo, e pode ser considerada como um indicador da variabilidade da rede. Segundo Laga Castro27 e Valdez Medina28, quanto maior é o tamanho da rede melhor é a compreensão e o conhecimento dos participantes acerca do que significam as palavras estímulos, no caso sala de aula e cuidado ambiental.

- Peso semântico (PS) - indicador quantitativo de ordem hierárquica que representa a importância ou peso que cada palavra definidora tem para o termo analisado. Assim, este localiza as definidoras que são mais úteis/representativas que outras, sendo seu valor obtido quando soma-se o resultado da multiplicação da frequência pela ponderação.

- Núcleo da rede (NR) - formado pelas palavras definidoras com peso semântico mais alto. Estas são as definidoras que melhor representam a palavra estímulo.

- Distância semântica quantitativa (DSQ) - obtida por meio das dez definidoras do NR, buscando identificar a distância entre elas. Atribui-se o valor de 100% à definidora com maior PS. A partir dessa análise, é possível selecionar quais palavras, dentre as definidoras com maiores PS, são imprescindíveis para definir um conceito e quais são complementares para uma eventual definição.

 

RESULTADOS

Inicialmente, foi realizada uma análise das informações sociodemográficas no intuito de traçar um perfil do grupo de participantes para melhor compreender como esses se posicionam frente às práticas de cuidado com o ambiente escolar. Neste sentido, os dados são apresentados em subseções organizadas de modo que contemplem as questões de interesse para o estudo.

Perfil sociodemográfico dos participantes

Os dados sociodemográficos auxiliaram na análise sobre a percepção dos estudantes frente aos cuidados com a sala de aulas. Inicialmente, foi constatado que a maioria dos estudantes (61,1%) entendem que todas as pessoas que trabalham, estudam e/ou visitam a escola são responsáveis pela limpeza do espaço. Uma parcela considerável (25,6%) defende que apenas as pessoas que trabalham na escola são responsáveis por sua limpeza. Já 10% responderam eu, como se considerando responsável pela limpeza da escola e, apenas 3,3% disseram que são os professores e os diretores da escola os responsáveis por sua limpeza.

Posteriormente, foi perguntado o que os estudantes poderiam fazer para cuidar do bom estado da sala de aula. As respostas foram categorizadas e exemplificadas. A primeira categoria nomeada manter a limpeza/conservar (61%) representa falas como: “Limpar a sala e ter zelo com os materiais” e “Não pichar as cadeiras nem as paredes e não jogar lixo no chão”. Em seguida, foi destacada a categoria comunicação/conscientização dos colegas (11%), que são representadas em falas como: “Conscientizar os colegas a deixar a sala limpa e organizada” e “Avisar a galera para não jogar lixo na sala” e, por fim, 4,4% se organiza na categoria colaboração geral, que estão representadas em falas como: “Dá uma força as pessoas que limpam a escola” e “Que nas brincadeiras a gente aprendesse a cuidar do meio ambiente”.

Quando perguntado aos participantes sobre a frequência em que costumam apanhar lixo (papel amassado, embalagens de chocolate, biscoito, palito de picolé, sacola rasgada, lápis quebrado etc.) que encontra na sala de aula e/ ou outros lugares da escola, a maioria (42,2%) respondeu que às vezes realiza essa atividade. Já 25,6% dos participantes relataram que raramente praticam essa atividade. Vale destacar que alguns afirmaram que quase sempre (10%) ou sempre (12,2%) realizam atividades do tipo e outros 10% indicaram que nunca desempenham tais ações.

Quando analisado o papel institucional, 51,1% dos estudantes responderam que não existe incentivo por parte da escola para o cuidado com a sala de aula, como parte do contexto escolar. No entanto, foi constatado que 52,2% destes estudantes também não têm nenhum interesse para ingressar em um possível projeto de conscientização ambiental.

Tais achados indicam uma realidade acerca da percepção de corresponsabilidade sobre o cuidado com o ambiente escolar, também sobre as intenções individuais para ações desse, o incentivo institucional e a adesão a incentivos dessa natureza. Além disso, tais achados complementam a compreensão mais ampla sobre o significado psicológico de cuidado ambiental e sala de aula, conforme analisada a seguir.

Análise do conceito sobre cuidado ambiental

No sentido de destacar a percepção como um fenômeno psicológico dada como um indicador do que precisa ser feito em termos práticos para melhorar uma situação, esta seção apresenta os dados sobre os significados psicológicos dos participantes frente ao cuidado com o ambiente.

Mediante análise realizada a partir das RSN, notou-se uma diversificada gama de significados acerca do conceito cuidado ambiental, o qual foi exposto por um TR igual a 72 palavras. Esse agrupamento de significados é uma representação de o quanto e como o grupo analisado entende esse conceito.

Como pode-se notar na Figura 1, a palavra definidora mais frequente apresentada pelos participantes foi preservação (PS=124; DSQ=100%), seguida por palavras que também representam um conhecimento positivo sobre o termo cuidado ambiental e suas implicações, a saber: natureza (PS=65; DSQ=52%), árvore (PS=61; DSQ=48,8%), limpeza (PS=56; DSQ=44,8%), animais (PS=49; DSQ=39,2%), cuidado (PS=45; DSQ=36%), respeito (PS=44; DSQ=35,2%), reciclagem (PS=40; DSQ=32%), poluição (PS=29; DSQ=23,2%), e lixo (PS=26; DSQ=20,8%).

 


Figura 1. Representação das Redes Semânticas Naturais da palavra-estímulo Cuidado Ambiental.
Fonte: Dados da Pesquisa.

 

A Figura 1 esboça graficamente a rede da palavra-estímulo cuidado ambiental composta das dez palavras mais significativas para o estudo, sendo notório, que cinco dessas palavras (preservação, limpeza, cuidado, respeito e reciclagem) apresentam uma conotação positiva ligada a uma ação, ou seja, comportamentos de cuidado com o ambiente. Além disso, nota-se o destaque da palavra limpeza, que pode servir como um parâmetro que permite o questionamento sobre qual é a relação desse grupo de estudantes, no que se refere a preservar e propiciar um ambiente de estudo favorável, em termos de limpeza e cuidado.

Análise do conceito sobre sala de aula

Quanto à RSN da palavra-estímulo sala de aula, percebemos que esta teve um TR composto por 95 palavras. Percebe-se, de acordo com a Figura 2, que as palavras associadas à sala de aula apresentam uma compreensão associativa desse contexto, apresentando o professor (PS=189; DSQ=100%) como figura central para esse conceito, seguidas por palavras que também representam uma percepção significativa DSQ=60,3%), bagunça (PS=95; DSQ=50,3%), aprendizado (PS=71; DSQ=37,6%), amigos (PS=27; DSQ=14,3%), ensino (PS=26; DSQ=13,8%) , educação (PS=23; DSQ=12,3%) , carteira (PS=21; DSQ=11,1%), futuro (PS=20; DSQ=10,6%) e respeito (PS=20; DSQ=10,6%).

 


Figura 2. Representação das Redes Semânticas Naturais da palavra-estímulo Sala de Aula.
Fonte: Dados da Pesquisa.

 

A Figura 2 detalha a rede da palavra-estímulo sala de aula composta das dez palavras mais significativas para o estudo. É possível notar que estas palavras constituem o contexto em que os estudantes estão inseridos, destacando-se numa visão tradicional a figura do professor como central e importante para o desenvolvimento de atividades e a bagunça como elemento característico devido às relações de amizades que são formadas pela permanência diária nesse espaço.

 

DISCUSSÃO

As discussões são apresentadas em três seções com o propósito de atender ao objetivo de analisar a percepção dos alunos frente às práticas de cuidado com a sala de aula. Na primeira são discutidos os dados quantitativos que mostram indicadores de percepção e intenções de práticas do grupo em estudo. Nas duas seções seguintes, de forma qualitativa, são discutidos os dados referentes ao conceito de cuidado ambiental e o conceito de sala de aula, de acordo com o contexto da literatura na área correlata.

Inicialmente, foi verificado que apesar de uma parte considerável dos participantes considerarem que todas as pessoas que frequentam o âmbito escolar são responsáveis pela sua limpeza e manutenção; quando perguntados sobre a frequência com que realizam atividades para cuidar do mesmo ambiente afirmaram que às vezes realizam alguma ação que, por sua vez, seria um modo de cuidado com o ambiente escolar.

Essa discrepância entre senso de responsabilidade e ação de cuidado pode ser minimizada a partir de propostas embasadas em afirmativas como as de Pascarelli Filho7, que defende que um projeto de educação ambiental para ser bem-sucedido precisa focar na formação da consciência ecológica do educando. Para isso, o educador deve atuar como facilitador de ações cotidianas de contato com questões ambientais e de cuidado com a natureza, para que sejam promovidos comportamentos de interação e, consequentemente, de preservação do meio ambiente natural e físico.

De acordo com as respostas obtidas sobre a identificação do estudante com o cuidado com a sala de aula, foi possível verificar a necessidade de oferecer para os estudantes meios de familiarização com questões de corresponsabilidade dos estudantes e de cuidado ambientais, visto que a maioria afirmou que a escola não apresenta nenhum incentivo para mudar esse quadro. Portanto, o incentivo com o cuidado com o ambiente escolar por parte da escola se faz urgente. Para essa promoção, têm-se as contribuições da Psicopedagogia no intuito de possibilitar o emprego de conhecimentos e estratégias de intervenção para a melhoria do contexto escolar, a partir do cuidado com a sala de aula, fator de promoção para uma aprendizagem significativa.

Para complementar a discussão, buscou-se saber o que os estudantes entendem por cuidado ambiental e sala de aula por meio das Redes Semânticas Naturais (RSN). Referente à rede conceitual foi possível verificar o significado psicológico sobre o termo cuidado ambiental. Inicialmente, conforme esperado, foi observado que as palavras estão associadas mais ao contexto de cuidado com a natureza e seus recursos, como as palavras árvore, animais e natureza, do que propriamente associadas com outros ambientes físicos, a exemplo da sala de aula1.

Esse achado é interessante, uma vez que sinaliza que conceitos com conteúdos ambientais podem gerar comportamentos de cuidado frente a qualquer tipo de ambiente de interação29. Assim, é possível supor que os estudantes que tenham uma percepção adequada sobre cuidado ambiental estão mais propícios a desempenharem ações de cuidado com o contexto escolar e, especificamente, a sala de aula.

Ao analisar a palavra limpeza é considerada sua significância para o termo, no sentido de que ter esse conceito em mente pode ser útil para colocar em prática ações fundamentais para avaliar, desenvolver e manter um cuidado com esse ambiente; visto que, a partir do trabalho dessa ideia, é possível ter ações positivas, principalmente se essas forem praticadas por todos que façam parte da escola, pois o conhecimento é relacionado a ações que se não forem executadas serão esquecidas.

Também foi possível observar que emergiram palavras com conteúdos contraditórios às demais, a exemplo de poluição e lixo, que, apesar de aparentemente negativas para a definição do termo em análise, também foram dados significativos. De acordo com Pinheiro & Pinheiro30, é compreensível que o conceito de cuidado ambiental esteja sendo construído de forma positiva, e que os conteúdos considerados contraditórios também sejam válidos para complementar o seu total entendimento.

É possível observar, portanto, que a partir da avaliação, adaptação e fortalecimento de termos como cuidado ambiental poderão ser aprimorados pensamentos mais relacionados à temática. Deste modo, conhecer e trabalhar o conceito de cuidado ambiental voltado para a sala de aula parece ser fundamental para desenvolver e executar ações voltadas para o cuidado do ambiente escolar31.

Com subsídio nas palavras apresentadas na rede conceitual sobre o termo sala de aula, foi possível reafirmar o papel do professor como representante do espaço de aprendizagem. Além disso, pode-se perceber que algumas palavras (professor, amigos, futuro e respeito) proporcionam a discussão dos vínculos afetivos entre aprendente, professor, colegas e espaço escolar ocasionados pela convivência diária que proporcionam trocas de experiências. Esse dado vai ao encontro do estudo de Guidalli14, a qual afirma que o ambiente possui valores implícitos que irão contribuir ou não para se formarem laços afetivos, sentimentos de identidade e de pertencimento, os quais poderão influenciar a aprendizagem e outros tantos comportamentos do indivíduo.

A partir desses resultados supõe-se que os estudantes ainda não apresentam um total sentimento de pertencimento a esse ambiente, mas é possível perceber que eles entendem que a sala de aula é um espaço para desenvolver atitudes positivas que são fundamentais para gerar condutas que refletem na sua vida, conforme expõe Silva31, que notou que, no processo de adaptação ao ambiente escolar, o indivíduo se apropria de uma série de valores que fomentará a construção da formação física, psíquica, moral e social. Logo, cabe à escola guiar e propiciar habilidades e conhecimentos necessários para que conceitos próprios deste espaço de aprendizagem sejam estimulados e trabalhados no sentido de refletir em condutas que tragam benefícios para esse ambiente e para os indivíduos que fazem parte do mesmo.

Em resumo, foram verificadas percepções favoráveis para a elaboração de um conhecimento adequado que, embora ainda superficiais, podem promover comportamentos adequados e responsáveis em termos ambientais. Assim, é preciso ter em mente que, uma vez identificados tais significados psicológicos e analisados junto com os posicionamentos indicados sobre cuidado com os ambientes, é possível pensar em delineamentos e ações estratégicas para um conhecimento mais apropriado sobre a utilidade e consequências socioambientais e educacionais do cuidado com a sala de aula. Sem dúvida, um conhecimento consciente e adequado à atual realidade social.

 

CONCLUSÃO

Partindo da análise dos significados psicológicos foi possível identificar uma percepção positiva, com palavras adequadamente associadas que se mostram úteis para serem trabalhadas na familiarização e promoção de ações pró-ambientais referentes ao âmbito escolar e que também possam refletir em outros contextos.

Apesar do objetivo ter sido alcançado, algumas limitações foram encontradas na execução dessa pesquisa. Dentre elas, a amostra que se deu por conveniência, não podendo assim contar com um número de participantes escolhido de forma aleatória e em quantidade considerável a ponto de poder generalizar o resultado. Por isso, os achados aqui discutidos cabem apenas para refletir a realidade de um grupo específico de estudantes.

Mesmo com essas limitações evidenciadas, as perspectivas da pesquisa são animadoras. As análises desenvolvidas de modo exploratório servem agora como base para se pensar em pesquisas futuras. Neste sentido, é possível pensar desdobramentos de estudos capazes de desenvolver estratégias que possam trabalhar esse assunto de forma lúdica e eficaz, na qual as palavras encontradas nessas redes sejam usadas como ferramentas de trabalho com o propósito de conscientizar os indivíduos e promover um espaço de aprendizagem produtivo e de qualidade para todos.

Como sugestão pensa-se, em um primeiro momento, trabalhar ações voltadas para a equipe educacional, pois os mesmos são um espelho para ajudar a pensar atividades que promovam conhecimento adequado e ecologicamente positivo e consistente para os discentes. Tal proposta estaria de acordo com Santos & Santos32 quando afirmam que atos de cidadania, voltados ao cuidado com o meio ambiente, quando estimulados pedagogicamente, interferem positivamente para o desenvolvimento do indivíduo.

Já com os discentes se daria de forma mais dinâmica, com atividades práticas conciliando teoria e prática; assim, a partir da associação inicial com os elementos da natureza, que indica uma compreensão positiva a respeito da temática, poderiam ser organizados gincanas, debates em grupo, passeios coletivos, trabalhos com fotografias, trabalhos com a criação de jornais com dicas para a preservação desse espaço.

Tudo isso com a finalidade de transformar esse conhecimento inicial em ações de cuidado pró-ambientais com os espaços escolares, a fim de contribuir com melhores condições para uma aprendizagem significativa. Por fim, a pesquisa desenvolvida agregou elementos úteis para compreender fenômenos psicossociais associados ao processo de aprendizagem e ao desenvolvimento humano com foco na relação pessoa-ambiente.

 

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1. Psicopedagoga. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil
2. Doutora em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba. Professora do Departamento de Psicopedagogia da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil
3. Doutora em Psicologia pela Universidade Federal da Paraíba. Professora do Departamento de Psicopedagogia e da Pós-graduação de Psicologia Social da Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil
4. Psicopedagoga. Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil

 

Correspondência

Nathália Beatriz de Souza Amorim
Universidade Federal da Paraíba – Centro de Educação
R. Luiz Leonardo da Silva, 30 – Valentina 1
João Pessoa, PB, Brasil – CEP 58064-676
E-mail: naathybeatriz@gmail.com

Artigo recebido: 08/02/2018
Aceito: 06/05/2018


Trabalho realizado na Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, PB, Brasil.