Editorial - Ano 2018 - Volume 35 - Edição 107

Editorial


A revista Psicopedagogia constitui-se em uma fonte de descoberta e de conhecimento. Através dela, entramos em contato com temas e pesquisas que nos conduzem a novos saberes. E, é assim, imbuídos desses novos saberes, descobertas e conhecimentos que apresentamos a edição 107, cheia de novidades, de artigos que nos proporcionarão momentos de deleite e aprendizagem.

Façam bom proveito.

O primeiro artigo aqui posto, “Conhecimento de professores sobre processamento auditivo central pré e pós-oficina fonoaudiológica”, escrito pelas autoras Talita Gallas dos Reis, Dra. Roberta Freitas Dias e Dra. Cibele Cristina Boscolo, fala da importância do trabalho fonoaudiológico nas escolas, cujo objetivo se debruça em esclarecer para os docentes quanto o transtorno de processamento auditivo central em escolares pode trazer prejuízos para a aprendizagem destes.

Em “Disortografias de escolares do 4º ano do ensino fundamental da rede pública do interior do Estado de Goiás” os autores Alexandre de Paula Sampaio e Larissa Seabra Toschi apresentam uma pesquisa desenvolvida com alunos do 4º ano do ensino fundamental, cujo objetivo é o de verificar o desempenho ortográfico destes alunos de escolas públicas.

As autoras Nathalia Beatriz de Souza Amorim, Dra. Viviany Silva Araújo Pessoa, Dra. Patrícia Nunes da Fonsêca e Pollyana Veríssimo de Araújo escreveram sobre “A percepção ambiental dos estudantes do ensino médio sobre o cuidado com a sala de aula”. É um tema muito interessante, visto que chama a atenção sobre a importância do cuidado com o ambiente para uma aprendizagem significativa e de como a ação psicopedagógica pode existir nesse contexto.

As “Funções executivas e leitura em crianças brasileiras com dislexia do desenvolvimento” é um artigo escrito pelas autoras Giovanna Beatriz Kalva Medina, Fabíola Fleischfresser de Souza e Sandra Regina Kirchner Guimarães, as quais procuram entender como se processa a leitura de crianças disléxicas e como as funções executivas estão implicadas neste transtorno de aprendizagem: a dislexia.

No artigo “Resultados na aprendizagem de uma escola especial do Paraná com metodologia fonovisuoarticulatória”, as autoras Maria Helena Santos, Dra. Renata Savastano Ribeiro Jardini e Andréa Vilella de Paula falam da importância do uso da metodologia multissensorial fonovisuoarticulatória para desenvolver uma melhor proposta de alfabetização e atender de forma mais eficaz a pessoa com deficiência intelectual.

“Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade: conhecimento de professores e estudantes de educação física”, escrito por Lucas Rawan Ferreira de Medeiros, Daniel Traina Gama e Marcela de Castro Ferracioli, aborda a necessidade dos docentes estarem a par do que é o TDAH, das suas características e assim compreenderem melhor os alunos com quem trabalham e os problemas que esse transtorno pode causar na aprendizagem destes.

Neste relato de experiência: “Aplicabilidade da teoria da experiência da aprendizagem mediada de Reuven Feuerstein na educação a distância” as autoras Julia Eugênia Gonçalves e Terezinha Richartz mostram a importância da teoria de Reuven Feuerstein aliada à mediação, à distância. Um grande desafio para os tutores e para todos aqueles que dessa experiência participaram.

“Pessoas com a síndrome de Ehlers Danlos e hipermobilidade articular nas escolas: perspectivas inclusivas”, escrito por Sandra Maria Corrêa Miller, nos permite pensar na adequação ou não adequação das escolas com relação à inclusão de alunos portadores de alguma síndrome ou transtorno e, se estas, assim como os seus respectivos docentes, estão preparados para “contribuir de alguma forma para a qualidade de vida do portador da síndrome”.

Nesta revisão de literatura, as autoras Gilmara Bertechine Gonzalez Mayeda, Anna Carolina Rufino Navatta e Dra. Eliane Correa Miotto foram em busca de leituras que trouxessem maior conhecimento, para melhor entender a “Intervenção fonológica em escolares de risco para dislexia: Revisão de literatura”.

A autora Ana Paula Aragão de Moraes, através do seu estudo de caso, fala “Das provas operatórias à construção de estruturas cognitivas: Um estudo de caso em Psicopedagogia”. Esse estudo evidencia a utilização das provas operatórias de Jean Piaget como ponto de partida, em uma avaliação psicopedagógica, para possíveis intervenções no processo de desenvolvimento do pensamento lógico do sujeito.

Como autor da “Resenha: Como escrever um laudo neuropsicológico”, o Dr. Rodrigo da Silva Maia tece comentários sobre uma leitura que fez com relação ao tema citado acima, extraindo aportes de grande relevância sobre um laudo neuropsicológico.

Boa leitura!

Débora Silva de Castro Pereira
Editora