Editorial - Ano 2017 - Volume 34 - Edição 105

Editorial


Esta edição torna-se ainda mais especial porque nela estamos celebrando o dia 12 de novembro, o dia do psicopedagogo. Estamos todos(as) de parabéns, principalmente, por ajudarmos a construir uma psicopedagogia mais forte e atuante.

Fechamos o presente ano com diversas realizações e grandes eventos distribuídos por todo o país. Cada um deles com sua especificidade e regionalidade, contribuindo com o engrandecimento da psicopedagogia e da nossa Associação. Desta forma, parabenizamos a todos que fizeram destes momentos um ponto de referência e divulgação das nossas ações psicopedagógicas.

A Revista Psicopedagogia agradece a todos(as) que por aqui passaram neste ano, contribuindo direta e indiretamente para que ela pudesse se tornar viável e presente no cenário psicopedagógico nacional, com seus artigos, relatos de experiência, estudo de caso e muito mais.

Nesta edição, estamos apresentando artigos que nos fazem enveredar pelos caminhos da educação, da neurociência, dos testes, das pesquisas e, evidentemente, dos saberes psicopedagógicos.

Assim, convidamos a todos(as) para momentos de reflexão numa leitura agradável e cheia de novidades.

Inicialmente, apresentamos o artigo da Dra. Maria Apparecida Mamede sobre “Jovens em jogo no espaço Psicopedagógico”, o qual traz como propósito aprofundar pontos específicos e muito importantes da pesquisa: a construção de uma taxionomia de jogos como referencial para a escolha de jogos e a descrição processual do uso da matriz de ação psicopedagógica com jogos eletrônicos.

No artigo que segue, os autores Felipe Azevedo Moretti e Maria Martha Costa Hübner abordam um tema recorrente nas universidades do nosso país: “O estresse e a máquina de moer alunos do ensino superior: vamos repensar nossa política educacional?”. Com muita propriedade esse tema, fruto de uma pesquisa, é abordado, trazendo à tona a realidade de alunos universitários que convivem no seu dia-a-dia com o trabalho, a sua vida pessoal, social e com a rotina acadêmica estressante que enfrentam na graduação.

A Dra. Daiana Yamila Rigo e outros autores abordam o tema “Diseñar la classe Aportes desde las Neurociencias y la Psicología Educacional”. As autoras falam sobre as funções executivas e a importância de, através destas, se ativar ações que possam dar ao aluno a possibilidade de tornarem-se mais autônomos no que se refere à aprendizagem. Para tal, utilizaram os campos disciplinares da Neurociências e da Psicologia Educacional.

Em seguida, o artigo “Contributo do programa de estimulação na atenção – PEA -para alterações atencionais em alunos com TDAH” escrito pelo Dr. Rafael António Silva Pereira e outros autores, refere-se à aplicação e resultados de uma pesquisa desenvolvida com estudantes do ensino Fundamental I e II, de um Programa de Estimulação na Atenção – PEA - em alunos com TDAH.

A Dra. Patrícia Nunes da Fonseca e outros autores, ao escreverem o artigo “O impacto do acolhimento institucional na vida de adolescentes”, apresentam uma pesquisa debruçada sobre a investigação de aspectos do desenvolvimento de adolescentes que vivenciam o acolhimento institucional. Trouxe a realidade dessas instituições e fala da necessidade de se compreender o contexto da institucionalização a partir da percepção e subjetividade desta.

O artigo “Professores de creche e suas representações sociais sobre crianças de 0 a 3 anos”, escrito por Flávia Cristina Costa Moreno e outros autores, apresenta uma pesquisa que teve como objetivo identificar e interpretar as representações sociais de professores de creche sobre a criança de 0 a 3 anos. Foi percebido, nessa investigação, que as crianças contemporâneas, apesar de demonstrarem ser mais inteligentes, ativas e conectadas à tecnologia, lhes faltam a delimitação de limites e regras e tempo de convívio familiar.

Ainda nesta edição, o artigo “Psicopedagogia, Psicopedagogo e a construção de sua identidade” apresentado pela autora Edith Rubinstein, vem reiterar a força do psicopedagogo, através da construção da sua identidade. Dessa forma, a autora escolhe três temas para explicar o que o título do artigo propõe: Identidade da Psicopedagogia e do Psicopedagogo, diálogos possíveis com diferentes descrições da Psicopedagogia, a linguagem no contexto psicopedagógico, o Cientificismo e o científico na Psicopedagogia.

“A neurociência na formação dos educadores e sua contribuição no processo de aprendizagem”, escrito pelos autores Anne Madeliny Oliveira Pereira de Sousa e Ricardo Rilton Nogueira Alves, debruça-se sobre um estudo no qual se buscou verificar, através de uma revisão de literatura científica, a interferência do conhecimento da neurociência na formação dos educadores do sistema de ensino da educação básica.

Em “Processos educativos na adolescência: Possibilidades interventivas na Clínica Psicopedagógica por meio das tecnologias digitais”, a autora Julia Scalco Pereira relata um caso clínico, onde mostra a relevância das novas tecnologias digitais e a contribuição destas em face ao psicopedagogo e a sua ação psicopedagógica.

Intervenção Multissensorial e Fônica nas Dificuldades de Leitura e Escrita: Um Estudo de Caso” é o título dado ao artigo escrito por Priscila Reis Leale outros autores, os quais se referem a um estudo de caso desenvolvido com crianças com queixa de dificuldades em leitura e escrita. É um artigo que fala da intervenção psicopedagógica clínica, com instrumentos específicos para a dificuldade apresentada pelo cliente com problemas de leitura e escrita.

Encerrando este editorial, desejamos a todos os leitores bons momentos de leitura e de aprendizagem, assim como, também, um Natal feliz, cheio de paz e que o ano de 2018 chegue repleto de grandes alegrias e sucesso.

 

Débora Silva de Castro Pereira
Editora