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17 resultado(s) para: Funções Executivas Habilidades Metalinguísticas Dificuldade de Aprendizagem Criança; Neuropsicologia

Habilidades metalinguísticas e funções executivas em crianças com dificuldades de aprendizagem: Uma metanálise

Tayna Andrade Gadelha; Monilly Ramos Araujo Melo; Ingrid Michélle de Souza Santos; Jessica Daniele Silva Moreira

Rev. Psicopedagogia 2018;35(108):318-328 - Artigo de Revisão

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Diante da problemática relacionada às dificuldades de aprendizagem, a literatura aponta para duas competências de fundamental importância, as funções executivas e as habilidades metalinguísticas. Desse modo, a partir de uma revisão sistemática da literatura com metanálise, objetivamos identificar quais destas competências se sobressaem no contexto das dificuldades de aprendizagem. Sendo assim, foi realizada uma busca por estudos nas bases de dados PEPSIC, SCIELO, CAPES e BVS-PSI entre os anos de 2003 a 2015. A busca resultou na identificação de 146 estudos, tendo sido incluídas, na análise, 24 pesquisas nacionais publicadas em português que abordavam as habilidades metalinguísticas e as funções executivas em crianças com dificuldades de aprendizagem. Empreenderam-se análises estatísticas descritivas e correlacionais a partir do Statistical Package for Social Sciences (SPSS). Os resultados revelaram que falhas nas funções executivas e habilidades metalinguísticas resultam em dificuldades no processo de aprendizagem de crianças e que dentro da temática habilidades metalinguísticas um componente se sobressai em relação à aprendizagem, sendo este a consciência fonológica. Na literatura não existe um consenso teórico acerca de qual elemento da tríade das funções executivas se sobressai, no entanto, partindo dessa revisão sistemática, o controle inibitório se destacou em relação às outras habilidades executivas. Conclui-se que, utilizando metanálise dos estudos, alcança-se um maior aprofundamento e objetividade acerca da temática.

Funções executivas em crianças com paralisia cerebral: relato de caso

Leila Costa dos Santos; Marselle Montanha Castro de Britto

Rev. Psicopedagogia 2014;31(95):178-187 - Artigo de Revisão

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OBJETIVO: O presente estudo tem como objetivo verificar e analisar, por meio de uma bateria de testes neuropsicológicos, alterações de funções executivas em duas crianças com paralisia cerebral.
MÉTODO: A atenção e a memória foram avaliadas com medidas neuropsicológicas padronizadas em duas crianças com paralisia cerebral, do sexo feminino, com idades de 9 e 11 anos. Foram utilizados os seguintes testes: Boston Naming Test (Teste de Boston), a fim de avaliar a compreensão da linguagem; Matrizes Coloridas de Raven e Columbia Mental Maturity Scale (Escala de Maturidade Mental Columbia), para a obtenção da medida de funcionamento intelectivo; Blocos de Corsi, para medir a memória visuoespacial e memória operacional; o TAVIS-3, para a atenção visual; e o Trail Making Test (Teste das Trilhas), para verificar flexibilidade cognitiva e atenção.
RESULTADOS: Os achados comprovaram déficits similares de função executiva nas duas crianças com paralisia cerebral, observando-se maiores comprometimentos quanto à percepção visuoespacial, em sustentação de foco atencional e no controle motor, por estar relacionada à condição neurológica da paralisia cerebral. A avaliação neuropsicológica apontou déficits de funções executivas como um dos comprometimentos mais significativos em se tratando de crianças com paralisia cerebral. É bastante comum encontrar déficit cognitivo na maioria dos casos, no entanto, poucos estudos têm delimitado áreas de dificuldades específicas nesses indivíduos.
CONCLUSÕES: Este estudo pode trazer benefícios para um criterioso plano de reabilitação, pois possibilita uma compreensão mais dos déficits de funções executivas, uma vez que é extremamente difícil avaliar o funcionamento cognitivo dessas crianças.

Neuropsicologia da aprendizagem

Giovana Romero Paula; Bárbara Costa Beber; Sandra Boschi Baggio; Tiago Petry

Rev. Psicopedagogia 2006;23(72):224-231 - Artigo de Revisão

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As relações entre as funções do sistema nervoso e o comportamento humano são objeto de estudo da neuropsicologia, a qual tem o intuito de relacionar a psicologia cognitiva com as neurociências, desvendar a fisiopatologia do transtorno e encarar racionalmente a estratégia de tratamento. A aprendizagem é definida como uma mudança de comportamento resultante de prática ou experiência anterior. Também pode ser vista como a mudança de comportamento viabilizada pela plasticidade dos processos neurais cognitivos. Devido ao fato da aprendizagem ser constituída por processos neurais, é de grande valia fazer uso da neuropsicologia como ferramenta de estudo para compreender esses processos. Alterações nos processos neurais que regem a aprendizagem levam aos chamados transtornos de aprendizagem. Estes, por sua vez, acarretam um prejuízo considerável no futuro social da criança, já que perturbam a conduta pedagógica esperada de acordo com sua inteligência normal. Tais transtornos podem se manifestar em dificuldades motoras ou psicomotoras, de atenção, memorização, compreensão, desinteresse, escassa participação e problemas de comportamento.Após compreender o funcionamento intelectual da criança, o processo de aprendizagem, assim como seus transtornos, a neuropsicologia pode instrumentar diferentes profissionais, tais como médicos, psicólogos, fonoaudiólogos e psicopedagogos, promovendo uma intervenção terapêutica mais eficiente.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2012;29(89):236-243 - Artigo de Revisão

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Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011. Na investigação, empregou-se as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), PubMed (US National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal. A quantificação de publicações no período investigado, relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais, mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Dislexia e estresse: implicações neuropsicológicas e psicopedagógicas

Maria Arminda S. Tutti Cabussú

Rev. Psicopedagogia 2009;26(81):476-485 - Artigo de Revisão

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Este artigo tem como objetivo principal relacionar dislexia e estresse e suas implicações neuropsicológicas e psicopedagógicas. Para tanto, será realizada uma revisão bibliográfica nos conceitos de dislexia, estresse, neuropsicologia e psicopedagogia. Em seguida, far-se-á uma discussão dos temas, buscando um novo olhar sobre o tratamento das crianças com dislexia, ressaltando como fatores estressantes e emocionais interferem nos tratamentos realizados e no processo acadêmico.

Relações entre as funções executivas, fluência e compreensão leitora em escolares com dificuldades de aprendizagem

Evelyn Budal Porto Bovo; Ricardo Franco de Lima; Fernanda Caroline Pinto da Silva; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):272-282 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi investigar as relações entre as funções executivas (FEs) e o desempenho em fluência e compreensão de leitura de escolares com dificuldades de aprendizagem. Participaram do estudo 29 estudantes, sendo 20 meninos e 9 meninas, cursando do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, idade média de 11,79 (DP = 2,23), selecionados entre os pacientes que passaram por avaliação neuropsicológica no Ambulatório de Neuro-Dificuldades de Aprendizagem do Hospital de Clinicas (UNICAMP) e no Centro de Investigação da Atenção e Aprendizagem (CIAPRE). Foram utilizados os instrumentos: indice de memória operacional, subteste de digitos (ordem indireta), subteste sequência números e letras, cubos de corsi, teste das trilhas, teste cor-palavra de Stroop, teste de fluência verbal, torre de Londres, texto "A coisa" e teste de Cloze. Os dados foram analisados por meio do SPSS 21.0. Os resultados demonstraram correlações significativas entre os escores dos instrumentos variando de moderada a alta. As maiores correlações do desempenho em compreensão de leitura ocorreram com o controle inibitório, a memória operacional e a fluência verbal. É possível inferir que as FEs contribuem com os aspectos estratégicos e metacognitivos da leitura, sendo que estudos posteriores podem investigar o valor preditivo das FEs para a compreensão.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):149-156 - Artigo de Revisão

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OBJETIVO: Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011.
MÉTODO: Na investigação, foram empregadas as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Medline/PubMed (National Library of Medicine, Institutes of Health) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online).
RESULTADOS: Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram o WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal.
CONCLUSÃO: A quantificação de publicações no período investigado relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Aspectos da relação cérebro-comportamento: histórico e considerações neuropsicológicas

Sônia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):117-126 - Artigo de Revisão

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Estudar a relação entre o cérebro e o comportamento é o principal objetivo da Neuropsicologia. É por meio dessa área de atuação que se pode entender como diferentes áreas cerebrais atuam em conjunto para produzir comportamentos complexos, tal como é o caso da aprendizagem. Problemas em qualquer área do sistema nervoso central podem gerar disfunções e prejudicar o aprendizado. Depreende-se, então, que o profissional que lida com a criança deve ter conhecimentos básicos sobre a neuropsicologia, de modo a compreender as funções mentais. Nesse sentido, a proposta desse artigo de revisão é abordar os fundamentos básicos da neuropsicologia, partindo dos primórdios do conhecimento cerebral, chegando às questões relativas à localização das funções e finalizando com a teoria de Luria sobre o funcionamento cerebral. Espera-se, ainda, motivar os profissionais a buscar novos conhecimentos sobre esse órgão extremamente complexo, que origina todos os comportamentos tipicamente humanos.

Dislexia: atitudes de inclusão

Maria Angélica Moreira Rocha; Maria Arminda S. Tutti Cabussú; Vitória Galvão Soares; Rita Lucena

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):242-253 - Artigo Original

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O objetivo deste estudo foi verificar a crença dos educadores e pais sobre a inclusão escolar de alunos disléxicos; bem como suas atitudes em relação a essa inclusão e como esses alunos se sentem no ambiente escolar. Um conjunto de variáveis interfere nesse processo, em decorrência de fatores de ordem socioemocional e pedagógica que afetam aos educadores, pais e alunos. As crenças determinam a conduta e prática pedagógica dos educadores, a relação familiar e o sentimento dos alunos disléxicos. Por meio da aplicação de questionários à equipe escolar, pais e alunos, visamos analisar essas intercorrências. Os resultados revelaram discrepância entre as crenças favoráveis à inclusão e as reais atitudes inclusivas dos educadores. Os pais acreditam na inclusão escolar e demonstraram conhecimento sobre a existência de algumas modificações realizadas pela escola, porém desconhecem as estratégias diferenciadas para o seu filho. Percebem também que a dislexia causa uma desvantagem pedagógica, insegurança e interfere na auto-imagem do disléxico. Os alunos disléxicos sentem-se inseguros no ambiente escolar, diante da participação e exposição nas atividades escolares e do baixo rendimento acadêmico. Dessa forma, conclui-se que há necessidade de mudança de paradigmas para que a inclusão escolar seja realmente efetivada.

Desenvolvimento de habilidades atencionais em estudantes da 1ª à 4ª sério do ensino fundamental e relação com rendimento escolar

Alessandra Gotuzo Seabra Capovilla; Natália Martins Dias

Rev. Psicopedagogia 2008;25(78):198-211 - Artigo Original

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A atenção possibilita a filtragem e a seleção da informação, estando presente em praticamente todas as ações e processos mentais do indivíduo. Considerando o tipo de processamento envolvido, é classificada em atenção seletiva, dividida, alternada e sustentada. Alterações atencionais podem levar à desorganização em atividades cotidianas, estando também relacionadas a baixo rendimento acadêmico. Este estudo objetivou investigar o desenvolvimento de habilidades atencionais em crianças e a relação desta capacidade com o rendimento escolar. Participaram 407 estudantes da 1ª à 4ª série do ensino fundamental de uma escola pública do interior de SP, com idades entre 6 e 15 anos, ambos os sexos, avaliados coletivamente no Teste de Atenção por Cancelamento (TAC) e Teste de Trilhas - partes A e B (TT). Anova, considerando os acertos em TAC total, revelou aumento dos escores nas séries sucessivas entre 2ª e 4ª série. A terceira parte do teste foi a que melhor discriminou entre as séries, havendo diferenças significativas entre todas elas. Para TT, parte A, Anova evidenciou aumento nos escores da 1ª à 3ª série; na parte B, a análise evidenciou que o teste discriminou somente a 4ª série das demais. Houve correlações significativas entre os testes utilizados, e entre estes e o rendimento escolar. Os resultados sugerem que algumas habilidades atencionais são já observadas na 1ª série, outras mais complexas podem se desenvolver mais tardiamente. Além disso, os dados suportam que os construtos mensurados são relacionados, porém diferentes, e que a atenção pode exercer importante papel no rendimento escolar do aluno.

Habilidades cognitivas de escolares do ensino público e privado: estudo comparativo de pré-competências para a aprendizagem acadêmica

Fabiana Ribas Ferreira; Maria de Lourdes Merighi Tabaquim

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):126-136 - Artigo Original

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O estudo sobre o diferencial de desempenho cognitivo de alunos de escolas públicas e privadas possibilita contribuir para a elaboração de políticas que promovam a melhoria da qualidade da educação. Ao longo dos últimos anos, a qualidade do desempenho vem decaindo, sendo atribuído tanto à instituição de ensino quanto à ineficiência do próprio estudante. As diferenças socioeconômicas e dos recursos cognitivos entre os alunos são ainda parcialmente aceitas e constituem um forte impacto no conservadorismo dos sistemas educacionais. O objetivo deste estudo foi comparar as pré-competências cognitivas para a alfabetização de escolares do ensino público e privado, com e sem fissura labiopalatina. A amostra foi composta por 66 alunos, de 4 a 7 anos de idade, ambos os sexos, matriculados no ensino infantil ou no 1º ano do fundamental, organizados em três grupos: G1, por crianças com fissura transforame, sendo 15 de escolas públicas e 5 de particulares; G2, por crianças com fissura pós-forame, sendo 14 de escolas públicas e 6 de particulares; e G3, por crianças sem anomalias craniofaciais ou outras alterações de desenvolvimento, sendo 13 de escola pública e 13 de privada. Os instrumentos utilizados foram o Teste de Habilidades e Conhecimento Pré-Alfabetização, a Escala de Maturidade Mental Columbia, Figuras Complexas de Rey e o Protocolo Demográfico Socioeconômico. Os resultados indicaram que os alunos das escolas públicas, independentemente do grupo, tiveram desempenhos mais rebaixados nas pré-competências cognitivas, e que as condições socioeconômicas desfavoráveis, associadas às limitadas oportunidades socioculturais, foram fatores indicativos de risco para o baixo desempenho evidenciado.

Avaliação de habilidades preliminares de leitura e escrita no início da alfabetização

Talita de Cassia Batista Pazeto; Camila Barbosa Riccardi León; Alessandra Gotuzo Seabra

Rev. Psicopedagogia 2017;34(104):137-147 - Artigo Original

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Habilidades preliminares de leitura e escrita envolvem a capacidade de reconhecimento das letras e sons do alfabeto e a capacidade de codificar e decodificar letras, sílabas ou palavras isoladas. Evidências sugerem que sua aquisição é determinante para o posterior sucesso acadêmico ao longo da educação básica, reiterando a importância da avaliação precoce. Considerando a escassez de instrumentos de avaliação nacionais, o objetivo deste estudo é apresentar e disponibilizar o Teste de Leitura e Escrita (TLE) e a Tarefa de Reconhecimento das Letras e Sons (TRLS) como alternativas padronizadas de avaliação de habilidades preliminares de leitura e escrita para crianças logo ao início da alfabetização. Participaram dessa pesquisa 90 crianças, com idade média de 4,91 anos, matriculadas no Jardim I e II de uma escola particular da região central da cidade de São Paulo. Para avaliação da linguagem escrita, foram utilizados o TLE e a TRLS. Para avaliação de habilidades de linguagem oral, foram utilizados quatro instrumentos: Prova de Consciência Fonológica por Produção Oral, Teste de Vocabulário por Imagem Peabody, Teste Infantil de Nomeação e Teste de Repetição de Palavras e Pseudopalavras. Os resultados corroboram a literatura da área, evidenciando que as habilidades de linguagem oral e escrita tendem a aumentar com a progressão escolar e que as mesmas encontram-se estatisticamente associadas intra e entre domínios. Espera-se, com este estudo, contribuir para possibilitar a avaliação e a identificação de prejuízos em habilidades preliminares em leitura e escrita no início da alfabetização e, como consequência, a introdução de intervenções em idades precoces.

Funções executivas e leitura em crianças brasileiras com dislexia do desenvolvimento

Giovanna Beatriz Kalva Medina; Fabíola Fleischfresser de Souza; Sandra Regina Kirchner Guimarães

Rev. Psicopedagogia 2018;35(107):168-179 - Artigo Original

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Este trabalho busca entender como se processa a leitura de crianças com dislexia e como as funções executivas estão implicadas neste transtorno de aprendizagem, com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento de metodologias de trabalho que se concentrem na remediação dos déficits subjacentes ao processo da leitura. Será apresentado o resultado da primeira etapa do estudo do qual participaram 20 alunos de escolas públicas da cidade de Curitiba-Brasil, sendo: 10 participantes com idade entre 9 e 9 anos e 11 meses, com diagnóstico de dislexia; e 10 participantes sem dificuldade de aprendizagem com a mesma faixa etária das crianças com dislexia. Os participantes foram avaliados em leitura e funções executivas. Para avaliação da leitura, aplicados o TDE e o TELCS, e, para avaliação das funções executivas, foram utilizados: Teste de Trilhas A e B; Dígitos; Span de pseudopalavras; Tarefas de memória de trabalho; Tarefa Go/No Go; Teste de Fluência Verbal; e Torre de Londres. Os resultados corroboram os de outros estudos, mostrando que as crianças com dislexia apresentam déficit na memória de trabalho. Além disso, no componente inibitório, as crianças com dislexia apresentaram um maior número de erros do que as demais crianças, assim como despenderam um tempo maior para a execução das tarefas em comparação ao grupo controle. A partir destes resultados, é possível constatar os déficits apresentados pelos participantes com dislexia, o que possibilitou a elaboração de um programa voltado ao desenvolvimento das funções executivas, que será aplicado da segunda etapa deste estudo.

Estudo piloto de adaptação da bateria neuropsicológica luria-nebraska para crianças (LNNB-C)

Patrícia Abreu Pinheiro Crenitte; Adriana de Souza Batista; Luciana Silva; Ricardo Franco de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2011;28(86):117-125 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: Em nosso País há carência de instrumentos neuropsicológicos para a avaliação das dificuldades de aprendizagem.
OBJETIVO: O objetivo do presente trabalho foi realizar estudo piloto de adaptação de algumas escalas da Bateria Neuropsicológica Luria-Nebraska (LNNB-C) em crianças sem dificuldades de aprendizagem.
MÉTODO: Participaram deste estudo 100 crianças de 8 anos a 8 anos e 11 meses. Os procedimentos incluíram construção da versão preliminar do instrumento, avaliação inicial, reformulação do instrumento e estudo piloto. Foram adaptadas as escalas de funções visuais, linguagem receptiva, linguagem expressiva, escrita, leitura, aritmética e memória.
RESULTADOS: Os resultados apresentam o desempenho da amostra total em termos de média dos escores-T, percentis (90% e 95%) e pontuações mínimas e máximas obtidas.
CONCLUSÃO: São sugeridos novos estudos para adaptação de outras escalas e para a busca de evidências de validade.

"DDA" e outras novas siglas associadas a limitações de ensino e aprendizagem escolar

Anna Maria Vieira Pires Gil

Rev. Psicopedagogia 2004;21(65):164-176 - Artigo Original

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Este artigo relata uma pesquisa exploratória sobre atendimento neurológico de crianças com queixa escolar. Questiona diagnósticos classificatórios, que ampliam a generalização de prejuízos pessoais, bem como o tratamento farmacológico para as dificuldades de aprendizagem na escola, sem a devida identificação de qualquer etiologia orgânica cerebral e demais sintomas que lhe são peculiares. Salienta a especial importância da psicopedagogia do ensino-aprendizagem da leitura, bem como do trabalho visando incentivo e desenvolvimento da atenção concentrada.

Dificultades de aprendizaje y neuropsicología cognitiva

Jesús Alejandro Martínez Martín

Rev. Psicopedagogia 2003;20(62):154-161 - Artigo de Revisão

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La neuropsicología cognitiva es una disciplina que considera que los procesos cognitivos tienen una organización modular en nuestra mente. En lo que a la lectura se refiere se considera que el acceso al significado se basa en dos grupos de dispositivos o módulos que compiten entre sí por dar una respuesta. Algunos módulos permiten un reconocimiento global de las palabras, permitiendo básicamente la lectura de palabras familiares. Estos módulos constituyen la ruta léxica. Otro grupo de módulos está al servicio del acceso a la fonología de pequeños fragmentos de ortografía, más pequeños que la palabra. Estos módulos integran la ruta subléxica y permiten leer palabras cuya ortografía es regular. Es decir, aquellas palabras con buena correspondencia entre ortografía y sonido. La alteración selectiva de uno de estos mecanismos, permite describir y comprender dos de los subtipos más frecuentes de dificultades de aprendizaje de la lectura y ayuda a planificar las estrategias de intervención.

A neurociência na formação dos educadores e sua contribuição no processo de aprendizagem

Anne Madeliny Oliveira Pereira de Sousa; Ricardo Rilton Nogueira Alves

Rev. Psicopedagogia 2017;34(105):320-331 - Artigo de Revisão

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O artigo apresenta-se como forma de investigar como se processa a aprendizagem no cérebro, haja vista a necessidade de métodos didáticos que criam condições para que o aluno avance no seu processo de aprendizagem. Essa pesquisa teve a finalidade de aprofundar conhecimentos teóricos e práticos da neurociência com relação aos processos mentais na formação do sujeito. Buscando explorar sua compreensão para que assim possa proporcionar aos professores capacitação, esta possibilitará de forma qualitativa a inserção de seus alunos na cultura letrada. Já que essa cultura não acontece de modo espontâneo, exigindo a mediação com intencionalidade pedagógica do professor, proporcionando a interação constante e significativa dos alunos com os diferentes suportes e práticas de oralidade de leitura e escrita. Portanto, esse estudo desenvolveu uma revisão de literatura científica em artigos publicados entre janeiro de 2004 a janeiro de 2014, na base de dados Bireme (Biblioteca Virtual em Saúde), além de livros, para a estruturação conceitual e referencial teórico do artigo. O período do estudo transcorreu de dezembro de 2013 a fevereiro de 2014. Dessa forma, a pesquisa buscou verificar a interferência do conhecimento da neurociência na formação dos educadores do sistema de ensino da educação básica. O artigo trouxe a compreensão que esse estudo por parte dos educadores faz-se necessário, pois a neurociência considera o conhecimento das funções cerebrais como peça chave para o estímulo de um desenvolvimento cognitivo saudável.