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Dislexia na escola: identificação e possibilidades de intervenção

Sônia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(100):86-97 - Artigo Especial

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Dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que acomete em torno de 3% a 5% dos escolares. Dificuldade na aquisição e fluência da leitura e escrita, desenvolvimento cognitivo dentro dos padrões de normalidade, déficit no processamento fonológico e baixo desempenho em algumas habilidades cognitivas são as principais características encontradas nesse transtorno. A identificação precoce e o adequado processo intervertivo são essenciais para minimizar os efeitos negativos da dislexia. Para tanto, há necessidade de conhecimento sobre a diversidade encontrada no transtorno, bem como capacidade de adequar a intervenção à dificuldade da criança. Nesse sentido, o objetivo principal deste artigo é abordar os principais conceitos relativos à dislexia, sua identificação e algumas possibilidades de intervenção.

Avaliação da memória em crianças e adolescentes com histórico de acidente vascular cerebral e crianças com queixas de dificuldades escolares

Janaina Aparecida de Oliveira Augusto; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2015;32(98):128-135 - Artigo Original

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O presente trabalho teve como objetivo avaliar a memória de curto e longo prazo e memória operacional em crianças/adolescentes com histórico de acidente vascular cerebral (AVC), comparando o desempenho deste grupo com crianças/adolescentes com e sem queixas de dificuldades escolares. Os instrumentos utilizados para coleta de dados foram: Figuras complexas de Rey, Bloco de Corsi, RALVT e o Subteste Memória Operacional/WISC-IV (Dígitos e Sequência de números e letras). Participaram deste estudo 32 crianças, sendo 7 crianças com diagnóstico comprovado de AVC, 10 indivíduos com queixa de dificuldades escolares e 15 crianças sem queixa de dificuldades escolares, divididas em três grupos com idade entre 7 e 15 anos, frequentadoras do 1º ao 9º ano do Ensino Fundamental, de ambos os sexos. Os resultados encontrados indicaram que, tanto crianças/adolescente com histórico de AVC como indivíduos com dificuldades escolares possuem prejuízos significativos no desempenho da memória, sendo observadas grandes defasagens em memória operacional e de curto prazo. Além disso, tais achados demonstraram que indivíduos pós-AVC tendem a ter maiores dificuldades em reter informações ao longo do tempo, além de apresentarem alterações em áreas importantes para o processo ensino aprendizagem, como as habilidades visuo-motora e visuo-espacial. Destaca-se a necessidade da continuidade desses estudos a curto e médio prazo com essa população, a fim de compreender o quanto tais prejuízos interferem no processo de aprendizagem.

Correlação entre a queixa do professor e a avaliação psicológica em crianças de primeira série com dificuldades de aprendizagem

Delia Izaguirre Torres; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2007;24(73):18-29 - Artigo Original

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Os objetivos deste trabalho foram de avaliar a queixa do professor em relação ao sistema de ensino, e correlacionar a queixa do professor com a avaliação psicológica de crianças com dificuldades de aprendizagem escolar. Participaram desta pesquisa 7 professores e 40 crianças, na faixa etária de 7 a 8 anos, alunos de 1ª série do 1º grau de duas escolas estaduais do município de Campinas (SP), divididas em dois grupos: Grupo A - 20 crianças sem dificuldades de aprendizagem e, Grupo B - 20 crianças com dificuldades de aprendizagem, classificadas segundo opinião dos professores participantes. Foram utilizados o Teste de desempenho escolar - TDE (Stein, 1994), teste gestáltico viso-motor (Sisto, 2005) e o Teste de Leitura e Escrita (Capellini, 2001). Com os professores, foi realizado questionário com seis questões abertas e o protocolo de caracterização do desempenho do aluno. Os resultados foram analisados por meio de estatística descritiva e índice de correlação, onde se observou que existem motivos concretos ligados às reais condições de trabalho que dificultam a melhor realização da prática docente. Os professores, neste grupo, atribuem as dificuldades de seus alunos a causas internas (orgânicas) ou das relacionadas à família. Encontraram-se altas correlações (superior a 70%) entre as avaliações do Desempenho Escolar pelo Professor (geral, leitura e escrita) e o TDE, moderada (inferior a 69%) entre a avaliação do Desempenho em Matemática pelo professor e o TDE e, baixas correlações significativas (p<0,05) entre as avaliações do Desempenho segundo o professor e o Teste gestáltico viso-motor.

Avaliação da evolução do perfil motor de pré-escolares com necessidades educativas especiais após intervenção psicomotora breve

Giuseppina Antonia Sandroni; Sylvia Maria Ciasca; Sônia das Dores Rodrigues

Rev. Psicopedagogia 2015;32(97):4-13 - Artigo Original

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O objetivo desse estudo foi avaliar e comparar o perfil psicomotor de crianças do ensino infantil (EI) com necessidades educativas especiais (NEE), antes e após intervenção psicomotora breve. Participaram do estudo 5 crianças do nível II, participantes de uma Sala de Recursos Multifuncional de Escola Publica. Duas crianças tinham transtorno do espectro do autismo (TEA), duas não tinham diagnóstico definido e uma tinha deficiência intelectual. Para avaliação foram utilizados: 1) Inventário Portage Operacionalizado, para obtenção de dados relativos a socialização, cognição, linguagem e autocuidados; 2) Escala de Desenvolvimento Motor, para avaliação do perfil psicomotor. Em seguida, foi elaborado um programa de intervenção psicomotora individual, com duas sessões/semana, totalizando 24 sessões, com a finalidade de estimular as funções psicomotoras defasadas. Finalizado o programa interventivo, as crianças foram reavaliadas com os mesmos instrumentos mencionados. Os dados obtidos foram analisados de forma qualitativa e quantitativa (Programa SAS System for Windows, versão 16.0). Todas as crianças apresentaram perfil motor inferior à idade cronológica no momento da avaliação inicial, bem como nos aspectos relativos à cognição, linguagem e autocuidados; defasagem em socialização também foi observado nas duas crianças com TEA. Após o processo interventivo, não foi observada diferença estatisticamente significativa entre os dados obtidos antes e após a intervenção. Entretanto, qualitativamente constatou-se evolução de 4 crianças em todos os aspectos analisados. Considera-se, então, que a abordagem psicomotora rotineira junto a crianças do ensino infantil, com NEE pode maximizar o desempenho global da criança e, como consequência, o seu aprendizado.

Contribuições da neuroimagem para o diagnóstico de dislexia do desenvolvimento

Marina Lotufo Esvael Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(93):218-225 - Artigo Especial

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A eficácia da neuroimagem como comprovação do diagnóstico de dislexia é indiscutível. Mesmo não havendo tratamento medicamentoso ou de qualquer outra espécie, as providências que possam ser tomadas na vida escolar e no dia-a-dia do paciente são imprescindíveis, podendo mudar sua vida positivamente. O presente estudo tem como objetivo realizar uma análise de artigos que relacionam neuroimagem e dislexia, apresentando, ainda, como objetivos específicos, determinar a quantidade de artigos publicados nos últimos cinco anos em revistas indexadas, relacionados com o tema citado anteriormente; estabelecer o que esses achados contribuíram para o estudo desse distúrbio e quais bases foram os suportes para os artigos mencionados. Foi realizada revisão bibliográfica nas bases PubMed e SciELO, entre janeiro de 2008 e agosto de 2013. Os artigos analisados demonstram exames de imagem possibilitaram o início de pesquisas e o conhecimento mais a fundo das diferenças anatômicas e funcionais do sistema nervoso central dos portadores de dislexia do desenvolvimento quando comparados a indivíduos que não apresentam tal condição.

Aspectos da relação cérebro-comportamento: histórico e considerações neuropsicológicas

Sônia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):117-126 - Artigo de Revisão

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Estudar a relação entre o cérebro e o comportamento é o principal objetivo da Neuropsicologia. É por meio dessa área de atuação que se pode entender como diferentes áreas cerebrais atuam em conjunto para produzir comportamentos complexos, tal como é o caso da aprendizagem. Problemas em qualquer área do sistema nervoso central podem gerar disfunções e prejudicar o aprendizado. Depreende-se, então, que o profissional que lida com a criança deve ter conhecimentos básicos sobre a neuropsicologia, de modo a compreender as funções mentais. Nesse sentido, a proposta desse artigo de revisão é abordar os fundamentos básicos da neuropsicologia, partindo dos primórdios do conhecimento cerebral, chegando às questões relativas à localização das funções e finalizando com a teoria de Luria sobre o funcionamento cerebral. Espera-se, ainda, motivar os profissionais a buscar novos conhecimentos sobre esse órgão extremamente complexo, que origina todos os comportamentos tipicamente humanos.

Alterações ortográficas: existem erros específicos para diferentes transtornos de aprendizagem?

Jaime Luiz Zorzi; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):254-264 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Analisar a escrita de crianças com problemas diversos de aprendizagem para identificar perfis particulares de erros.
MÉTODO
: Examinou-se a escrita de 64 sujeitos avaliados por equipe multidisciplinar e diagnosticados como apresentando algum tipo de problema de aprendizagem: Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade28; Dificuldades de Aprendizagem13; Distúrbio de Aprendizagem7; Dislexia3; Distúrbios Associados5 e Diagnóstico inconclusivo9. As idades variaram entre 8,2 e 13,4 anos, média de 10,6 anos. Foram avaliados sujeitos em nível alfabético, sem rebaixamento intelectual. Os grupos de problemas foram comparados entre si, considerando-se a frequência e distribuição dos erros ortográficos produzidos nas situações de escrita.
RESULTADOS: Não foi possível identificar erros de maior prevalência para cada tipo de problema. Existe tendência à formação de blocos de erros, sendo as representações múltiplas, omissões e apoio na oralidade os erros mais frequentes. Os erros por inversão e letras parecidas são os menos presentes. O agrupamento dos erros nas categorias de ortográfico, fonológico ou visuo-espacial evidenciou tendência de predomínio dos erros devido a processos ortográficos. Não há diferença significativa entre os erros de base ortográfica e os de base fonológica, sendo que tal diferença se manifesta em relação aos erros de natureza visuo-espacial.
CONCLUSÃO: Não foram identificados erros típicos para cada problema. A presença maior de erros ortográficos e fonológicos indica que estes são os aspectos mais complexos da aprendizagem. Os poucos erros ligados a processos visuais demonstram que os mesmos não são característicos dos problemas analisados.

Estratégias de aprendizagem e sua relação com o desempenho escolar em crianças do Ensino Fundamental I

Kelly Cristina Ramires Prates; Ricardo Franco de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(100):19-27 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi avaliar o repertório de estratégias de aprendizagem utilizadas por estudantes do ensino fundamental I e relacioná-lo com o desempenho em leitura, escrita e aritmética. Participaram do estudo 50 estudantes sem queixas de dificuldades de aprendizagem, de ambos os gêneros, 8 anos, cursando o 2o ano de duas escolas públicas, avaliados por meio da "Escala de avaliação das estratégias de aprendizagem para o ensino fundamental" (EAVAP-EF) e pelo "Teste de Desempenho Escolar" (TDE). As avaliações ocorreram individualmente no contexto escolar. Os resultados mostraram correlações estatisticamente significativas e positivas entre o desempenho em escrita, aritmética, leitura e total (TDE) e os escores de ausência de estratégias metacognitivas disfuncionais, estratégias cognitivas, estratégias metacognitivas e total (EAVAP-EF). A análise de regressão indicou que os diferentes escores da EAVAP-EF foram capazes de predizer o desempenho no TDE, principalmente em aritmética, leitura e total. O estudo permitiu identificar as relações e o valor preditivo das estratégias de aprendizagem para o desempenho escolar.

Há relação entre desenvolvimento psicomotor e dificuldade de aprendizagem? Estudo comparativo de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade, dificuldade escolar e transtorno de aprendizagem

Mariana Coelho Carvalho; Sylvia Maria Ciasca; Sônia das Dores Rodrigues

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):293-301 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: O objetivo deste estudo foi avaliar o desempenho psicomotor de crianças com transtorno de aprendizagem (TA), dificuldade escolar (DE) e transtorno do déficit de atenção e hiperatividade (TDAH). Especificamente, foi identificada a relação entre habilidades psicomotoras nos diferentes tipos de problemas com a aprendizagem.
MÉTODO: Foram avaliadas 25 crianças, de ambos os gêneros, com idade entre 7 e 11 anos de idade, com diagnóstico de TDAH (n=8), TA (n=6) e DE (n=11), avaliadas no DISAPRE/FCM/UNICAMP. A Escala de Desenvolvimento Motor (Rosa Neto, 2002) foi utilizada para avaliar motricidade fina, motricidade global, equilíbrio, esquema corporal, organização espacial e organização temporal.
RESULTADOS E CONCLUSÕES: Todas as crianças tiveram idade motora inferior à idade cronológica. Comparando as habilidades psicomotoras, constatou-se que o grupo com TDAH teve pior desempenho, porém diferença estatisticamente significativa foi encontrada apenas em esquema corporal (quando se comparou o grupo TDAH com o grupo com TA). As autoras chamam a atenção para a relação entre baixo desempenho em habilidades psicomotoras com problema de aprendizagem e ressaltam a necessidade de se inserir a educação psicomotora na escola, com o objetivo de se prevenir e minimizar problemas acadêmicos.

Percepção de professores sobre a relação entre desenvolvimento das habilidades psicomotoras e aquisição da escrita

Maria Helena Bombonato Duzzi; Sonia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):121-128 - Artigo de Pesquisa

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INTRODUÇÃO: O aprendizado da escrita é extremamente complexo, já que depende da integridade do sistema nervoso central, associado ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, linguísticas, psicológicas, psicomotoras e sociais. A maioria desses aspectos normalmente é privilegiada pelo professor na sua prática diária. Entretanto, o mesmo parece não ocorrer com as habilidades psicomotoras.
OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de professores do ensino infantil e das séries iniciais sobre a relação entre habilidades psicomotoras e desenvolvimento da escrita.
MÉTODO: Para tanto, foi utilizado o método de estudo de caso. Trinta e três professores das séries iniciais de quatro escolas públicas e uma particular responderam ao questionário elaborado para a pesquisa.
RESULTADOS: A análise dos dados revelou que os participantes deste estudo não demonstraram conhecimento sobre a relação entre desenvolvimento das funções psicomotoras com aprendizado da escrita. Não houve relação entre tal achado com idade, tempo de graduação, tempo de atuação no magistério (ou na série que atuavam no momento da pesquisa), possuir (ou não) curso de especialização e ser oriundo de escola pública ou privada. Tal fato demonstra que, pelo menos nessa população, o desconhecimento sobre essa temática não está relacionado a grupos específicos.
CONCLUSÃO: Diante dos resultados, sugere-se que há necessidade de os cursos de formação (graduação e pós-graduação) introduzirem a psicomotricidade no seu currículo. Aos órgãos de direção (escolas, prefeituras, secretarias de educação) cabe o oferecimento de cursos de formação continuada, de modo a maximizar o conhecimento do professor sobre esse tema tão importante. As crianças, certamente, serão as maiores favorecidas.

Avaliação das habilidades fonológicas, de leitura e escrita em indivíduos com paralisia cerebral congênita hemiparética

Tais de Lima Ferreira; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2006;23(72):192-202 - Artigo Original

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O presente estudo teve por objetivos caracterizar e comparar o desempenho fonológico e de leitura e escrita em indivíduos com Paralisia Cerebral Hemiparética à direita e à esquerda (PC-H). Participaram deste estudo 16 indivíduos com PC-H, com idade entre 7 e 13 anos, que freqüentam ensino fundamental regular público. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: GSd (grupo de indivíduos com PC-H à direita) e GSe (grupo de indivíduos com PC-H à esquerda). Os resultados demonstraram que os sujeitos avaliados apresentam alterações de leitura e escrita de base fonológica, apesar dos indivíduos do GSe apresentarem melhor desempenho nos resultados do que os indivíduos do GSd no que se refere à emissão e à recepção da linguagem escrita.

Relação entre recursos familiares e desempenho escolar de alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola pública

Renata Ribeiro; Sylvia Maria Ciasca; Iuri Victor Capelatto

Rev. Psicopedagogia 2016;33(101):164-174 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: É comum, no meio escolar, ouvir professores salientando que a família é a grande culpada pelas dificuldades dos filhos na escola; que bons alunos têm pais presentes e outros estímulos do ambiente que favorecem o bom desempenho acadêmico. Por esse motivo, a presente pesquisa objetivou avaliar os recursos do ambiente familiar e correlacioná-lo ao desempenho escolar de alunos do 5º ano do Ensino Fundamental de escola pública brasileira.
MÉTODO: Foram selecionados 23 alunos participantes do 5º ano, com idade média de 10,9 anos. Foram aplicados os instrumentos Teste de Desempenho Escolar (TDE) nos alunos e o Inventário de recursos do ambiente familiar (RAF), em forma de entrevista, nos pais dos alunos.
RESULTADOS: Nesta amostra, houve correlação positiva entre desempenho escolar e alguns itens do ambiente familiar, como posse de livros, revistas e brinquedos pedagógicos, passeios em família, atividades extraescoltares programadas e acompanhamento dos afazeres escolares.
CONCLUSÃO: Neste estudo, foi possível observar que crianças que recebem estímulos em casa apresentam maiores chances de obterem desempenho escolar satisfatório. Sugere-se que seja realizada uma futura pesquisa para que possa ser relacionado o desempenho escolar com os recursos do ambiente familiar nas esferas pública e particular, a fim de que se possa ter dados relevantes em relação à educação e a presença de recursos do ambiente familiar.

Habilidades sociais em crianças com queixas de hiperatividade e desatenção

Keiteuicia Guidolim; Tais de Lima Ferreira; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(93):159-168 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: Alterações na atenção e no comportamento, como a hiperatividade e impulsividade, são pesquisadas por diversas áreas, entre elas a saúde e a educação, visando à compreensão dos processos relacionados a esse transtorno, bem como das alterações comportamentais e sociais. Este trabalho teve como objetivo verificar quais são as habilidades sociais alteradas e o quanto estas influenciam no desenvolvimento social da criança com queixa de desatenção e hiperatividade.
MÉTODO: Foram avaliadas 28 crianças, frequentadoras do ensino público fundamental I, que apresentavam queixas de hiperatividade e desatenção, com idade entre 6 e 12 anos, que compuseram dois grupos GI (Queixas de desatenção) e GII (Queixa de desatenção e hiperatividade). Para avaliação das habilidades sociais foi utilizado o IMHSC-Del-Prette (Inventário Multimídia de Habilidades Sociais de Crianças).
RESULTADOS: Diante da análise estatística não houve diferenças significativas entre os grupos no que se refere às habilidades sociais. Na comparação do grupo geral com a amostra de referência do IMHSC-Del-Prette, foi observada que a média referente à resposta do grupo pesquisado está abaixo do intervalo médio da norma de referência, inferindo alguns déficits nos comportamentos sociais.

Avaliação do desempenho em matemática de crianças do 5º ano do ensino fundamental. Estudo preliminar por meio DO Teste de habilidade matemática (THM)

Sônia das Dores Rodrigues; Adriana Regina Guassi; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(83):181-190 - Artigo Original

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Neste estudo é apresentado o resultado preliminar do Teste de Habilidade Matemática (THM), que foi aplicado a 21 alunos do 5º ano do ensino fundamental. Os dados mostram que houve baixo índice de acerto (média de 34%) e dificuldade mesmo em conhecimentos básicos, como conceito de número e capacidade de solucionar problemas que envolviam enunciado. O aprimoramento do THM, bem como uma possível padronização, requer aumento da casuística e continuidade do estudo.

Avaliação psicomotora de escolares do 1º ano do ensino fundamental

Tais de Lima Ferreira; Amanda Bulbarelli Martinez; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(83):223-235 - Artigo Original

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Na infância, o papel da psicomotricidade é de fundamental importância para o desenvolvimento e aprendizagem da criança e envolve: aspectos emocionais, motores e cognitivos. O presente trabalho aborda o tema desenvolvimento psicomotor, tendo como objetivo verificar se no 1º ano do ensino fundamental a criança já está apta, sob o ponto de vista psicomotor, para o início da aprendizagem formal escolar, uma vez que crianças com alteração psicomotora são fator de risco para dificuldades de aprendizagem. O trabalho se constituiu a partir da avaliação psicomotora de 17 crianças, de ambos os sexos, com idade entre 6 anos e 1 mês e 7 anos e 2 meses, com média etária de 6 anos e 2 meses, frequentadoras do 1º ano de uma Escola Municipal de Mairinque - SP. O material proposto para avaliação do perfil psicomotor é subdividido em três etapas, que avaliam aspectos relacionados às unidades funcionais. Como resultado, obtivemos desempenho aquém do esperado em equilíbrio, imitação, reconhecimento e nomeação das partes do corpo em si e no outro, dissociação de movimentos, velocidade e precisão motora, melhor desempenho dos sujeitos do sexo masculino, em relação ao feminino, somente em dissociação de movimentos e desempenho além do esperado de todos os sujeitos em habilidades rítmicas. Concluiu-se que, sob o ponto de vista psicomotor, os sujeitos ainda estão em grupo de risco para o início da aprendizagem da leitura e da escrita.

Amostra de desempenho de estudantes do ensino fundamental em testes de atenção e funções executivas

Ricardo Franco de Lima; Paula Pinheiro Travaini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):188-199 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi obter uma amostra referencial do desempenho de crianças sem dificuldades de aprendizagem, de ambos os sexos e faixa etária entre 7-10 anos de idade, em testes que avaliam a atenção e as funções executivas. Foram usados os instrumentos: para a atenção - Testes de Cancelamento e Trail Making Test - Parte A; para as funções executivas - Trail Making Test - Parte B, Stroop Color Word Test e Torre de Londres; para as habilidades escolares - Teste de Desempenho Escolar. Os resultados foram organizados em análises da amostra total e em função dos gêneros, idades e níveis de escolaridade. Foram obtidos efeitos da idade e da série escolar no desempenho dos testes, principalmente nos escores de tempo, de modo que, com o avanço da faixa etária e nível de escolaridade, o desempenho melhorou significativamente. Foram obtidas correlações entre os escores dos instrumentos, com o fator idade e com os escores do TDE.

Desempenho neuropsicológico e fonoaudiológico de crianças com dislexia do desenvolvimento

Ricardo Franco de Lima; Cíntia Alves Salgado; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2008;25(78):226-235 - Artigo Original

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O objetivo deste estudo foi descrever o desempenho de crianças com dislexia do desenvolvimento por meio de uma bateria de avaliação neuropsicológica e fonoaudiológica. Participaram deste estudo 6 crianças de ambos os gêneros, com idade entre 9 e 11 anos. O protocolo de avaliação foi composto pelos seguintes instrumentos: a) para a avaliação neuropsicológica: Escala de Inteligência Wechsler, Teste Gestáltico Visomotor de Bender, Bateria Luria Nebraska, Testes de Cancelamento, Teste das Trilhas, Teste de Stroop, Torre de Londres, Teste Wisconsin, Inventário de Depressão Infantil e Inventário de Comportamentos na Infância e Adolescência; b) para a avaliação fonoaudiológica: prova de Nomeação Automática Rápida, Prova de Consciência Fonológica, leitura oral e escrita sob ditado, nível de leitura e redação temática. Os resultados evidenciaram que as crianças com dislexia apresentam alterações no tempo de nomeação para material verbal, dificuldades em provas de rima, segmentação, manipulação e transposição fonêmicas, nível de leitura aquém do esperado para escolaridade, escrita com trocas fonológicas e ortográficas. Apresentaram nível intelectual dentro da média esperada para a idade cronológica e prejuízos principalmente nas atividades que envolveram funções perceptuais, de memória, atenção e funções executivas. É fundamental que crianças com queixas escolares façam avaliação interdisciplinar, pois os achados auxiliam um diagnóstico preciso.

Inclusão escolar: há coesão nas expectativas de pais e professores?

Gilcineia Maria Silveira Cintra; Sonia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):55-64 - Artigo Original

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OBJETIVO: Avaliar as expectativas de diferentes grupos envolvidos no processo de inclusão escolar: professores, pais de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e pais de alunos cujos filhos estão matriculados em classe onde há crianças com NEE.
MÉTODO:
A pesquisa foi desenvolvida em uma escola particular da cidade de Campinas, São Paulo. Fizeram parte do estudo 16 pais e quatro professores. Dentre os pais, quatro tinham filhos com NEE e 12 não. As crianças estavam matriculadas no ensino infantil (I, II e III) e na 1ª série do ensino fundamental. A avaliação das expectativas dos indivíduos envolvidos foi realizada por meio de questionário semi-estruturado, elaborado para esse fim. A análise dos dados foi feita de forma qualitativa.
RESULTADOS: Os resultados mostraram que houve divergências nas expectativas entre os indivíduos ouvidos (pais e professores). Enquanto os professores priorizam o aspecto emocional e social da inclusão, os pais demonstraram que esperam que se priorize e se atente para os aspectos emocional, social e pedagógico. Questiona-se se a postura dos professores pode estar relacionada com o conceito de auto-eficácia e se chama a atenção para a necessidade de se ouvir também os pais que não têm crianças com NEE.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as divergências encontradas têm seus aspectos positivos, já que abrem caminho para discussões entre todos os envolvidos com a inclusão escolar e, consequentemente, para a melhoria do projeto pedagógico.

Relação entre autoconceito e autocontrole comparados ao desempenho escolar de crianças do Ensino Fundamental

Gabriella Conte; Sylvia Maria Ciasca; Iuri Victor Capelatto

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):225-234 - Artigo Original

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Nos estudos das dificuldades escolares ou de aprendizagem, destaca-se a relevância de identificar quais as possíveis causas do não aprender, e, dentre essas, sabe-se que o aspecto afetivo-emocional influencia o desempenho escolar. Este estudo teve como objetivo identificar a relação entre autoconceito e autocontrole comparados ao desempenho escolar. Os participantes deste estudo foram 35 crianças (19 do sexo feminino e 16 do sexo masculino), de 8 a 11 anos, que estavam cursando o Ensino Fundamental I (3º a 5º ano) de uma escola particular em uma cidade no interior de São Paulo. Para a avaliação, foram utilizados os seguintes instrumentos: Teste de Desempenho Escolar (TDE); Escala Feminina de Autocontrole (EFAC) e Escala Masculina de Autocontrole (EMAC); Escala de Autoconceito Infanto-Juvenil (EAC-IJ). Os resultados apresentados permitiram concluir que, para a amostra estudada, quanto mais conhecimento o indivíduo tinha de si (autoconceito), maior foi seu autocontrole, e quanto maior foi seu autocontrole, maior foi seu autoconceito familiar, demonstrando a importância da família no estado emocional da criança, no desenvolvimento das regras e condutas e no autocontrole em geral. Além disso, o autoconceito pessoal estava diretamente relacionado à aprendizagem (e no desempenho em aritmética) e aos sentimentos e emoções da criança, assim como o autoconceito social influenciou no desempenho escolar e em aritmética, ou seja, quanto mais a criança conhece sobre si mesma, melhor é seu desempenho escolar e sua capacidade em lidar com as situações do dia-a-dia.

Avaliação da memória em crianças e adolescentes com capacidade intelectual limítrofe e deficiência intelectual leve

Amanda Morão Pereira; Carolina Rabelo Araújo; Sylvia Maria Ciasca; Sônia das Dores Rodrigues

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):302-313 - Artigo Original

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O presente estudo teve como objetivo avaliar e comparar a memória de crianças e adolescentes classificados como intelectualmente deficiente (grau leve), inteligência limítrofe e sem comprometimento intelectual. Especificamente, foram analisadas a memória operacional, memória de curto prazo imediata e memória de longo prazo (episódica e semântica) nos três grupos mencionados. Participaram deste estudo 38 sujeitos divididos em três grupos: deficientes intelectuais de grau leve (GDI), limítrofes (GL) e controle (GC), constituído por crianças com quociente de inteligência dentro da normalidade. Para avaliação dos diferentes tipos de memória foram utilizados os instrumentos: Figura Complexa de Rey, Teste de Aprendizagem Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT), Blocos de Corsi (TBC) e os subtestes da WISC-IV dígitos, sequência de números e letras e vocabulário. Os dados obtidos demonstram que, quando comparado ao GC, o GDI apresentou prejuízo significativo na memória operacional e na memória de longo prazo semântica, mas não na memória episódica. Em teste que utiliza a repetição de informações, as crianças do GDI tiveram melhor desempenho. Tal dado é importante, pois remete à ideia de que estratégias de ensino embasadas nessa abordagem podem favorecer a aprendizagem dessas crianças. Quanto ao GL, constatou-se prejuízo significativo em todos os tipos de memória avaliados, quando comparado ao GC. A comparação entre o GL e o GDI demonstrou que os primeiros tiveram melhor desempenho (estatisticamente significativo) apenas na memória semântica. Diante disso, considera-se importante que se discuta a necessidade de crianças com inteligência limítrofe receberem na escola o mesmo suporte educacional especializado oferecido às crianças intelectualmente deficientes.

Evolução do desempenho da atenção e da memória operacional em crianças de escola pública e particular

Giovanna Beraldo de Azambuja Silva; Tais de Lima Ferreira; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2014;31(96):254-262 - Artigo Original

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Nesta pesquisa buscamos observar a evolução e as diferenças existentes no desempenho da atenção e da memória operacional entre crianças de escola pública e particular com o intervalo de um ano entre as avaliações. Os dados foram obtidos por meio da análise do desempenho da memória operacional em crianças de 7 anos, submetidas à aplicação de três subtestes da Escala Wechsler de Inteligência para Crianças (WISC-IV), sendo eles Códigos, Procurar Símbolos e Cancelamento e, após 12 meses, uma nova avaliação foi realizada. Participaram deste estudo 12 crianças do sexo feminino. Foi observado que, independente do tipo de escola, as crianças apresentaram evolução com melhora em seus resultados. Nos três subtestes utilizados, observou-se evolução, mesmo com alteração no nível de complexidade da atividade, demonstrando que a atenção e a memória operacional visuo-espacial se desenvolvem e apresentam melhorias assim como outros processos cognitivos, acompanhando o desenvolvimento da criança, independente do tipo de ensino em que as crianças estão matriculadas.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):149-156 - Artigo de Revisão

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OBJETIVO: Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011.
MÉTODO: Na investigação, foram empregadas as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), Medline/PubMed (National Library of Medicine, Institutes of Health) e SciELO (Scientific Eletronic Library Online).
RESULTADOS: Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram o WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal.
CONCLUSÃO: A quantificação de publicações no período investigado relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Distúrbios de aprendizagem na visão do professor

Fabrícia Bignotto de Carvalho; Patrícia Abreu Pinheiro Crenitte; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2007;24(75):229-239 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: A educação, atualmente, percorre grandes e variadas discussões, e, o fracasso escolar é uma realidade visível. Pesquisas confirmam o fracasso escolar como um desafio a ser vencido. O presente estudo propõe identificar o saber daquele que atua diretamente com o aluno, o professor, por considerá-lo um personagem importante no diagnóstico de alunos com distúrbios de aprendizagem, pois, muitas vezes, crianças com essa problemática recebem estigmas ou atitudes equivocadas referentes às suas ações na sala de aula.
OBJETIVO: Verificar o conhecimento do professor quanto aos distúrbios de aprendizagem.
MÉTODO: Para atender o objetivo, foi aplicado um questionário aos professores da rede pública de ensino. Os dados obtidos foram analisados estatisticamente e postos em discussão.
RESULTADOS: Os resultados apontaram para o desconhecimento do professor quanto à diferença entre distúrbios de aprendizagem e dificuldade de aprendizagem.
CONCLUSÃO: Os achados deste estudo nos fazem pensar que o professor precisa rever seus métodos de ensino, seus conhecimentos práticos e teóricos e ir à busca do conhecimento.

Desempenho na resolução de problemas envolvendo o conceito aditivo em sujeitos com dislexia do desenvolvimento

Anelise Caldonazzo; Cíntia Alves Salgado; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2006;23(71):116-123 - Artigo Original

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Várias crianças com distúrbio de leitura e escrita apresentam dificuldade quanto à resolução de problemas, pois a compreensão e a comunicação andam juntas. Acessar o léxico, capacidade de separar em categorias para a criança com dislexia pode ser o fator compensador.
OBJETIVO: Caracterizar o desempenho na resolução de problemas em crianças com dislexia do desenvolvimento. Participaram deste estudo 12 escolares de 8 a 12 anos de idade, com diagnóstico de dislexia do desenvolvimento divididos em grupo controle (GC), composto por seis escolares sem dificuldades de aprendizagem e grupo experimental (GE), composto por seis escolares com dislexia do desenvolvimento.
MATERIAL E MÉTODO: A avaliação propôs quatro situações problemas (Vergnaud) para verificação de como o sujeito resolve o mesmo, tanto na oralidade como na representação gráfica.
RESULTADOS: Os resultados revelaram que todos os escolares apresentaram domínio do conceito de base dez, utilizando para tanto estratégias de apontar objetos e/ou dizerem o nome dos números seqüenciados e de materiais manipulativos para organizar as operações de adição/subtração na resolução de problemas com multidígitos na oralidade, enquanto que os escolares do GE apresentaram desempenho inferior na resolução destes mesmos problemas no espaço gráfico se comparado ao GC.
CONCLUSÃO: O uso das estratégias inventadas reduz a ocorrência de erros sistemáticos baseados na aplicação e uso dessas estratégias com apoio da linguagem oral. Desta forma, necessária se faz a adequação de estratégias escolares quanto à forma de ensino e avaliação da resolução de situações desafiadoras para crianças com dislexia do desenvolvimento.

Desempenho de escolares em testes de atenção e funções executivas: estudo comparativo

Maria José Andrade; Mariana Coelho Carvalho; Rauni Jandé Roama Alves; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(101):123-132 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: Funções executivas e atenção constituem funções corticais importantes para o processo de aprendizagem e estão envolvidas com o desenvolvimento das habilidades escolares de leitura, escrita e cálculo, além de possibilitar o engajamento do indivíduo em ações do seu cotidiano.
OBJETIVO: O presente estudo buscou comparar o desempenho em funções executivas, atenção e desempenho acadêmico de crianças com e sem dificuldade de aprendizagem, de ambos os sexos, e faixa etária entre 10-11 anos, do quinto ano de uma escola pública.
MÉTODO: Participaram do estudo 27 crianças que foram avaliadas usando os instrumentos para a atenção: Teste de Cancelamento e Trail Making Test parte A; para as funções executivas; Trail Making Test – parte B, Stroop Color Word Test e Torre de Londres; para avaliação da capacidade intelectual: Matrizes Progressivas de Raven.
RESULTADOS E CONCLUSÃO: Os resultados encontrados indicam que crianças com queixas escolares apresentam desempenho inferior nos instrumentos que avaliam funções executivas e atenção quando comparadas a crianças sem dificuldades.

Avaliação neuropsicológica de sujeitos com lesão cerebral: uma revisão bibliográfica

Maria de Lourdes Merighi Tabaquim; Marlene Peres de Lima; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2012;29(89):236-243 - Artigo de Revisão

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Este artigo tem como objetivo apresentar uma revisão bibliográfica de avaliações neuropsicológicas de crianças e adolescentes com lesão cerebral, diagnosticados com paralisia cerebral e traumatismo cranioencefálico, no período de janeiro de 2006 a outubro de 2011. Na investigação, empregou-se as bases de dados LILACS (Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde), PubMed (US National Library of Medicine) e SciELO (Scientific Electronic Library Online). Foram identificados 28 estudos, sendo 26 artigos internacionais e 2 nacionais, sendo 4 sobre paralisia cerebral e 24 de traumatismo cranioencefálico. Os resultados demonstraram que a avaliação neuropsicológica é frequentemente empregada para a identificação de desempenhos e sequelas comportamentais decorrentes, em crianças e adolescentes pós-insulto, tendo foco na compreensão sobre a inteligência, nas funções executivas, memória, atenção, linguagem e habilidades sociais. Os instrumentos neuropsicológicos mais empregados foram WISC-III e IV, WPPIS, Trail Making Test e Teste de Fluência Verbal. A quantificação de publicações no período investigado, relacionadas à avaliação neuropsicológica com a população de lesionados cerebrais, mostrou-se incipiente, mesmo considerando a sua relevância sobre as condições evolutivas e nas proposições interventivas educativas.

Comparação do desempenho de estudantes em instrumentos de atenção e funções executivas

Adriana Nobre de Paula Simão; Ricardo Franco de Lima; Juliane Cristhine Natalin; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(83):171-180 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi comparar o desempenho de crianças, de ambos os gêneros, de faixa etária entre 7-12 anos, com e sem queixas de dificuldades de atenção e aprendizagem em instrumentos que avaliam a atenção e aspectos das funções executivas. Foram usados os seguintes instrumentos: Stroop Color Word Test, Trail Making Test A/B, Testes de Cancelamento e Torre de Londres. Os resultados foram organizados em função dos gêneros, distribuição de frequência das queixas e caracterização do desempenho. Foram obtidas diferenças significativas entre os grupos nos escores dos Testes. O grupo com queixas apresentou escores de tempo e erros aumentados em relação ao grupo sem queixas. No caso do escore da TOL, o grupo sem queixas apresentou escore maior.

Relações entre as funções executivas, fluência e compreensão leitora em escolares com dificuldades de aprendizagem

Evelyn Budal Porto Bovo; Ricardo Franco de Lima; Fernanda Caroline Pinto da Silva; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):272-282 - Artigo Original

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O objetivo da presente pesquisa foi investigar as relações entre as funções executivas (FEs) e o desempenho em fluência e compreensão de leitura de escolares com dificuldades de aprendizagem. Participaram do estudo 29 estudantes, sendo 20 meninos e 9 meninas, cursando do 3º ao 9º ano do Ensino Fundamental, idade média de 11,79 (DP = 2,23), selecionados entre os pacientes que passaram por avaliação neuropsicológica no Ambulatório de Neuro-Dificuldades de Aprendizagem do Hospital de Clinicas (UNICAMP) e no Centro de Investigação da Atenção e Aprendizagem (CIAPRE). Foram utilizados os instrumentos: indice de memória operacional, subteste de digitos (ordem indireta), subteste sequência números e letras, cubos de corsi, teste das trilhas, teste cor-palavra de Stroop, teste de fluência verbal, torre de Londres, texto "A coisa" e teste de Cloze. Os dados foram analisados por meio do SPSS 21.0. Os resultados demonstraram correlações significativas entre os escores dos instrumentos variando de moderada a alta. As maiores correlações do desempenho em compreensão de leitura ocorreram com o controle inibitório, a memória operacional e a fluência verbal. É possível inferir que as FEs contribuem com os aspectos estratégicos e metacognitivos da leitura, sendo que estudos posteriores podem investigar o valor preditivo das FEs para a compreensão.

Desempenho percepto-motor, psicomotor e intelectual de escolares com queixa de dificuldade de aprendizagem

Samara Lilian Zulian Ruas da Silva; Carolina Camargo de Oliveira; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2017;34(103):33-44 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivo comparar o desempenho percepto-motor, psicomotor e a capacidade intelectual de escolares com e sem queixa de dificuldade de aprendizagem indicados por seus professores, e associar esse desempenho ao processo de aprendizagem da escrita.
MÉTODO: Participaram do estudo 26 escolares com idade entre 7 e 9 anos, frequentando o Ensino Fundamental, com e sem queixa de dificuldade de aprendizagem por parte dos professores, respectivamente, o grupo experimental (GE), com 14 escolares, e o grupo controle (GC), com 12. Os instrumentos utilizados foram: Teste Gestáltico Visomotor de Bender, Escala de Desenvolvimento Motor, Desenho da Figura Humana, e Avaliação de Dificuldades de Aprendizagem na Escrita – ADAPE.
RESULTADOS: As crianças com queixa de dificuldades de aprendizagem apresentaram pior desempenho em comparação ao grupo controle, em todas as áreas avaliadas. O GE teve resultado inferior ao esperado para sua idade na avaliação psicomotora e percepto-motora, indicando risco para aquisição da aprendizagem da escrita, o que foi confirmado com o resultado do teste ADAPE, que os classificou como tendo dificuldades na escrita de grau leve a moderado. A avaliação intelectual revelou melhor desenvolvimento cognitivo no GC.
CONCLUSÃO: Os resultados encontrados sugerem que o desempenho psicomotor, percepto-motor e intelectual estão estritamente ligados e que alterações em quaisquer dessas habilidades compõem fator de risco para a aquisição da escrita. Sugere-se a continuidade e ampliação dos estudos nesta área, com enfoque na estimulação percepto e psicomotora, como ferramenta que auxilie o desenvolvimento global e a aprendizagem escolar.

Expectativa de profissionais da saúde e de psicopedagogos sobre aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista

Caroline de Carvalho Pereira de Campos; Fernanda Caroline Pinto da Silva; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):3-13 - Artigo Original

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Esse estudo teve o objetivo de analisar a expectativa dos profissionais da saúde e de psicopedagogos sobre aprendizagem e inclusão escolar de indivíduos com transtorno do espectro autista (TEA). Participaram 33 profissionais com atuação na interface entre saúde e educação, atuantes na região metropolitana de Campinas-SP Os dados foram coletados por meio de entrevistas semidirigidas, as quais foram audiogravadas, transcritas e submetidas à análise de conteúdo. Os resultados evidenciaram que, sob a perspectiva dos profissionais, indivíduos com TEA são capazes de aprender, porém em modo e ritmo diferentes. Para o bom desenvolvimento desses indivíduos e para o sucesso da inclusão escolar dos mesmos, o trabalho interdisciplinar foi mencionado como um fator de significativa importância. Destaca-se que a maior parte dos profissionais acredita que a inclusão escolar é para todos e contribui para o desenvolvimento de múltiplas habilidades, entretanto, ainda não ocorre, de fato, em função da falta de profissionais preparados para o atendimento educacional especializado e da falta de um projeto pedagógico que facilite a inclusão escolar.