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Desempenho de escolares com e sem transtorno de aprendizagem em leitura, escrita, consciência fonológica, velocidade de processamento e memória de trabalho fonológica

Cláudia da Silva; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2013;30(91):3-11 - Artigo Original

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OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho de escolares com e sem transtorno de aprendizagem em leitura, escrita, consciência fonológica, velocidade de processamento e memória de trabalho fonológica.
MÉTODO: Participaram deste estudo 40 escolares de 2ª a 4ª séries do Ensino Fundamental, divididos em GI (20 escolares sem dificuldades de aprendizagem) e GII (20 escolares com transtorno de aprendizagem). Como procedimento, foram realizadas as provas de leitura, escrita, consciência fonológica, velocidade de processamento e memória de trabalho fonológica do Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico - versão coletiva e individual.
RESULTADOS: Os resultados deste estudo evidenciaram diferença estatisticamente significante, sugerindo desempenho superior do GI em relação ao GII nas habilidades de leitura, escrita, velocidade de processamento e memória de trabalho fonológica. Não ocorreu diferença estatisticamente significante na habilidade de consciência fonológica entre os grupos comparados.
CONCLUSÃO: O desempenho de escolares com transtorno de aprendizagem nas habilidades de leitura, escrita, velocidade de processamento e memória de trabalho fonológica apresenta-se alterado, apontando para uma limitação no desempenho linguístico em comparação aos escolares sem dificuldades de aprendizagem. Em relação à habilidade de consciência fonológica, os escolares com transtorno de aprendizagem apresentaram dificuldades semelhantes ao grupo de escolares sem dificuldades, o que sugere que essa dificuldade não é específica de escolares com transtorno de aprendizagem.

Correlação entre habilidades cognitivo-linguísticas em escolares com dificuldades de aprendizagem

Cláudia da Silva; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2012;29(89):183-193 - Artigo Original

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OBJETIVO: Verificar a existência de associação entre habilidades de mesmo domínio cognitivo, do teste de desempenho cognitivo-linguístico - versão coletiva e individual -, em escolares com dificuldades de aprendizagem.
MÉTODO: Participaram deste estudo 57 escolares da 4ª série do ensino fundamental, com idade entre 10 anos e 5 meses a 14 anos e 7 meses, de ambos os gêneros. Como procedimento foi utilizado o Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico, versão coletiva e individual. A versão coletiva é composta por habilidades de escrita, aritmética, processamento auditivo e processamento visual, e a versão individual é composta por habilidades de leitura, consciência fonológica, processamento auditivo, processamento visual e velocidade de processamento.
RESULTADOS: Os resultados deste estudo revelaram coeficiente de correlação positivo entre as variáveis dos subtestes, sugerindo que, quanto maiores os valores de uma variável, tanto maiores os valores da outra.
CONCLUSÃO: A correlação de cada prova das habilidades do Teste de Desempenho Cognitivo-Linguístico apresentou comportamentos paralelos, indicando que, para as provas correlacionadas, o desempenho em uma variável interfere no desempenho da outra, ocasionando, assim, um déficit quanto ao desempenho desses escolares em sala de aula.

Caracterização do desempenho de crianças com distúrbio de aprendizagem em estratégias de compreensão leitora

Andréa Carla Machado; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2011;28(86):126-132 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: O distúrbio de aprendizagem apresenta alterações em habilidades como identificação e decodificação da palavra, compreensão de leitura, cálculo e raciocínio matemático, o que ocasiona um prejuízo significativo na aprendizagem escolar.
OBJETIVO: Caracterizar o desempenho de estratégias relacionadas à compreensão leitora em crianças com distúrbio de aprendizagem.
MÉTODO: Participaram deste estudo doze crianças do 3º ao 7º ano do ensino fundamental do município de Marília-SP, de ambos os gêneros, na faixa etária de 8 a 13 anos de idade. Os dados foram coletados no Laboratório de Investigação dos Desvios da Aprendizagem do Departamento de Fonoaudiologia da FFC/UNESP - Marília, SP. Para a aplicação das tarefas de compreensão de leitura, foi utilizada leitura de um texto, seguida por perguntas e respostas. Durante a aplicação da tarefa de compreensão de textos, os erros foram anotados e computados posteriormente nas seguintes categorias: Bom, quando ocorreu autonomia da criança para a realização da tarefa; Médio, quando ocorreu auxílio verbal da pesquisadora para a compreensão da leitura e Deficiente, quando a criança não realizou a tarefa de compreensão.
RESULTADOS: Os resultados foram analisados de forma descritiva. Neste estudo verificou-se que a maioria das crianças com distúrbio de aprendizagem obteve um desempenho deficiente de 80% e 90% em quase todas as estratégias analisadas, sendo em algumas delas alcançando a porcentagem de 100%, ou seja, nenhuma das crianças realizarou as estratégias observadas, como, por exemplo: o uso de habilidade fonológica para abordar a palavra e entonação.
CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo permitiram concluir que as estratégias relacionadas à compreensão leitora das crianças com distúrbio de aprendizagem obtiveram um desempenho abaixo do esperado para as suas idades e escolaridade. Este fato demonstra a importância da realização de estudos futuros, com amostras maiores de participantes, para investigar e identificar as estratégias de leitura de textos em crianças com distúrbio de aprendizagem. Os resultados também poderão maximizar novas pesquisas referentes à construção de intervenções sobre compreensão leitora.

Transtorno do desenvolvimento da coordenação: revisão de literatura sobre os instrumentos de avaliação

Cintia Sicchieri Toniolo; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):109-116 - Artigo de Revisao

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OBJETIVOS: Mapear os artigos publicados sobre as avaliações e escalas utilizadas para o diagnóstico de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC), no período de 2004 a 2009, disponíveis na base de dados PubMed; analisar descritivamente aspectos específicos dos textos: ano de publicação da pesquisa, local, suporte de publicação e forma de coletar os dados; e verificar os tipos de avaliação e escalas utilizadas para o diagnóstico de crianças com TDC.
MÉTODO: A pesquisa na base de dados iniciou com a busca por descritores em língua inglesa e portuguesa: Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação, avaliação, instrumentos, diagnóstico, escala, combinando dois termos.
RESULTADOS: Os resultados indicaram aumento crescente das pesquisas no período de 2004 a 2009. O The Movement Assessment Battery for Children Test (MABC) foi o instrumento de avaliação mais utilizado nos artigos selecionados para este estudo. Porém, mais de 70% dos artigos utilizaram testes complementares para a pesquisa dos problemas motores.
CONCLUSÃO: Apesar do aumento das pesquisas sobre TDC, ainda são escassos os artigos publicados no Brasil. Quanto aos instrumentos de avaliação encontrados nos artigos científicos, há uma recomendação sobre a associação de instrumentos de avaliação motora e entrevista ou questionários que investiguem o comportamento motor das crianças com pais e professores para melhor definição do diagnóstico de TDC.

Dados preliminares de um programa de intervenção para compreensão leitora por meio da técnica de Cloze

Andréa Carla Machado; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2016;33(101):144-153 - Artigo Original

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A presente pesquisa teve o objetivo de desenvolver um programa de compreensão leitora por meio da técnica de Cloze. Participaram deste estudo 60 escolares de ambos os sexos, com idade entre 9 e 11 anos (média = 10,4 anos), do 4º ano do Ensino Fundamental municipal de uma cidade do interior paulista. Foi desenvolvido um programa de seis treinos com textos selecionados, posteriormente transformados em slides de power point como recurso diferencial para intervenção em compreensão leitora por meio da técnica de Cloze. Os participantes foram divididos em dois grupos, GI com 30 escolares que receberam a intervenção e o grupo GII com 30 escolares que não receberam intervenção de compreensão leitora. Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes, evidenciando que os escolares apresentaram desempenho obtido superior quando comparado aos escolares que não receberam intervenção do programa de compreensão leitora. A comparação dos resultados do pré e pós-testes apontaram para uma diferença significativa, demonstrando que a técnica de Cloze contribui de maneira salutar para o desenvolvimento da compreensão em leitura.

Habilidades perceptivas visuais e qualidade de escrita de escolares com dislexia

Mariana Banzato Stenico; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2013;30(93):169-176 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Os objetivos deste estudo foram caracterizar e comparar o desempenho perceptivo visual e qualidade de escrita de escolares com dislexia e com bom desempenho acadêmico, e relacionar as habilidades percepto-viso-motoras e a qualidade de escrita de escolares com dislexia e com bom desempenho acadêmico.
MÉTODO: Participaram deste estudo 40 escolares, sendo 35 do gênero masculino e 5 do gênero feminino, na faixa etária de 8 a 11 anos e 11 meses, que frequentam do 3º ao 5º ano de escolas públicas municipais de Marília-SP, divididos em dois grupos: grupo I (GI), composto por 20 escolares com o diagnóstico interdisciplinar de dislexia, e grupo II (GII), composto por 20 escolares com bom desempenho escolar. Como procedimento, foram utilizados o Teste de Habilidades Perceptuais Visuais - TVPS-3 e a Escala de Disgrafia.
RESULTADOS: Os resultados deste estudo revelaram que os escolares com dislexia apresentaram dificuldades nas habilidades visuais referentes à discriminação e à memória. Além das habilidades de discriminação e memória, também foi evidenciado desempenho inferior nas habilidades de relação viso-espacial e constância de forma, e desempenho inferior de todas as habilidades visuais em comparação à idade cronológica. Entretanto, o grupo de escolares com bom desempenho acadêmico também apresentou desempenho inferior nas habilidades de relação viso-espacial e constância de forma.
CONCLUSÕES: O estudo aponta para o fato de que, talvez faltem investimentos da escola em atividades que envolvam experiências visuais e viso-motoras, que propiciem o desenvolvimento das habilidades visuais necessárias para o desenvolvimento da leitura e da escrita. Mesmo sem a ocorrência de diferença estatisticamente significante entre os grupos deste estudo para a disgrafia, é possível observarmos que um maior número de escolares disléxicos apresentou presença de disgrafia.

Desempenho motor de escolares com dislexia, transtornos e dificuldades de aprendizagem

Cristina Camargo de Oliveira; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):105-112 - Artigo Original

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OBJETIVO: Este estudo teve por objetivos caracterizar e comparar o desempenho motor de escolares com dislexia do desenvolvimento, transtornos e dificuldades de aprendizagem.
MÉTODO: Participam deste estudo 40 escolares da 2ª a 4ª série do ensino fundamental, na faixa etária de 7 a 11 anos, de ambos os gêneros, distribuídos em quatro grupos: GI: composto por 10 escolares com dislexia do desenvolvimento, GII: composto por 10 escolares com transtornos de aprendizagem, GIII: composto por 10 escolares com dificuldades de aprendizagem e GIV: composto por 10 escolares com bom desempenho acadêmico pareados segundo a faixa etária e escolaridade com o GI, GII e GIII. Após a assinatura do termo de consentimento pelos pais ou responsáveis, os escolares foram submetidos à Escala de Avaliação Motora.
RESULTADOS: Os resultados foram analisados por meio de análise estatística com emprego dos testes de Kruskal-Wallis, Mann-Whitney, Friedman, Postos Sinalizados de Wilcoxon e Correlação de Spearman, evidenciando que os grupos I e II apresentaram desempenhos inferiores nas provas de equilíbrio e organização espacial e esses grupos diferenciam-se entre si quanto à prova de função motora grossa, na qual o GI foi inferior a todos os demais grupos, e o GII foi inferior a todos os outros grupos na prova de Organização Temporal, enquanto que os escolares de GIII e GIV apresentam perfil motor semelhante.

Percepção visual de escolares com distúrbios de aprendizagem

Aline Viganô de Souza; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2011;28(87):256-261 - Artigo Original

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OBJETIVO: Caracterizar os achados de percepção visual de escolares com distúrbios de aprendizagem.
MÉTODO: Participaram deste estudo 24 escolares na faixa etária de 7 a 12 anos de idade, de ambos os gêneros, com nível socioeconômico médio. Os escolares foram divididos em dois grupos: Grupo I (GI) - composto por 12 escolares com diagnóstico interdisciplinar de distúrbios de aprendizagem, sendo 75% do sexo masculino e 25% do sexo feminino; Grupo II (GII) - composto por 12 escolares com bom desempenho acadêmico, pareados por sexo e faixa etária com os escolares do GI. Todos os escolares foram submetidos ao Teste Evolutivo de Percepção Visual - DTVP-2, composto de oito subtestes que medem habilidades viso-motoras interrelacionadas com percepto-visuais diferentes. Os resultados foram analisados estatisticamente por meio do teste de Mann-Whitney, para verificar possíveis diferenças de desempenho nas tarefas entre os grupos estudados.
RESULTADOS: Os resultados revelaram diferença estatisticamente significante entre o GI e o GII, demonstrando que o GI apresentou alterações que indicam déficit de percepção viso-motora, apesar das habilidades de relação espacial e figura e fundo estarem íntegras.
CONCLUSÃO: Os escolares do GI apresentaram desempenho inferior na habilidade de coordenação viso-motora, de posição no espaço, de cópia, de closura visual, de velocidade viso-motora e de constância de forma em relação aos escolares do GII.

Treinamento de habilidades fonológicas em escolares de risco para dislexia

Cintia Cristina Fadini; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2011;28(85):3-13 - Artigo Original

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OBJETIVO: O presente estudo teve por objetivo verificar a eficácia do treinamento de habilidades fonológicas em escolares de risco para dislexia.
MÉTODO: Participaram do estudo 60 escolares de escola pública municipal, de 1ª série, de ambos os gêneros, na faixa etária de 6 a 7 anos idade. Neste estudo, foi realizada a adaptação brasileira da pesquisa sobre treinamento de habilidades fonológicas composta de pré-testagem, intervenção e pós-testagem. Em situação de pré e pós-testagem, os escolares foram submetidos ao teste para a identificação precoce dos problemas de leitura e aqueles que apresentaram desempenho inferior a 51% das provas do teste foram divididos em GI: 19 escolares submetidos ao treinamento de habilidades fonológicas; e em GII: 41 escolares não submetidos ao treinamento de habilidades fonológicas.
RESULTADOS: Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes, evidenciando que dos 19 escolares submetidos ao treinamento de habilidades fonológicas, 16 apresentaram melhor desempenho em situação de pós-testagem. Apenas 3 escolares não responderam à intervenção proposta, sendo submetidos à avaliação interdisciplinar.
CONCLUSÃO: A melhora das habilidades fonológicas e de leitura em situação de pós-testagem em relação à pré-testagem comprova a eficácia do treinamento de habilidades fonológicas em escolares de risco para dislexia.

Habilidades metalinguísticas no processo de alfabetização de escolares com transtornos de aprendizagem

Vera Lúcia Orlandi Cunha; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2011;28(85):85-96 - Artigo de Revisao

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O propósito da alfabetização é auxiliar as crianças a compreenderem o que lêem e a desenvolver estratégias para continuar a ler com autonomia. Aprender a ler requer compreender o princípio alfabético para usar regras de correspondência grafema-fonema para decodificar informações. No entanto, algumas crianças apresentam consideráveis dificuldades para aprender estas habilidades, as quais se tornam obstáculos para a assimilação dos conteúdos propostos. A principal característica deste tipo de dificuldade é o baixo rendimento ou desempenho em atividades como leitura, escrita ou cálculos matemáticos em relação ao que se poderia esperar da criança, de acordo com sua inteligência e oportunidades. Com base nas considerações expostas, este estudo busca fazer uma reflexão sobre a alfabetização de escolares que apresentam transtornos de aprendizagem e o desenvolvimento das habilidades metalinguísticas envolvidas na aquisição da leitura e escrita. Para tanto, é importante levar em consideração alguns aspectos sobre a linguagem oral e escrita e sobre o desenvolvimento da leitura, assim como as habilidades consideradas fundamentais neste processo. Além disto, é fundamental que sejam explicitadas a classificação dos transtornos de aprendizagem e a definição de cada um deles para que a reflexão proposta por este estudo possa trazer à tona a compreensão de que as dificuldades apresentadas por estes escolares podem ter como base alterações no desenvolvimento destas habilidades. Sendo o comprometimento das habilidades metalinguísticas presente nos transtornos de aprendizagem, torna-se necessário que tais habilidades sejam desenvolvidas, para assim garantir o sucesso da aprendizagem da leitura e da escrita.

Conhecimento de letras, sílabas e palavras por escolares de 1º e 2º anos do ensino fundamental

Mayara Pessoa de Moraes; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(84):325-333 - Artigo Original

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OBJETIVO: Verificar e comparar o desempenho de escolares de 1º e 2º anos do ensino fundamental sobre conhecimento de letras, sílabas e palavras em três momentos de avaliação.
MÉTODO: Participaram deste estudo 19 escolares de ensino público municipal do 1º e 2º ano do ensino fundamental do município de Marília-SP, de ambos os gêneros, na faixa etária de 6 a 7 anos e 11 meses de idade. Os escolares foram distribuídos em GI: composto por 9 escolares do 1º ano do ensino fundamental e GII: composto por 10 escolares do 2º ano do ensino fundamental. Os dois grupos foram submetidos à aplicação da adaptação brasileira do Protocolo de identificação e detecção precoce de dislexia. Este protocolo foi composto por duas partes denominadas nível de leitura e identificação de erros específicos. Os resultados foram analisados estatisticamente, visando à comparação de desempenho dos grupos nos três momentos de avaliação.
RESULTADOS: Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes, evidenciando que o desempenho dos dois grupos foi superior quando comparado o primeiro com o terceiro momento de avaliação.
CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo permitiram concluir que, ao longo do ano escolar, os escolares do GI e os escolares do GII adquiriram a capacidade de conhecimento e reconhecimento de letras, sílabas e palavras, além da capacidade de identificar e reconhecer erros de inversão, demonstrando que os escolares sem dificuldades de aprendizagem se apropriam do princípio alfabético do sistema de escrita do português brasileiro sendo expostos a tarefas de leitura e escrita em contexto de sala de aula.

Conhecimento das regras de correspondência grafo-fonêmicas por escolares de 1ª a 4ª série com e sem dificuldades de aprendizagem

Natália Fusco; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):36-46 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Este estudo teve por objetivos caracterizar e comparar o nível de conhecimento dos escolares de 1ª a 4ª com e sem dificuldades de aprendizagem quanto ao uso das regras de correspondência grafema-fonema do português brasileiro.
MÉTODO: Participaram deste estudo 120 escolares de escola pública municipal, de 1ª e a 4ª série, de ambos os gêneros, na faixa etária de 7 a 10 anos e 11 meses de idade. Os escolares foram distribuídos por série em 8 grupos, sendo do GI ao GIV composto por escolares sem dificuldades de aprendizagem e do GV ao GVIII composto por escolares com dificuldades de aprendizagem. Foi aplicado o Protocolo de Avaliação de Leitura, composto por 6 subtestes: prova de palavras regulares, prova de palavras irregulares, prova de palavras regulares incorretas com trocas visuais, prova de palavras regulares incorretas com trocas fonológicas, prova de palavras incorretas homófonas e prova de pseudopalavras.
RESULTADOS: OOs resultados revelaram que os escolares dos GI, GII, GIII e GIV obtiveram desempenho superior em relação aos GV, GVI, GVII e GVIII nos subtestes de Palavras Incorretas com Troca Fonológica, Palavras Regulares, Pseudopalavras e Palavras Incorretas com Troca Visual e os escolares do GIV obtiveram desempenho superior ao GVIII nas categorias de Palavras incorretas com Troca Fonológica, Palavras Irregulares e Pseudopalavras.
CONCLUSÃO: OOs resultados evidenciaram que os escolares dos grupos com dificuldades de aprendizagem apresentaram falhas no conhecimento e reconhecimento de regras ortográficas se comparada aos escolares sem dificuldades de aprendizagem.

Eficácia do programa de intervenção com a consciência fonológica em escolares com risco para a dislexia

Regiane Kobal de Oliveira Alves Cardoso; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(81):396-407 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Este estudo teve por objetivo verificar a eficácia de um programa de intervenção com a consciência fonológica em escolares com risco para a dislexia.
MÉTODO: Participaram deste estudo 27 escolares de 1ª série do ensino público municipal da cidade de Marília-SP, de ambos os gêneros, na faixa etária de 7 anos a 7 anos e 11 meses. Em situação de pré e pós-testagem, todos os escolares foram submetidos ao Teste de identificação precoce dos problemas de leitura. Os escolares que apresentaram desempenho inferior a 51% no Teste de identificação precoce dos problemas de leitura foram submetidos à intervenção na consciência fonológica com base nas provas do CONFIAS. Dessa forma, os escolares foram divididos em: GI: composto por 17 escolares não submetidos ao programa de intervenção e GII: composto por 10 escolares submetidos ao programa de intervenção.
RESULTADOS: O GI apresentou diferença estatisticamente significante nos subtestes de produção de rima, segmentação fonêmica e leitura de palavras, enquanto o GII apresentou diferença estatisticamente significante nos subtestes de produção de rima, segmentação fonêmica e leitura de palavras.
CONCLUSÃO: O Teste de identificação precoce dos problemas de leitura elaborado para este estudo demonstrou-se efetivo para a verificação dos sinais da dislexia em escolares, e a realização do programa de intervenção na consciência fonológica foi eficaz para os escolares com sinais da dislexia. Isso se comprovou pela melhora das habilidades cognitivo-linguísticas em situação de pós-testagem em comparação à pré-testagem.

Desempenho de escolares com dificuldades de aprendizagem em um programa de intervenção com a consciência fonológica

Ana Paula de Castro Silva; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):207-219 - Artigo Original

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O entendimento da estrutura da língua auxilia no desenvolvimento da alfabetização, e o ensino sistemático e explícito do funcionamento desta estrutura pode contribuir para que os escolares com dificuldades de aprendizagem as superem. Este estudo teve por objetivo verificar a eficácia de um programa de intervenção com a consciência fonológica. Participaram desta pesquisa 14 escolares de 30 ano do ensino básico de escola pública do interior de São Paulo, de ambos os gêneros, na faixa etária de 8 a 10 anos, sendo distribuídos em grupo experimental e controle. Em situação de pré e pós testagem, todos os escolares foram submetidos às provas do teste CONFIAS e realizaram a escrita espontânea de textos. Após a pré-testagem, somente o grupo experimental foi submetido ao programa de remediação fonológica. Os resultados apontaram que, após a intervenção, o grupo experimental apresentou diferença estatisticamente significante para as tarefas referentes à consciência de fonemas (segmentação e transposição) e que houve melhora na compreensão do código alfabético, evidenciada pelo aumento do número de palavras escritas. O programa de intervenção com a consciência fonológica favoreceu a percepção fonêmica e o entendimento do princípio alfabético de escrita do português.

Comparação do nível de conhecimento das regras de correspondência grafofonêmicas entre escolares do 1º ao 5º ano do ensino fundamental

Natália Fusco; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):220-230 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVOS: Este estudo teve como objetivos elaborar um protocolo de avaliação de leitura e comparar o nível de conhecimento dos escolares do 1º ao 5º ano do ensino fundamental quanto ao uso das regras do português brasileiro.
MÉTODO: Participaram 150 escolares divididos em 5 grupos de 30 escolares por série, na faixa etária de 6 a 10 anos e 11 meses, de ambos os gêneros, do 1º ao 5º ano, denominados de GI ao GV. Foi elaborado um Protocolo de Avaliação de Leitura baseado nas regras de decodificação do português brasileiro, composto por 6 categorias: Palavras Regulares, Palavras Irregulares, Palavras Regulares Incorretas com Trocas Visuais, Palavras Regulares Incorretas com Trocas Fonológicas, Palavras Homófonas e Pseudopalavras.
RESULTADOS: Os resultados revelaram diferença estatisticamente significante entre os escores esperados e obtidos em todos os subtestes, indicando que os escolares do 1º ao 5º anos não obtiveram a pontuação máxima de acerto para as categorias de leitura; os escolares do GI e GII apresentaram desempenho inferior para leitura das categorias deste estudo em relação aos GIII, GIV e GV. Com relação ao tempo de leitura, quanto maior a seriação escolar, menor tempo de leitura.
CONCLUSÃO: Pode-se concluir que o Protocolo de Avaliação da Leitura elaborado para este estudo permitiu conhecer o nível de conhecimento dos escolares do 1º ao 5º ano do ensino fundamental quanto ao uso das regras do português brasileiro. Entretanto, novas pesquisas necessitam ser realizadas para verificar se os achados aqui apresentados retrataram o comportamento de leitura de escolares de escola pública.

Desenvolvimento das habilidades auditivas de escolares com distúrbio de aprendizagem, antes e após treinamento auditivo, e suas implicações educacionais

Fábio Henrique Pinheiro; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(80):231-241 - Artigo Original

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Este trabalho tem por objetivo caracterizar e comparar o desempenho de escolares com e sem distúrbio de aprendizagem em testes de processamento auditivo, após a aplicação do programa treinamento auditivo, e discutir suas implicações no âmbito educacional. Foram selecionados 40 escolares, divididos em dois grupos: GI, subdividido em: GIe (10 escolares com distúrbio de aprendizagem submetidos ao programa de treinamento auditivo), GIc (10 escolares com distúrbio de aprendizagem não submetidos ao programa de treinamento auditivo) e GII, subdividido em: GIIe (10 escolares sem dificuldades submetidos ao programa de treinamento auditivo) e GIIc (10 escolares sem dificuldades não submetidos ao programa de treinamento auditivo). Os escolares foram submetidos a avaliação audiológica e provas de processamento auditivo em situação de pré e pós-testagem e a aplicação do programa de Treinamento Auditivo Audio Training®. Os resultados evidenciaram que os escolares com distúrbio de aprendizagem apresentaram alterações estatisticamente significantes, caracterizando alteração do processamento auditivo. Os escolares de GI apresentaram desempenho estatisticamente inferior em relação aos escolares de GII. Os grupos GIe e GIIe, submetidos ao programa de treinamento auditivo, apresentaram desempenho estatisticamente superior em situação de pós-testagem. Os achados sugerem que os processos auditivos interferem diretamente na recepção e na decodificação da informação, refletindo em atrasos no desenvolvimento da linguagem e da aprendizagem da leitura e escrita em sala de aula. O trabalho com enfoque nas habilidades alteradas pode auxiliar significantemente o aprendizado do escolar em sala de aula.

Relação entre a opinião dos pais e professores sobre transtorno do desenvolvimento da coordenação (TDC) e os resultados do exame motor em escolares de ensino público municipal

Talita Regina Valle; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):23-32 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Relacionar a opinião dos pais e professores sobre o transtorno do desenvolvimento da coordenação (TDC) com os resultados do exame motor em escolares de 1ª a 4ª série do ensino fundamental público.
MÉTODO: Participaram deste estudo 88 escolares, na faixa etária de 6 anos e 1 mês a 12 anos e 11 meses, de ambos os gêneros, com escolaridade variando de 1ª a 4ª série do ensino fundamental público municipal, divididas em 2 grupos: GI (composto por 44 escolares, de ambos os gêneros, com dificuldades de aprendizagem) e GII (composto por 44 escolares, de ambos os gêneros, sem dificuldades de aprendizagem, pareados segundo gênero e faixa etária com GI). Foi aplicado um questionário sobre aspectos característicos de escolares com TDC aos pais e professores; e aos escolares, o Exame Motor para diagnóstico de Déficit de Atenção, Controle Motor e Percepção, após assinatura do termo de consentimento por pais ou responsáveis.
RESULTADOS: Foi possível verificar que os escolares que apresentam dificuldades de aprendizagem não apresentaram desempenho motor inferior do que os escolares sem dificuldades de aprendizagem. Além disso, foi verificado que os escolares com dificuldade de aprendizagem, em sua maioria, não apresentaram comportamentos de TDC, tanto na avaliação de pais quanto de professores.
CONCLUSÃO: Pode-se concluir que a opinião dos pais e professores sobre o TDC está em concordância com os resultados obtidos na avaliação aplicada, uma vez que, tanto no questionário sobre comportamento de TDC, quanto nas provas aplicadas, os escolares com dificuldade de aprendizagem não demonstraram dificuldades motoras no geral.

Avaliação das habilidades fonológicas, de leitura e escrita em indivíduos com paralisia cerebral congênita hemiparética

Tais de Lima Ferreira; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2006;23(72):192-202 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O presente estudo teve por objetivos caracterizar e comparar o desempenho fonológico e de leitura e escrita em indivíduos com Paralisia Cerebral Hemiparética à direita e à esquerda (PC-H). Participaram deste estudo 16 indivíduos com PC-H, com idade entre 7 e 13 anos, que freqüentam ensino fundamental regular público. Os indivíduos foram divididos em dois grupos: GSd (grupo de indivíduos com PC-H à direita) e GSe (grupo de indivíduos com PC-H à esquerda). Os resultados demonstraram que os sujeitos avaliados apresentam alterações de leitura e escrita de base fonológica, apesar dos indivíduos do GSe apresentarem melhor desempenho nos resultados do que os indivíduos do GSd no que se refere à emissão e à recepção da linguagem escrita.

Treinamento da correspondência grafema-fonema em escolares de risco para a dislexia

Daniele de Campos Refundini; Maíra Anelli Martins; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2010;27(83):191-201 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Verificar a eficácia do programa da correspondência grafema-fonema em escolares de risco para dislexia da 1ª série.
MÉTODO: Participaram deste estudo 60 escolares de ensino público municipal, na faixa etária de 6 a 7 anos de idade. Neste estudo foi realizada a adaptação brasileira da pesquisa sobre treinamento da correspondência grafema-fonema, composta de pré-testagem, intervenção e pós-testagem. Em situação de pré e pós-testagem, todos os escolares foram submetidos à aplicação do teste para a identificação precoce dos problemas de leitura, aqueles que apresentaram desempenho inferior a 51% das provas do teste foram divididos em Grupo I (GI): composto por 18 escolares submetidos ao programa de treinamento; e em Grupo II (GII): composto por 42 escolares não submetidos ao programa de treinamento.
RESULTADOS: Os resultados deste estudo revelaram diferenças estatisticamente significantes, evidenciando que dos 18 escolares submetidos ao programa, 17 apresentaram melhor desempenho em situação de pós-testagem em relação à pré-testagem.
CONCLUSÃO: A realização deste programa foi eficaz para a identificação dos escolares com sinais da dislexia, evidenciando que quando é fornecida a instrução formal do princípio alfabético da Língua Portuguesa, os escolares que não apresentam o quadro de dislexia deixam de apresentar suas manifestações.

Alterações de processos fonológicos e índice de gravidade em uma amostra de fala e de escrita de escolares de ensino público e privado

Monique Herrera Cardoso; Ana Carla Leite Romero; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2016;33(102):283-293 - Artigo Original

Resumo PDF Português

Este estudo teve como objetivo comparar a ocorrência de processos fonológicos alterados e o índice de gravidade do transtorno fonológico em uma amostra da fala e da escrita entre escolares do 1º ao 5º ano dos ensinos público e particular. Participaram 300 escolares, sendo 150 de escola pública e 150 de particular, distribuídos entre 1º e 5º ano escolar, ambos os gêneros, faixa etária de 6 anos a 10 anos e 11 meses de idade. Foram aplicadas as provas de fonologia do Teste de Linguagem Infantil – ABFW, uma prova de redação temática e calculado o índice de gravidade nas duas provas. Os resultados demonstraram melhor desempenho dos escolares de ensino particular nas provas fonológicas e na escrita temática. Ao analisar o índice de gravidade, notou-se que a gravidade do transtorno fonológico foi classificada como leve em ambos sistemas de ensino. Ao se aplicar o índice de gravidade na amostra de escrita, observou-se predominantemente a classificação leve, porém nos escolares do 1º e 2º ano, tanto da escola pública quanto da particular, foi possível identificar classificação levemente moderada, moderadamente grave e grave. Os achados deste estudo contribuíram para o estabelecimento de um perfil da relação oralidade-escrita de escolares em período de alfabetização.

Desempenho na resolução de problemas envolvendo o conceito aditivo em sujeitos com dislexia do desenvolvimento

Anelise Caldonazzo; Cíntia Alves Salgado; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2006;23(71):116-123 - Artigo Original

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Várias crianças com distúrbio de leitura e escrita apresentam dificuldade quanto à resolução de problemas, pois a compreensão e a comunicação andam juntas. Acessar o léxico, capacidade de separar em categorias para a criança com dislexia pode ser o fator compensador.
OBJETIVO: Caracterizar o desempenho na resolução de problemas em crianças com dislexia do desenvolvimento. Participaram deste estudo 12 escolares de 8 a 12 anos de idade, com diagnóstico de dislexia do desenvolvimento divididos em grupo controle (GC), composto por seis escolares sem dificuldades de aprendizagem e grupo experimental (GE), composto por seis escolares com dislexia do desenvolvimento.
MATERIAL E MÉTODO: A avaliação propôs quatro situações problemas (Vergnaud) para verificação de como o sujeito resolve o mesmo, tanto na oralidade como na representação gráfica.
RESULTADOS: Os resultados revelaram que todos os escolares apresentaram domínio do conceito de base dez, utilizando para tanto estratégias de apontar objetos e/ou dizerem o nome dos números seqüenciados e de materiais manipulativos para organizar as operações de adição/subtração na resolução de problemas com multidígitos na oralidade, enquanto que os escolares do GE apresentaram desempenho inferior na resolução destes mesmos problemas no espaço gráfico se comparado ao GC.
CONCLUSÃO: O uso das estratégias inventadas reduz a ocorrência de erros sistemáticos baseados na aplicação e uso dessas estratégias com apoio da linguagem oral. Desta forma, necessária se faz a adequação de estratégias escolares quanto à forma de ensino e avaliação da resolução de situações desafiadoras para crianças com dislexia do desenvolvimento.

Desenvolvimento de ferramentas pedagógicas para identificação de escolares de risco para a dislexia

Olga Valéria Campana dos Anjos Andrade; Paulo Sérgio Teixeira do Prado; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2011;28(85):14-28 - Artigo Original

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OBJETIVO: Elaborar e aplicar atividades pedagógicas coletivas, que avaliem as habilidades fonológicas em pré-leitores e leitores iniciantes e que sirvam como potenciais instrumentos de rastreamento para ajudar na identificação de escolares de risco para desenvolver dificuldades na leitura-escrita.
MÉTODO: As tarefas FAE (ferramentas alternativas do educador) basearam-se em tarefas fonológicas clássicas conhecidas como "categorização de sons" e no Protocolo de Habilidades Cognitivo-Linguísticas. As FAE consistiram basicamente no pareamento entre figuras e de figuras com palavras que apresentam similaridades fonológicas no início (aliteração) ou no final (rima) e foram aplicadas em 45 escolares, de ambos os gêneros, com idade média de 7 anos e 4 meses, juntamente com o referido protocolo.
RESULTADOS: O protocolo comprovou sua eficácia confirmando que a consciência fonológica, a memória de trabalho verbal e a nomeação rápida consistem nos principais fatores de risco para a dislexia e com as quais as FAE apresentaram suas mais fortes correlações, além da discriminação fonêmica. As tarefas FAE também foram fortemente correlacionadas com a leitura e a escrita.
CONCLUSÃO: Escolares de risco para dislexia podem ser identificados por meio de ferramentas pedagógicas desenvolvidas, testadas e adaptadas para a realidade educacional brasileira, sendo este um promissor campo de pesquisa com potencial para ajudar a evitar o atual excessivo número de escolares equivocadamente considerados disléxicos e indevidamente encaminhados para os serviços públicos competentes, bem como indicar as abordagens teórico-empíricas mais adequadas para orientar nossa educação.

Caracterização do desempenho de crianças com transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) em provas operatórias: estudos de casos

Lúcia Galvão do Amaral Campos; Tamara Beres Lederer Goldberg; Simone Aparecida Capellini; Niura Aparecida de Moura Ribeiro Padula

Rev. Psicopedagogia 2007;24(75):218-228 - Artigo Original

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Este trabalho teve por objetivo caracterizar o desempenho de crianças com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade em provas operatórias. Participaram deste estudo seis crianças, de ambos os gêneros e com faixa etária entre 8 e 12 anos de idade, cursando Ensino Fundamental, com diagnóstico interdisciplinar de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Foram aplicadas duas provas operatórias: Conservação de Quantidades Contínuas e Descontínuas do exame clínico de Piaget, utilizando-se, no mínimo, de quatro sessões. A análise foi baseada nas respostas e justificativas emitidas pelos pacientes. Todos os pacientes forneceram, em grande parte, respostas não-conservadoras e foram classificados na fase pré-operatória do desenvolvimento. Os resultados sugerem que as provas operatórias possibilitaram a análise das estruturas cognitivas. A aplicação das provas e a análise das respostas permitiram estabelecer, nas crianças avaliadas, o nível de desenvolvimento das estruturas cognitivas, lógica de conservação de quantidades, não só aproximando a visão da equipe profissional para a causa da dificuldade do raciocínio lógico daqueles pacientes, mas também favorecendo a investigação problemática e a escolha da conduta. Ademais, não se verificou comprometimento da estruturação cognitiva. As provas mostraram, ainda, ser um instrumento de avaliação que contribuiu não apenas para o diagnóstico, mas ainda como ferramenta auxiliar ao profissional que se proponha a acompanhar crianças com TDAH.

Desempenho cognitivo - lingüístico de escolares de 1ª a 4ª séries do ensino público municipal

Simone Aparecida Capellini; Claudia da Silva; Janaína Gonzaga; Marcela Tegeiro Galhardo; Priscila Cruvinel; Ian Smythe

Rev. Psicopedagogia 2007;24(73):30-44 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Caracterizar e comparar o desempenho de escolares de 1ª a 4ª séries do ensino fundamental na adaptação brasileira do Teste de Desempenho Cognitivo - Lingüístico, versão coletiva e individual.
MÉTODO: Participaram deste estudo 130 sujeitos de 1ª a 4ª séries de ensino básico de escola pública municipal, de ambos os gêneros, com média etária variando de 7,5 anos a 10,5 anos de idade. Como procedimento foi utilizada a adaptação brasileira do Teste de Desempenho Cognitivo-Lingüístico.
RESULTADOS: Os resultados evidenciaram que a velocidade de acesso ao léxico mental está diretamente relacionada com a habilidade de consciência fonológica, memória e trabalho e de leitura e escrita, pois os escolares que apresentaram dificuldades no TDCL coletivo apresentaram alteração em tarefas de nomeação e memória visual (repetição de seqüências de figuras acima de 2), reversibilidade (percepção de detalhes em figuras e contagem regressiva) e consciência fonológica (rima e aliteração) independentemente da seriação, evidenciando a ocorrência de relação entre as habilidades de consciência fonológicas, memória, leitura e escrita sob ditado.
CONCLUSÃO: A consciência fonológica e a leitura e escrita são processos que se desenvolvem e se fortalecem mutuamente, pois os estágios iniciais da consciência fonológica (consciência de rimas e sílabas) contribuíram para o desenvolvimento inicial do processo de leitura. Entretanto, as dificuldades no uso das habilidades de nomeação automatizada rápida, habilidade fonológica e memória geram problemas de aprendizagem perceptível na criança em relação ao grupo-classe.

Protocolo de identificação precoce dos problemas de leitura: estudo preliminar com escolares de 1º ano escolar

Simone Aparecida Capellini; Maria Nobre Sampaio; Maryse Tomoko Matsuzawa Fukuda; Adriana Marques de Oliveira; Cíntia Cristina Fadini; Maíra Anelli Martins

Rev. Psicopedagogia 2009;26(81):367-375 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Elaborar teste de identificação precoce dos problemas de leitura e caracterizar o desempenho dos escolares do 1º ano no procedimento elaborado.
MÉTODO: Participaram deste estudo 83 alunos de 6 a 7 anos e 11 meses de idade do 1º ano do Ensino Fundamental Municipal na cidade de Marília-SP Foi elaborado Protocolo de identificação precoce dos problemas de leitura, composto por sete habilidades cognitivo-linguísticas: conhecimento do alfabeto; consciência fonológica; memória de trabalho; nomeação automática rápida; atenção visual; leitura de palavras e não palavras e compreensão de frases a partir de figuras.
RESULTADOS: Os resultados revelaram diferenças estatisticamente significantes, evidenciando que todos os escolares apresentaram desempenho obtido inferior ao desempenho esperado para as habilidades propostas no protocolo.
CONCLUSÃO: Escolares do 1º ano do ensino fundamental avaliados neste estudo apresentaram desempenho inferior em habilidades que são consideradas na literatura nacional e internacional como preditoras para a alfabetização, o que demonstra que não apresentam domínio de habilidades cognitivo-linguísticas necessárias para aprender o sistema de escrita do português brasileiro.

Caracterização do desempenho motor em escolares com transtorno de déficit de atenção com hiperatividade

Cintia Sicchieri Toniolo; Lara Cristina Antunes dos Santos; Maria Dalva Lourenceti; Niura Aparecida de Moura Ribeiro Padula; Simone Aparecida Capellini

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):33-40 - Artigo Original

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OBJETIVOS: Caracterizar e comparar o desempenho motor de escolares com Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) com o desempenho de escolares com desenvolvimento neuropsicomotor normal e verificar a ocorrência de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) nos escolares com TDAH deste estudo.
MÉTODO: Participaram deste estudo 30 escolares de 1ª a 4ª séries, na faixa etária de 6 a 12 anos de idade, de ambos os gêneros, divididos em 2 grupos: GI - composto de 15 escolares com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDA/H) e GII - composto de 15 escolares com desenvolvimento neuropsicomotor normal. Foi aplicado o Exame Motor para o diagnóstico de Déficit de Atenção, Controle Motor e Percepção (DAMP).
RESULTADOS: Os resultados evidenciaram diferença estatisticamente significativa, revelando que o GI apresentou desempenho inferior em provas de habilidades motoras grossa e fina.
CONCLUSÃO: Os escolares com TDAH deste estudo, por apresentarem desempenho inferior no exame motor, possuem quadro de TDC em comorbidade, não sendo, portanto, os problemas de coordenação aqui evidenciados características do TDAH.

Aspectos da avaliação neurológica em escolares disléxicos

Maria Imaculada Merlin de Carvalho; Vanda Maria Gimenes Gonçalves; Carlos Eduardo de Barros; Cíntia Alves Salgado; Simone Aparecida Capellini; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2010;27(82):15-26 - Artigo Original

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OBJETIVO: O objetivo desse estudo foi propor semiologia neurológica detalhada em escolares portadores de dislexia do desenvolvimento, comparados ao grupo sem dificuldade escolar.
MÉTODO: O Grupo Disléxico foi constituído por 12 escolares, sendo apenas 1 do sexo feminino. Foram excluídos os alunos com dificuldade escolar, retardo mental, deficiência visual e auditiva. Pareados por sexo e idade com o Grupo Controle, recrutados em classes regulares, com leitura adequada para a série escolar. Utilizados Exame Neurológico Tradicional, Exame Neurológico Evolutivo e Quick Neurological Screening Test II (QNST II).
RESULTADOS: A pontuação total do QNST II identificou corretamente o Grupo Disléxico, com média de pontuação total significativamente maior. Alguns subtestes discriminaram os grupos, com média de pontuação significativamente maior no Grupo Disléxico nos subtestes: habilidade manual, reconhecimento e produção de figuras, reprodução de formas na palma da mão, padrões sonoros, movimentos manuais reversos, rápidos e repetitivos; extensão de braços e pernas; ficar em uma só perna; irregularidades comportamentais.