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2 resultado(s) para: Sandra Maria Corrêa Miller

Pessoas com a síndrome de Ehlers Danlos e hipermobilidade articular nas escolas: perspectivas inclusivas

Sandra Maria Corrêa Miller

Rev. Psicopedagogia 2018;35(107):217-230 - Artigo de Revisão

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Algumas lacunas presentes no sistema educacional não contemplam reflexões fundamentais sobre os transtornos de aprendizagem relacionados a diferentes síndromes estudadas e sobre aportes necessários para a recepção da população sindrômica nas escolas. Fazendo uma revisão da literatura, tipo narrativa, este artigo aborda a necessidade de atenção à inclusão integrativa das pessoas com síndrome de Ehlers Danlos-Tipo Hipermobilidade (SED-TH), doença hereditária do tecido conjuntivo, e da benigna Hipermobilidade Articular (HA), pelo fato de alguns estudos tecerem considerações sobre a associação existente entre estas condições e possíveis transtornos de aprendizagem e as limitações apresentadas pelas pessoas com SED-TH e HA. Além de indicar a prevalência e o desconhecimento sobre a síndrome, é apontada a necessidade de um estudo populacional em escolas, visando sua identificação e divulgação. Por meio da integração entre Educação e Saúde e uma abordagem multidisciplinar, seria possível definir estratégias e meios de oferecer atenção diferenciada nas escolas aos sindrômicos e hipermóveis, oportunizando a integração social e impulsionando a aprendizagem, para evitar estigmatizar pessoas nestas condições. A informação e capacitação de educadores, de outros profissionais envolvidos e de familiares são estratégias-chave nesse processo de recepção e integração destes educandos nas escolas e a apresentação de questionários de autoavaliação, guias e manuais voltados para informação de profissionais da área da educação no que se refere à SED-TH e HA destacam-se como possíveis ferramentas, assim como o estabelecimento de parcerias para atendê-los e a utilização das redes públicas de formação de professores para a divulgação e capacitação sobre a SED-TH e HA.

Estratégia de inclusão: resgate da corporeidade no interior das escolas

Sandra Maria Correa Miller; Maira Miller Ferrari

Rev. Psicopedagogia 2015;32(99):336-345 - Artigo Especial

Resumo PDF Português

O presente trabalho faz uma reflexão sobre os caminhos da educação no futuro, centrada na condição humana, sob a égide do princípio da unidade-diversidade proposto por Edgar Morin. Realiza um contraponto entre educação e corporeidade no contexto do sistema oficial de ensino, enfatizando a importância de resgatar o ato motor e o significado da corporeidade em diferentes etapas da educação básica. Reapresenta o papel do corpo como um elemento essencial no processo de aprendizagem e apresenta a valorização da corporeidade e do movimento como estratégias para o sucesso da educação inclusiva e da escola como espaço de convivência, inclusive durante a adolescência, considerando o Ensino Fundamental e Médio. A educação inclusiva é vinculada à busca incessante de proporcionar a autonomia de ser e de saber da(o) educanda(a), valorizando e respeitando o seu conhecimento prévio, sua singularidade e linguagem corporal, visto ser o estudante um sujeito social em construção.