Artigos do Autor

4 resultado(s) para: Sônia das Dores Rodrigues

Dislexia na escola: identificação e possibilidades de intervenção

Sônia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2016;33(100):86-97 - Artigo Especial

Resumo PDF Português

Dislexia é um transtorno específico de aprendizagem que acomete em torno de 3% a 5% dos escolares. Dificuldade na aquisição e fluência da leitura e escrita, desenvolvimento cognitivo dentro dos padrões de normalidade, déficit no processamento fonológico e baixo desempenho em algumas habilidades cognitivas são as principais características encontradas nesse transtorno. A identificação precoce e o adequado processo intervertivo são essenciais para minimizar os efeitos negativos da dislexia. Para tanto, há necessidade de conhecimento sobre a diversidade encontrada no transtorno, bem como capacidade de adequar a intervenção à dificuldade da criança. Nesse sentido, o objetivo principal deste artigo é abordar os principais conceitos relativos à dislexia, sua identificação e algumas possibilidades de intervenção.

Percepção de professores sobre a relação entre desenvolvimento das habilidades psicomotoras e aquisição da escrita

Maria Helena Bombonato Duzzi; Sonia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):121-128 - Artigo de Pesquisa

Resumo PDF Português

INTRODUÇÃO: O aprendizado da escrita é extremamente complexo, já que depende da integridade do sistema nervoso central, associado ao desenvolvimento de habilidades cognitivas, linguísticas, psicológicas, psicomotoras e sociais. A maioria desses aspectos normalmente é privilegiada pelo professor na sua prática diária. Entretanto, o mesmo parece não ocorrer com as habilidades psicomotoras.
OBJETIVO: Este estudo teve como objetivo avaliar o conhecimento de professores do ensino infantil e das séries iniciais sobre a relação entre habilidades psicomotoras e desenvolvimento da escrita.
MÉTODO: Para tanto, foi utilizado o método de estudo de caso. Trinta e três professores das séries iniciais de quatro escolas públicas e uma particular responderam ao questionário elaborado para a pesquisa.
RESULTADOS: A análise dos dados revelou que os participantes deste estudo não demonstraram conhecimento sobre a relação entre desenvolvimento das funções psicomotoras com aprendizado da escrita. Não houve relação entre tal achado com idade, tempo de graduação, tempo de atuação no magistério (ou na série que atuavam no momento da pesquisa), possuir (ou não) curso de especialização e ser oriundo de escola pública ou privada. Tal fato demonstra que, pelo menos nessa população, o desconhecimento sobre essa temática não está relacionado a grupos específicos.
CONCLUSÃO: Diante dos resultados, sugere-se que há necessidade de os cursos de formação (graduação e pós-graduação) introduzirem a psicomotricidade no seu currículo. Aos órgãos de direção (escolas, prefeituras, secretarias de educação) cabe o oferecimento de cursos de formação continuada, de modo a maximizar o conhecimento do professor sobre esse tema tão importante. As crianças, certamente, serão as maiores favorecidas.

Inclusão escolar: há coesão nas expectativas de pais e professores?

Gilcineia Maria Silveira Cintra; Sonia das Dores Rodrigues; Sylvia Maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2009;26(79):55-64 - Artigo Original

Resumo PDF Português

OBJETIVO: Avaliar as expectativas de diferentes grupos envolvidos no processo de inclusão escolar: professores, pais de alunos com necessidades educativas especiais (NEE) e pais de alunos cujos filhos estão matriculados em classe onde há crianças com NEE.
MÉTODO:
A pesquisa foi desenvolvida em uma escola particular da cidade de Campinas, São Paulo. Fizeram parte do estudo 16 pais e quatro professores. Dentre os pais, quatro tinham filhos com NEE e 12 não. As crianças estavam matriculadas no ensino infantil (I, II e III) e na 1ª série do ensino fundamental. A avaliação das expectativas dos indivíduos envolvidos foi realizada por meio de questionário semi-estruturado, elaborado para esse fim. A análise dos dados foi feita de forma qualitativa.
RESULTADOS: Os resultados mostraram que houve divergências nas expectativas entre os indivíduos ouvidos (pais e professores). Enquanto os professores priorizam o aspecto emocional e social da inclusão, os pais demonstraram que esperam que se priorize e se atente para os aspectos emocional, social e pedagógico. Questiona-se se a postura dos professores pode estar relacionada com o conceito de auto-eficácia e se chama a atenção para a necessidade de se ouvir também os pais que não têm crianças com NEE.
CONCLUSÃO: Conclui-se que as divergências encontradas têm seus aspectos positivos, já que abrem caminho para discussões entre todos os envolvidos com a inclusão escolar e, consequentemente, para a melhoria do projeto pedagógico.

Perfil psicomotor de escolares com deficiência intelectual: Por que avaliar?

Sônia das Dores Rodrigues; Taciana Menezes Silva de Godoy; Mariana Coelho Carvalho; Marcia maria Toledo; Sylvia maria Ciasca

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):14-26 - Artigo Original

Resumo PDF Português

O interesse pela deficiência intelectual (DI) não é recente. Como resultado, há quantidade considerável de estudos que abordam diferentes aspectos do desenvolvimento de indivíduos com esse transtorno. Entretanto, pode se dizer que a investigação do perfil psicomotor de escolares que frequentam ensino fundamental é escassa.
OBJETIVOS: Avaliar o perfil psicomotor de escolares do ensino fundamental com diagnóstico de DI. Especificamente, foi analisado o perfil psicomotor em função das seguintes variáveis: a) frequência (ou não) em sala de recursos multifuncional (SRM); b) classificação da DI; c) idade; c) raça/cor; d) série escolar.
MÉTODO: Participaram do estudo 15 alunos de uma escola pública de uma cidade do interior do estado de São Paulo. Para avaliação do perfil psicomotor, foram utilizados os seguintes instrumentos: Teste de Proficiência Motora de Bruininks-Oseretsky (BOT-2), versão breve; Avaliação Psicomotora.
RESULTADOS: Os dados obtidos mostraram que a maioria dos sujeitos apresentou desempenho "muito abaixo do esperado" em todos os subtestes que compõem o BOT-2. Do mesmo modo, desempenho inferior à idade cronológica foi identificado na Avaliação Psicomotora. Não foram encontradas diferenças estatisticamente significativas nos subtestes do BOT-2 quando se analisou frequência (ou não) em SRM, gênero e raça/cor. Contrariamente, melhor desempenho em algumas habilidades psicomotoras foi encontrado em função da idade, série escolar e classificação da DI.
CONCLUSÃO: As autoras discutem a relação entre desenvolvimento psicomotor e aprendizagem e chamam a atenção para a necessidade de se utilizar os pressupostos da Psicomotricidade no contexto escolar, principalmente na SRM. Com isso, pode-se auxiliar as crianças com deficiência intelectual a maximizar as suas potencialidades e, como resultado, possibilitar melhora no seu desenvolvimento global (cognitivo, afetivo, social).