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3 resultado(s) para: Renata Savastano Ribeiro Jardini

Avaliação dos cursos de capacitação: "método das boquinhas"

Renata Savastano Ribeiro Jardini; Lydia Savastano Ribeiro Ruiz

Rev. Psicopedagogia 2011;28(86):133-143 - Artigo Original

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INTRODUÇÃO: O Método Fonovisuoarticulatório (Método das Boquinhas) utiliza, além das estratégias fônicas (fonema/som) e visuais (grafema/letra), as articulatórias (articulema/Boquinhas). Seu desenvolvimento foi alicerçado na Fonoaudiologia, em parceria com a Pedagogia, indicado para alfabetizar quaisquer crianças, jovens e/ou adultos e reabilitar os distúrbios da leitura e escrita.
OBJETIVOS: Os objetivos do presente trabalho são avaliar os cursos e os multiplicadores do Método, bem como a metodologia em si.
MÉTODO: Foi feita uma análise quantiqualitativa de questionário de múltipla escolha. Participaram 10 multiplicadores, que ministraram 37 cursos para 1668 educadores, em 13 cidades dos estados do Paraná e Rio Grande do Sul, durante o ano de 2010.
CONCLUSÕES: Concluiu-se que o Método das Boquinhas foi aceito pela maioria dos participantes, para ser utilizado em sala de aula para todo tipo de aluno, com ênfase nos que apresentam algum grau de dificuldade, abrindo precedentes para a reflexão sobre o sucesso da inclusão pedagógica, que é a demanda educacional atual, estar relacionado à metodologia adotada. Ainda, concluiu-se que os educadores desse estudo vêem a necessidade e a urgência de uma proposta de natureza fonológica e articulatória, com bases oralistas, para a melhoria da educação brasileira, inclusive, enfatizando a necessidade de capacitações continuadas, que se iniciem na grade curricular da formação de docentes alfabetizadores. Como finalização, a totalidade dos entrevistados ficou satisfeita com a atuação/forma de trabalho dos multiplicadores, constatando se tratar de um trabalho já aprovado como Tecnologia Educacional pelo MEC. Esse trabalho reforça a necessária aliança entre a Fonoaudiologia e Pedagogia, para o melhor desempenho de alunos e docentes.

Protocolo Lince de investigação neurolinguística (PLIN): instrumento lúdico para conhecer habilidades de leitura e escrita

Renata Savastano Ribeiro Jardini; Lydia Savastano Ribeiro Ruiz; Walderlene Ramalho; Andrea Villela de Paula

Rev. Psicopedagogia 2015;32(97):49-60 - Artigo Original

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O Método das Boquinhas fonovisuoarticulatório foi desenvolvido pela primeira autora da pesquisa com o intuito de alfabetizar e reabilitar os distúrbios da leitura/escrita. O jogo Lince de Boquinhas foi idealizado para conhecer e treinar percepção visual, consciência fonológica, memória imediata, memória visual e auditiva, funções visuoespaciais, cognição e leitura/escrita, dentre outras. A partir das evidências observadas em mais de 10 anos de aplicação clínica desse jogo, foram tabuladas tendências de comportamentos apresentados por indivíduos sintomáticos dos transtornos dislexia, transtorno no déficit de atenção e hiperatividade e deficiência intelectual, em relação aos mesmos comportamentos em sujeitos assintomáticos. Essas evidências foram pareadas aos manuais de diagnóstico e fontes científicas que apresentam classificações categoriais desses transtornos. A partir dessa análise, foram elaboradas 26 questões, com 5 itens cada, que analisam quali e quantitativamente os comportamentos apresentados e refletem as respostas mais usuais apresentadas, para compor o Protocolo Lince de Investigação Neurolinguística (PLIN). As questões foram agrupadas em 5 blocos de habilidades: consciência fonológica (HCF); visuoespaciais (HVE); leitura e escrita (HLE); memória imediata (HMI) e cognição (HCO). A fase 1, de dimensionamento amostral, contou com 40 crianças do estado do Paraná, entre 5 e 12 anos de idade, divididas igualitariamente em 4 grupos, dos transtornos estudados e o grupo controle de assintomáticos. A fase 2, para elaboração de tabelas de tendências de comportamentos, contou com 296 crianças, do Distrito Federal. Os dados foram comparados a fim de verificar se existia diferença estatisticamente significativa entre os quatro grupos estudados, para a publicação do PLIN.

Resultados na aprendizagem de uma escola especial do Paraná com metodologia fonovisuoarticulatória

Maria Helena dos Santos Fonseca; Renata Savastano Ribeiro Jardini; Andréa Vilella de Paula

Rev. Psicopedagogia 2018;35(107):180-190 - Artigo Original

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Diante das inúmeras situações de exclusão, descaso e descrença quanto à alfabetização da pessoa com deficiência intelectual e da falta de método de alfabetização da escola e dos educadores, surge a necessidade de pesquisa, procurando entender uma forma adequada de ensinar a pessoa com deficiência intelectual, considerando o despreparo dos educadores em relação à falta de um método de ensino como um dos fatores que impedem essa aprendizagem, não deixando de considerar que a triste trajetória do histórico que acompanha a pessoa com deficiência intelectual e que a rotula como incapaz, torna-se outro fator preponderante nessa não ensinagem. Pretende-se refletir se a falta de capacitações frequentes e dirigidas em cada escola em relação ao método de ensino da escola também contribui para esse fracasso escolar do deficiente intelectual, pois, dessa forma, o professor encontra-se sem um caminho seguro a trilhar. Por outro lado, mostra que o dinamismo em sala de aula, proporcionado por um bom planejamento com objetivos centrados e focados na necessidade do sujeito, pode influenciar nesse processo, e, com isso, pretende-se mostrar como a escola especial está agindo frente a essa demanda. O presente artigo pretende levantar situações reais no processo ensino aprendizagem na escola especial com a pessoa com deficiência intelectual, realizando um trabalho de intervenção junto ao aluno e ao educador, propondo um trabalho de estudo pelo educador, desafiando-o a aprender e a aplicar um método de alfabetização multissensorial, capaz de alcançar o deficiente intelectual na sua alfabetização e mudando a visão da sociedade quanto às escolas especiais. Pensando nessas inúmeras dificuldades, a Escola Ana Paula Nunes, mantida pela APAE em Mangueirinha, PR, escolheu fazer a diferença quando optou por ir em busca de algo novo, que viesse de encontro ao anseio latente da equipe gestora e pedagógica da escola, juntamente com os educadores, em realmente buscar uma aprendizagem exitosa e, fazendo a sua parte, mudar a visão que a sociedade tem das escolas especiais quando a enxergam como um depósito de crianças e adultos sem grandes ambições de sucesso. A equipe da APAE de Mangueirinha mostrou que o método multissensorial fonovisuoarticulatório escolhido para seu trabalho diário na escola proporciona segurança e direciona os educadores para a aplicação das atividades, sem ficarem perdidos procurando atividades aleatórias só para preencher tempo; ao contrário, que possam, por meio desses, sanar e mediar as diversas falhas cognitivas de seus alunos. A escola espera, com esse trabalho, mostrar a outras escolas e educadores resultados eficientes, permitindo reciclagens e aprendizagens continuadas. Assim, trazer benefícios a todos os envolvidos, alunos com bons resultados na alfabetização, respondendo aos anseios familiares, e corpo docente como um todo.