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5 resultado(s) para: Mauro Muszkat

Aspectos neurocientíficos da aprendizagem matemática: explorando as estruturas cognitivas inatas do cérebro

Thiago da Silva Gusmão Cardoso; Mauro Muszkat

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):73-81 - Artigo de Revisão

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Muitos estudos têm sido realizados sobre o modo como o cérebro lida com a informação matemática. Essas pesquisas têm concordado com a tese de que possuímos um módulo cerebral para o processamento de números e quantidades, na literatura referido como senso numérico. A expansão desse módulo, porém, depende de como e quanto conhecimento matemático adquirimos da cultura em que vivemos através da aprendizagem. Desta forma, esse artigo tem por objetivo discutir aspectos relacionados à aprendizagem matemática sob a ótica das neurociências, destacando achados de pesquisas relacionadas a este tema, como os modelos postulados para explicar a relação entre o cérebro e o processamento numérico, nomeadamente, Sistema Numérico Aproximado (SNA) e Modelo do Triplo Código (MTC).

Transtorno do déficit de atenção e hiperatividade na escola: mediação psicopedagógica

Maria Fernanda Batista Coelho da Fonseca; Mauro Muszkat; Sueli Rizutti

Rev. Psicopedagogia 2012;29(90):330-339 - Relato de Experiência

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O estudo apresenta um caso de mediação psicopedagógica para diagnóstico de Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH), tratamento, orientação na escola, família, e com a criança. A criança foi encaminhada pela psicopedagoga para avaliação interdisciplinar dos aspectos psicopedagógicos, neuropsicológico, neuropediátrico, psiquiátrico e familiar. A queixa da escola e da mãe era de que a criança estava agressiva, opositora, recusava-se a fazer as atividades, provocava confusões em casa e na sala de aula, era desorganizada, sem cuidado com seus pertences pessoais, não conseguia manter amizades e não demonstrava interesse pelas lições. Foi tratada com medicação metilfenidato, com melhora imediata da impulsividade e desatenção. Foram aplicados testes neuropsicológicos, psicopedagógicos, escalas de comportamento, antes e após o tratamento medicamentoso. Após o tratamento e as intervenções, foi verificada grande melhora no comportamento, na aprendizagem e nas relações pessoais. Os resultados nos testes foram para melhor; em relação à aprendizagem, foi possível verificar uma dificuldade fonológica do processo de alfabetização, que antes não foi constatado devido a sua recusa. A psicopedagoga fez orientação na escola e soube na ocasião que a criança frequentava o reforço escolar na escola, com conteúdo mais relacionado à matéria atual, assim foi realizada orientação para que fosse trabalhado o processo de alfabetização com ênfase nos aspectos fonológicos devido às dificuldades apresentadas na escrita e na leitura. A relação Saúde e Educação trouxe perspectivas e intervenções importantes na vida escolar, demonstrando que é possível mudar o comportamento e a qualidade da aprendizagem de crianças com diagnóstico de TDAH.

Análise da associação entre o desempenho acadêmico, a velocidade de execução das tarefas e o comportamento da criança a partir da EACI-P

Maria Fernanda B. Coelho da Fonseca; Thiago da Silva Gusmão Cardoso; Mauro Muszkat; Orlando Francisco Amodeo Bueno

Rev. Psicopedagogia 2011;28(87):226-236 - Artigo Original

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OBJETIVO: Esse trabalho busca analisar a associação entre o desempenho acadêmico, a velocidade de execução das tarefas, e os problemas de comportamento infantil, avaliados pela EACI-P, bem como as inter-relações entre esses problemas de comportamento, desempenho e a inteligência estimada das crianças.
MÉTODO: Trata-se de um estudo transversal com a avaliação do comportamento por meio de escala padronizada, comparação entre as idades e análise de associação entre as variáveis do instrumento (EACI-P) segundo classificação do professor.
RESULTADOS: Os resultados da avaliação dos professores quanto à presença ou não de problemas de comportamento nas 84 crianças avaliadas revelam que 7,9% (7) crianças apresentam Hiperatividade/Problema de Conduta, 2,2% (2) crianças apresentam um nível abaixo do esperado para sua idade e nível de escolarização no que se refere ao Funcionamento Independente/Socialização Positiva, 13,5% (12) apresentam Inatenção, 5,6% (5) têm sintomas de Neurotismo/Ansiedade e 1,1% (1) vivencia um processo de Socialização Negativa. O desempenho foi associado aos escores de desatenção e hiperatividade. A velocidade de execução foi associada à socialização negativa e o escore de QI foi negativamente correlacionado com todas as variáveis comportamentais, exceto funcionamento independente.
CONCLUSÃO: É possível por meio da aplicação da EACI-P obter dados para compreender o comportamento e a aprendizagem da criança, fundamentando intervenções precoces. Comportamento, desempenho acadêmico, velocidade de execução e inteligência foram fatores de risco ou proteção para aprendizagem, caso estejam preservados ou prejudicados. A relação professor-aluno-escola é fundamental para o desenvolvimento psicossocial da criança, a partir da mediação dessa tríade podem-se evitar problemas de aprendizagem, comportamentos e relacionamentos interpessoais.

Protocolo psicopedagógico de avaliação interdisciplinar de crianças com lesão cerebral

Renata Trefiglio Mendes Gomes; Claudia Berlim de Mello; Thiago da Silva Gusmão Cardoso; Silvia Cristina de Freitas Feldberg; Mauro Muszkat; Orlando Francisco Amodeo Bueno

Rev. Psicopedagogia 2012;29(90):290-300 - Artigo Original

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O objetivo deste trabalho foi descrever os procedimentos de atendimento no Ambulatório de Neuroplasticidade do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Infantil Interdisciplinar (NANI), com foco no detalhamento do protocolo psicopedagógico de avaliação. Para isso, foi realizada descrição dos procedimentos de atendimento, do protocolo psicopedagógico de avaliação e o perfil dos usuários atendidos no ano de 2011, a fim de explicitar como se deu a atuação psicopedagógica nesse contexto. Os indivíduos foram submetidos a anamnese, avaliação neuropsicológica, avaliação terapêutica-ocupacional, exame neurológico e avaliação psicopedagógica. Os resultados da avaliação psicopedagógica foram: 25% realizavam leitura ortográfica, 25% leitura alfabética e 50% leitura logográfica. O nível de escrita na qual se encontravam foi: 63% no nível alfabético e 37% no nível pré-silábico. No domínio matemático, 63% tinham consolidado o sistema de numeração decimal e realizavam operações aritméticas de adição e subtração, enquanto que os outros 37% não dominavam ainda esse conceito. O protocolo mostrou-se sensível e eficaz na avaliação de sujeitos com lesão cerebral, uma vez que propõe a avaliação de questões relacionadas a linguagem, escrita, leitura, matemática e aspectos comportamentais.