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7 resultado(s) para: Marisa Irene Siqueira Castanho

Psicopedagogia em contextos hospitalares e da saúde: três décadas de publicações na revista psicopedagogia

Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2014;31(94):63-72 - Artigo de Revisão

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Este estudo teve como objetivo identificar possibilidades, avanços e evolução da participação da Psicopedagogia e do psicopedagogo em contextos hospitalares e da saúde. Considerou-se a relevância da pesquisa em sintonia com o atual momento de expansão do campo de atuação da Psicopedagogia. Optou-se pela análise de publicações da Revista Psicopedagogia por se tratar de periódico indexado e que vem ininterruptamente se dedicando às publicações na área da Psicopedagogia,desde 1982. Foram selecionados 19 textos do período 1982-2012 por meio de descritores específicos vinculados ao assunto. Os resultados apresentaram baixa incidência de publicações sobre o tema pesquisado, correspondendo a 2,7% dos trabalhos publicados no período, sendo 0,7% da década 1982-1991; 5,3% de 1992-2001 e 1,9% de 2002-2012. Por meio da análise de conteúdo os textos foram organizados por categorias de atendimento: 7(36,8%) referiam-se à contribuição da Psicopedagogia nas internações hospitalares; 5 (26,3%), à participação da Psicopedagogia nos Ambulatórios de Psiquiatria, Neurologia e Fonoaudiologia no tratamento de distúrbios de aprendizagem; 4 (21,1%) tratavam teoricamente da importância da parceria entre Psicopedagogia e Pediatria na prevenção das dificuldades de aprendizagem; 2 (10,5%) configuravam-se como revisões históricas da presença da Psicopedagogia nesses contextos e 1 (5,3%) referia-se à participação em comunidade terapêutica de dependentes químicos. Considera-se a importância dos resultados não pelo número de trabalhos, mas pela diversidade de possibilidades de participação do psicopedagogo em equipes interdisciplinares na avaliação e intervenção em processos de aprendizagem nesses contextos, o que merece debate aprofundado, em busca de sistematizações e teorizações.

A psicopedagogia em um diálogo multidisciplinar*

Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2018;35(106):116-124 - Artigo Especial

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O objetivo principal é situar a Psicopedagogia como área de conhecimento inter e multidisciplinar e o objetivo secundário é destacar o brincar como atividade fundamental na integração dos aspectos cognitivos, afetivos, relacionais e contextuais afinada com a aprendizagem humana. Considera-se a aprendizagem como adaptação ao meio circundante, não só do ponto de vista da natureza biológica do homem, mas principalmente como decorrência de sua capacidade de organização simbólica da realidade. O conhecimento hoje pauta-se na abordagem dos fenômenos considerados como fugidios e cambiantes, rompendo com a ilusão de que a racionalidade possa trazer soluções para os problemas do homem e a aprendizagem por seu caráter complexo e multideterminado deve ser pensada por modelos científicos pautados por um pensar relacional que delineia como forma de conhecimento a aceitação do movimento como possível maneira de convivência na atual realidade fluida e mutável. Ressaltam-se as características da Psicopedagogia como próprias do pensamento pós-moderno na abordagem da aprendizagem e o brincar como atividade primordial na sobrevivência simbólica do homem.

Educação Integral: significações por alunos de ensino fundamental pelo par educativo

Francisca Tietze; Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2016;33(100):5-18 - Artigo Original

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Este estudo teve como objetivo investigar os significados de um Programa de Educação Integral para crianças utilizando o desenho do Par Educativo. Os programas de Educação Integral oferecem atividades esportivas, culturais e de ampliação do currículo, supostamente em situações favorecedoras da qualidade de ensino e de formação. Foram avaliados, por meio da técnica gráfica do Par Educativo, os desenhos de três alunos com idades entre 10 e 11 anos, com e sem dificuldades de aprendizagem de escolas públicas de um município paulista. Foi solicitado aos alunos que desenhassem uma situação de aprendizagem em oficinas oferecidas no contra turno da aula e outra situação de aprendizagem em sala de aula. Como critérios de avaliação dos desenhos elegeram-se indicadores de conflito na relação de aprendizagem. Os resultados sugerem maior incidência de indicadores de conflito nos dois alunos com dificuldades de aprendizagem, quando comparados ao aluno sem dificuldades, em qualquer das situações; no entanto, na comparação dos desenhos de situações de aprendizagem nas oficinas com os das situações em sala de aula, não se obteve resultados consistentes. Embora se trate de uma amostra pequena para conclusões, pode-se afirmar que o Par Educativo é uma boa técnica para avaliar representações de relação vincular com a aprendizagem, sendo necessária a continuidade de estudos visando à validação de critérios para sua interpretação. Quanto à vivência em situações de aprendizagem em oficinas de ampliação da jornada escolar, sugerem-se mais estudos para avaliar o impacto desses programas na educação de crianças nas escolas públicas.

Caracterização do perfil de clientela de clínica-escola de psicopedagogia

Márcia Siqueira de Andrade; Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2014;31(95):101-108 - Artigo Original

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OBJETIVO: Este artigo apresenta resultado de estudo retrospectivo desenvolvido com o objetivo de traçar o perfil de clientela atendida entre 2000 e 2009 na clínica-escola de Psicopedagogia a partir dos dados registrados em 5822 prontuários.
MÉTODO: Para a coleta de dados foi elaborado protocolo abrangendo questões sociodemográficas e de evolução clínica.
RESULTADOS: O estudo demonstrou que a população atendida é do sexo masculino (65,2%), aluno de escola pública (89,4%), com idade entre 7 e 13 anos (83,9%), em sua maioria, oriundos de famílias de baixa renda, encaminhado pela escola em função de dificuldades de aprendizagem da escrita (66%). Os pais são separados (61%), com baixo nível de escolaridade.
CONCLUSÃO: Esses resultados indicam a necessidade do planejamento de políticas de saúde e educação e formação profissional condizentes com a realidade.

Sobre a possibilidade do jogo como mediador da aprendizagem do adulto

Carolina Sophia Vila Zambotto; Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2005;22(69):254-268 - Relato de Pesquisa

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A pesquisa se propõe a pensar sobre a possibilidade do uso do jogo como mediador da aprendizagem do adulto considerando as novas propostas de educação continuada e da educação para o terceiro milênio, especificamente no que concerne à aprendizagem de adultos. Baseia-se na psicologia sócio-histórica e apóia-se em teóricos que pensaram o jogo e o desenvolvimento humano em uma perspectiva histórica (Vygotsky) e dialética (Wallon). Trata-se de pesquisa bibliográfica que utiliza como estratégia metodológica um levantamento bibliográfico dos artigos, cujos títulos fazem referência às propostas de educação e processos de ensino-aprendizagem do adulto, com foco na educação para o terceiro milênio; às expectativas em relação ao homem dentro destas propostas e ao jogo como recurso para o desenvolvimento esperado. Selecionaram-se as publicações a partir de 1990 dos periódicos com conceito nacional A na última avaliação da ANPED e ANPEPP. A análise do conteúdo do material coletado é o recurso utilizado na busca de indicadores sobre a importância do jogo como mediador da aprendizagem do adulto. Os resultados mostram que a bibliografia sobre os jogos está desvinculada à da educação dos adultos, indicando que as relações esperadas ainda estão por ser construídas.

Autoria entre muros e grades: um olhar psicopedagógico sobre o ensino/aprendizagem de dança na Fundação CASA

Nitiren Queiroz Castro; Marisa Irene Siqueira Castanho

Rev. Psicopedagogia 2013;30(92):129-141 - Relato de Experiência

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Este trabalho é uma reflexão teórica acerca do ensino/aprendizagem de dança (hip-hop) com adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa na Fundação CASA. Procura-se discutir as especificidades da dança na manifestação cultural do hip-hop nas relações de ensino-aprendizagem e identificar os saberes em jogo a partir das contribuições de um olhar psicopedagógico sobre a prática relatada. A partir das reflexões, é possível concluir que a Psicopedagogia, pelo seu caráter interdisciplinar, possibilita identificar três saberes em jogo: o desenvolvimento de estratégias de sublimação das pulsões de agressividade, a socialização e a autoria de pensamento. O breaking, no contexto da cultura hip-hop, possui especificidades - principalmente ligadas à sua história e estética - que aguçam o desejo dos adolescentes para a troca de ideias, o aprendizado e sua afirmação identitária. Além disso, a postura do ensinante de abertura ao diálogo e à escuta contribui para o desenvolvimento de um vínculo satisfatório na criação de um espaço potencial, favorecedor do simbólico e do lúdico, porta de entrada do aprendizado.